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transcendendo.......

O silêncio fala mais que mil palavras. O silêncio enche o ar de vibrações que nenhum som é capaz de produzir. Quando nos quedamos diante de nós mesmos e deixamos que a nossa alma flua, não necessitamos de palavras. O silêncio, que a tudo imobiliza, inunda o coração e fala por nós. Por mais que as palavras sejam maravilhosas, as rimas por vezes se quebram e se transformam em soluços. Então, o silêncio pode ser a máxima expressão do nosso íntimo. (Lisieux)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O INFERNO DE AMAR


O filme Ciúme: o inferno do amor possessivo (1994), do diretor francês Claude Chabrol, retrata a vida de um casal cujo relacionamento começa a ficar cada vez mais conturbado devido às conseqüências negativas do ciúme para a relação.


Paul é um homem jovem que constrói um hotel perto de onde já trabalhava há quinze anos. Conheceu Nelly e com o passar do tempo casaram-se e tiveram um filho chamado Vincent. Paul vive sempre “nervoso” e atarefado com a rotina do hotel. Por diversas vezes toma medicamentos para diminuir o estresse e doses de bebida alcoólica. Nelly, uma mulher muito bonita e vaidosa, ajuda Paul nos serviços do hotel e, por vezes, mostra-se uma mulher atenciosa com Paul.


A desconfiança de Paul começa dentro do próprio hotel, onde Nelly passa a dar indícios de que estaria tendo algum envolvimento com um hóspede chamado Martineau, o qual é mecânico do carro de Paul, mora perto da mãe de Nelly e foi flagrado por Paul mostrando slides com fotos para Nelly numa sala escura do hotel. A partir daí, Paul passa a perseguir Nelly por todos os lugares, buscar provas de que está sendo traído e ainda agindo de forma agressiva com ela. Enfim, Paul passa a exercer um papel extremamente agressivo e controlador no relacionamento com Nelly.


Paul e Nelly, inicialmente, viviam muito bem no hotel em que eram donos. Todos os anos recebiam vários hóspedes; muitos deles já eram clientes assíduos. Seu filho, Vincent, com aproximadamente sete anos de idade, não exerce um papel tão determinante no decorrer do filme, a não ser para, eventualmente, servir como sinal gerador de dúvida para Paul sobre “onde estaria sua mulher, se não cuidando de seu filho”.


Apesar de toda a busca por algum fato que possa comprovar essa suposta infidelidade de Nelly, não há no filme uma ocasião que verdadeiramente a condene. A questão que fica é: Nelly teria ou não culpa pela instalação e manutenção do padrão comportamental ciumento de Paul? Também podemos transpor esta questão para os relacionamentos ciumentos de hoje em dia: até que ponto somos responsáveis pelo ciúme do(a) parceiro(a) num relacionamento amoroso?


Para responder a essa questão e analisarmos as contingências do referido assunto (Ciúme e Violência) no filme estaremos partindo do ponto de vista da Análise do Comportamento e sua filosofia Behaviorista Radical, bem como, e não menos importante, a análise funcional como instrumento essencial para estudar o comportamento.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 13:19 0 comentários

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PROFECIAS

As Sete Profecias Maias

2010-03-02 00:41
Considerada uma das civilizações mais intrigantes do planeta, os Maias deixaram como herança sete previsões quanto ao futuro e o momento presente vivido pela humanidade. Todas elas foram baseadas nas conclusões de seus estudos científicos e religiosos sobre o funcionamento do universo.


Primeira Profecia
De acordo com o livro sagrado maia, Chilam Balam, no final do último katun (2012), cidades e civilizações serão destruídas, mas o período de escuridão terminará com os homens do Sol, que despertarão a Terra pelo norte e pelo poente. Essa primeira profecia fala sobre o final do medo, do “tempo do não tempo”, e abrange o último período de 20 anos, katun, do grande ciclo solar de 5125 anos.
Segundo os maias, a partir de 1999 ocorreria uma época de escuridão em que a humanidade seria obrigada a rever e analisar o seu comportamento consigo mesma, com o seu ambiente, com a natureza e com o planeta. Os maias retratavam esse período como aquele em que a humanidade entrará no Grande Salão dos Espelhos.

Segunda Profecia
Essa previsão revela que a partir do eclipse solar ocorrido em 11 de agosto de 1999, o comportamento da humanidade se transformaria de forma rápida, podendo viver duas situações: ou perderia o controle, ou conseguiria contornar conflitos, conquistando paz interior. Além disso, a sombra que a Lua projetou na Terra durante o eclipse – prevendo áreas de conflitos – envolveu a Europa, Oriente Médio, Irã, Iraque, Paquistão e Índia.
Situações de morte, sofrimento e destruição, ao mesmo tempo provocarão circunstâncias de solidariedade e respeito pelo ser humano e seus semelhantes. Ocorrerão transformações na forma de comunicação, nos sistemas econômicos, sociais e religiosos. As mudanças também afetarão os valores éticos e convicções religiosas.

Terceira Profecia
A terceira profecia diz que a temperatura da Terra aumentará, provocando mudanças climáticas e geológicas. O aquecimento, de acordo com os maias, ocorrerá principalmente devido à falta de sincronia do homem com a natureza. Entretanto, outros fatores também serão gerados pelo Sol, que produzirá mais irradiação devido ao aumento de sua vibração. Aliada a todos esses fatores, a alteração do comportamento do Sol provocará variações climáticas, alteração das chuvas, ventos fortes, furacões e tufões. Apesar de 70% do planeta ser coberto por água, o seu aquecimento produzirá secas, incêndios e redução da agricultura, pois o aumento da temperatura reduzirá a umidade relativa do ar, diminuindo as chuvas e afetando de forma indireta a fauna. Toda a situação poderá provocar racionamentos de eletricidade, descontentamento social e o aumento do número de pragas, como a malária.


Quarta Profecia
Revela que o aquecimento do planeta devido aos problemas ambientais criados pelo homem e a maior atividade do Sol irá causar o derretimento dos pólos, provocando aumento no nível dos oceanos e a inundação de terras costeiras, o que afetará 50% da população mundial.
O escudo eletromagnético da Terra diminuirá, assim como a produção de ozônio na ionosfera, que até então impedia a chegada dos raios ultravioletas ao planeta. Nos últimos anos, diversos picos nevados do planeta têm perdido grande parte do gelo. Na Antártida, a temperatura nos últimos anos aumentou 2,5º C.

Quinta Profecia
A crise dos sistemas acontecerá para que o homem enfrente a si mesmo e, dessa forma, perceba a necessidade de reorganizar a sociedade em direção à evolução e de uma compreensão da criação. Essa profecia relata que o aumento da atividade do Sol poderá causar danos aos satélites, complicando as comunicações e o controle de informações no planeta. A dose incomum de raios ultravioletas expande a atmosfera, diminuindo a pressão que existe sobre os satélites que se encontram em baixas altitudes. Isso fará com que eles diminuam sua órbita para outra mais rápida, o que provocará a perda de contato com eles. As transmissões de rádio e televisão também serão afetadas, pois é na ionosfera que as diferentes freqüências são transmitidas.

Sexta Profecia
De acordo com a sexta profecia maia, nos próximos anos um cometa colocará em perigo a existência da Terra e da humanidade. Os maias consideravam a presença de cometas como sinais de mudanças, de evolução.
O cometa relatado na profecia, Ajenjo, foi também anunciado por diversas crenças e religiões. A presença dos cometas sempre gerou impactos na opinião pública. O mais conhecido é o cometa de Halley, que em 1456 foi considerado como um agente do diabo. Como grandes observadores e estudiosos do céu, os maias sabiam que seria importante para o homem moderno descobrir os grandes asteróides com antecedência, para que pudessem eliminá-los ou desviá-lo de seu curso.

Sétima Profecia
A sétima profecia fala sobre o momento em que o sistema solar, em seu giro cíclico, sairá da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Durante 13 anos, de 1999 a 2012, a luz emitida do centro da galáxia sincronizou os seres vivos, permitindo que eles pudessem concordar de forma voluntária com uma transformação interior, abrindo a oportunidade para mudar e romper seus limites por meio da mente. A capacidade de ler pensamentos revolucionará a civilização, pois eliminará a mentira para sempre, acabando com a violência e emoções negativas. Todos os seres humanos, conectados entre si, como um todo, darão início a um novo ser na ordem galáctica. A vida será mais longa devido a um super-sistema imunológico e, nessa nova realidade, a implantação de novas tecnologias na produção eliminará a pobreza para sempre.

Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:14 0 comentários

LINEALIDADE

Raciocínio X Contra-Raciocínio

2010-09-09 12:37

Raciocínio X Contra-Raciocínio
    Depois de 15 anos trabalhando com a Psicoterapia Reencarnacionista, escutando as histórias de vida e as infâncias de milhares de pessoas, histórias permeadas de mágoa, sentimento de rejeição, raiva, crítica, medo, insegurança, etc., posso hoje afirmar que todas elas não são reais. Todas elas são, apenas, as histórias que a nossa persona criou, a história como nós a lemos quando éramos crianças, a história que continuamos a ler quando já adolescentes, adultos ou velhos, mas não são reais, são apenas interpretações do nosso Ego, da maneira limitada como nos vemos e como vemos os outros, incluindo a nossa família e as demais pessoas que entram ou passam pela nossa vida.
Explicando melhor: cada um de nós, desde criança, aprende que é uma certa pessoa, de uma certa família, de um certo gênero sexual, uma certa cor de pele, de uma lugar, em um país, etc., e passa a vida inteira acreditando nisso, principalmente porque todas as demais pessoas acreditam nisso também em relação a si, e em todos os terapeutas que vamos, eles mesmos acreditam nisso a seu respeito e então não têm dúvidas disso em relação a seus pacientes.
Mas o que a quase totalidade das pessoas não percebe, ou melhor, não recorda, mesmo as pessoas que acreditam na Reencarnação, é que, se pensarem no tempo anterior a sua fecundação, a sua vida gestacional, onde estavam, quem eram, lá em cima, no Plano Astral, quando não eram uma pessoa, não eram de nenhuma família, nenhum gênero sexual, não tinham cor de pele (aliás nem tinham pele...), não eram de um certo lugar, um certo país, etc., ou seja, se todos nós pensarmos onde estávamos há 1 ano antes da nossa fecundação, recordaremos que éramos um Espírito, no Mundo Espiritual, no chamado período inter-vidas, vindo da nossa encarnação anterior a essa, nos preparando para retornarmos para a Terra, encarnarmos novamente, para continuar o nosso caminho kármico de retorno à Luz, à Perfeição, ao Um, ao Todo.
E se não éramos nada do que pensamos que somos, como nos conhecemos e vemos, e como conhecemos e vemos os outros, o raciocínio conseqüente é de que estamos imersos no que os orientais chamam de Maya, a Ilusão. O que é isso? Significa que tudo é real, mas é temporário, é verdadeiro, mas é passageiro, parece permanente mas é impermanente. Ora, se é temporário, se é passageiro, se é impermanente, então não pode ser realmente real e verdadeiro e então é, podemos dizer, uma realidade ilusória ou uma ilusão aparentemente verdadeira.

Exemplificando: no meu livro “Como Aproveitar a Sua Encarnação” digo assim lá no início:
“O meu nome é Mauro Kwitko, sempre afirmei isso, seria até capaz de jurar que sou o Mauro Kwitko, fui registrado assim, está em todas as minhas identidades, sempre que me inscrevo em algo, coloco esse nome, todos me chamam assim. Não há dúvidas, eu sou o Mauro Kwitko! Certo? Errado. Na realidade eu estou o Mauro Kwitko. Não percebem? Essa é a grande diferença entre saber-se o que é a Vida e o não saber-se. Quando eu acreditava que era o Mauro Kwitko, não sabia o que era a Vida, quando descobri que estava o Mauro Kwitko, descobri o que é a Vida. Com­plicado? Nem tanto, vamos lá. Antes de eu nascer, o que havia? O meu Espírito (ou Consciência). Qual era o seu nome? Eu era o Mauro Kwitko ou viria a ser o Mauro Kwitko? Obviamente, a segunda opção. Em regressões a algumas encarnações pas­sadas me vi como um negro, como um oficial romano, como um mendigo, como um escritor russo, e eu era o Mauro Kwitko? Certamente não, mas era Eu, com certeza. A minha Consciência habitava “cascas” diferentes, de nomes diferentes, em épocas diferentes, e o que havia de comum em todas elas? Apenas a minha verdadeira identidade, a minha Essência, a minha Consciência, que as religiões chamam de Espírito. Mas eu não estou falando de Religião e sim de Psicologia. Então eu sou o Mauro Kwitko? Claro que não, eu sou anterior ao Mauro Kwitko, e posterior também. Eu sou eterno, a “casca” Mauro Kwitko é temporária. Eu sou real, o Mauro Kwitko é ilusório. E isso muda tudo, pois se o Mauro Kwitko é temporário, tudo nessa atual passagem terrena, que diz respeito a ele, é então o quê? Os meus filhos Hanna, Rafael, Maurício e Igor não são, eles são Espíritos que estão a Hanna, o Rafael, o Maurício e o Igor; minha mãe não era a Paulina, ela estava a Paulina, meu pai não era o Rafael, meu irmão não é o Airton, e assim por diante. E então eu estou o pai da Hanna, do Rafael, do Maurício e do Igor, a que estava Paulina, estava minha mãe, o que estava Rafael, estava meu pai, o que está Airton, está meu irmão, etc. So­mos todos personalidades passageiras, com rótulos passageiros, mas com uma missão única e em comum: a auto-evolução, ou seja, a evolução da nossa Essên­cia (ou Consciência ou Espírito), que é feita através de nós, que estamos. E vocês, são? Não, vocês estão.”
Todas as pessoas que acreditam na Reencarnação sabem disso mas não lembram com a intensidade e a freqüência que o assunto merece. E por que esse assunto merece um estudo mais aprofundado e uma atenção mais redobrada do que comumente se dá a ele? Porque aí está o que chamamos em Psicoterapia Reencarnacionista de Raciocínio X Contra-Raciocínio, ou seja, o raciocínio não-reencarnacionista a seu respeito, da nossa vida, da nossa infância, e das demais pessoas que fazem parte disso, incluindo a nossa família de origem e as demais pessoas que entram na história, e o raciocínio reencarnacionista disso tudo, totalmente oposto em sua visão e abordagem, em sua interpretação e resultado.
Vamos, então, explicar direitinho: uma pessoa vem à 1ª consulta para iniciar um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, que consta de consultas e sessões de regressão, que tem a finalidade de ajudar as pessoas a saberem para o que reencarnaram, qual a sua proposta de Reforma Íntima, e como realmente aproveitarmos essa encarnação nesse sentido, que nos trará mais evolução espiritual, e a agradabilíssima sensação de dever cumprido após desencarnarmos e retornarmos para Casa. Essa pessoa nos fala de si, da sua vida, vai nos contando o que lhe incomoda, os seus conflitos, frequentemente relata a sua infância, e nós vamos escutando a sua história que é, em 100% dos casos, o que chamamos de “A história ilusória de uma persona”. Ela não está nos contando a história verdadeira, está relatando o que sabe de si e de tudo o mais, como leu a sua infância, como lê a sua vida atual, como vê as pessoas, como sente e interpreta tudo isso, e geralmente o relato vem impregnado de mágoa, de sentimentos de rejeição, de raiva, etc.
Com bastante freqüência, essa pessoa já consultou outros profissionais, já contou essa história muitas vezes tanto para eles como para pessoas amigas, para familiares, e todos escutam e analisam a sua história exatamente da mesma maneira que ela: como algo real e verdadeiro.
Mas é ilusório... Como ilusório? Basta ir para 1 ano antes da sua fecundação, da sua vida gestacional, e lembrar quem era, onde estava, por que o seu Espírito precisou dessa infância, necessitou dessa família, desse pai, dessa mãe, desses irmãos, ou ser filho(a) único(a), porque veio o(a) mais velho(a), ou 2º(ª), ou  3º(ª), ou caçula, porque precisou vir homem ou mulher, bonito(a) ou feio(a), branco(a) ou negro(a), rico(a) ou pobre, etc.
Se todos nós fizermos esse exercício de imaginação, no mínimo, começaremos a nos questionar a esse respeito, a nos perguntar “Por quê?”, e a partir daí o nosso raciocínio, até agora vigente, começará a estremecer, a desmanchar-se, e todas aquelas convicções tipo “Meu pai não gostava de mim!” ou “Eu sou assim porque vim numa família muito pobre, muitos filhos, passamos fome...”, permeadas de mágoa e rejeição, dor e sofrimento, começarão a transformar-se no que chamamos de contra-raciocínio. Ou seja, o raciocínio anterior, não-reencarnacionista, criado pela persona em conjunto com as demais personas, numa sociedade de personas, começará a dar lugar a um novo raciocínio, reencarnacionista, baseado nos questionamentos de por que o nosso Espírito “pediu” por isso?
Essa questão Raciocínio X Contra-Raciocínio é uma das bases fundamentais da Psicoterapia Reencarnacionista, a Terapia da Reforma Íntima, pois baseando-se na Reencarnação, ela lida com as Leis Divinas que regem a nossa encarnação e das demais pessoas que estão em nossa vida: A Lei da Finalidade, a Lei da Necessidade e a Lei do Merecimento. A finalidade é para que o nosso Espírito tem de passar por situações desde a nossa vida gestacional, a necessidade é por que precisa passar por isso e o merecimento é o que merece receber do Amor Universal, que sempre está certo e justo, mesmo quando parece errado e injusto.
A principal tarefa do psicoterapeuta reencarnacionista é ajudar as pessoas que vêm realizar um tratamento, e acreditam na Reencarnação, a libertarem-se da história ilusória de sua persona e iniciarem uma busca da história verdadeira, a do seu Espírito. A primeira, que chamamos de “Raciocínio”, mantém as pessoas firmemente atreladas aos seus sentimentos negativos, de uma maneira tão forte e estreita, que torna-se praticamente impossível uma cura verdadeira desses sentimentos. A segunda, que chamamos de “Contra-Raciocínio”, vai fazendo com que, pela mudança da visão da nossa infância, dos fatos lá ocorridos, da interpretação que demos a ela quando éramos crianças, e que ainda mantemos em nossa criança interior, vão desmanchando-se os sentimentos negativos, vão enfraquecendo-os de uma maneira tão segura e gentil, de um modo tão profundo e regenerador, que, aos poucos, pela mudança do pensamento, os sentimentos vão desaparecendo por si só.
Um exemplo prático: uma moça vem a tratamento e me diz que sente uma imensa mágoa de seu pai, um rico fazendeiro, de seu irmão mais velho (ela é a 2ª filha), por que seu pai é muito machista e prioriza o seu irmão e esse, de alguma maneira, também lhe despreza por ser mulher, com o que ela sente-se muito mal, entra em depressão, magoa-se profundamente, e aflora nela momentos de raiva e irritação enormes, com agressões verbais e atitudes radicais de quebrar coisas, sair dali em seu carro em alta velocidade, etc. Enquanto ela me contava essa sua história e ficava vermelha, e sentia raiva, e chorava, eu me perguntava: “Por que será que esse Espírito veio mulher, com um pai assim?”, “Por que será que veio como 2ª filha quando podia ter vindo como filho homem e o mais velho?”, “Por que será que precisou vir em uma família rica?”, e assim por diante.
Escutei-a durante uns 20 minutos e em um certo momento perguntei-lhe se ela acreditava em Reencarnação. Respondeu-me que sim, inclusive estudava em uma Escola de Médiuns em Centro Espírita, havia lido os livros de Allan Kardec, de André Luiz, etc.
Pensei comigo: “Ela acredita em Reencarnação mas não é reencarnacionista, pois não coloca a Reencarnação em sua história, em sua vida.” Vejam só: ela, mesmo acreditando em Reencarnação, realmente afirmava que era filha daquele pai, que era a 2ª filha, que era irmã mais nova do seu irmão, acreditava que era branca, brasileira, e outros rótulos de sua “casca” atual. Essa era a história ilusória de sua persona atual, toda ela repleta de mágoa, de rejeição, de raiva, de crítica, e provavelmente exatamente o que aquele Espírito viera melhorar ou curar nessa atual encarnação, ou seja, a sua proposta de Reforma Íntima. Como eu poderia fazer com que ela mudasse o seu raciocínio não-reencarnacionista para um raciocínio reencarnacionista?
Não é difícil... Num momento em que ela parou para respirar, perguntei-lhe se poderíamos fazer um exercício de imaginação, e ela concordando, pedi-lhe que me dissesse sua idade? Em seguida, pedi-lhe que me dissesse onde estava há 1 ano antes de sua fecundação, de sua vida gestacional? Ela me respondeu algo como “No Mundo Espiritual, no Plano Astral, no céu...”. Perguntei-lhe se ela lembrava que lá em cima o nosso Espírito “pede” para o Grande Espírito (Deus) a infância que precisa, o pai/mãe que necessita, a circunstância familiar que merece, etc. Ela me respondeu que sim (o seu castelo de ilusões começava a ruir...), e então utilizei o golpe final: “Por que será que o seu Espírito, que está aí dentro de sua “casca”, pediu para vir 2 anos após a descida de outro Espírito, que seria o seu irmão mais velho, sabendo que seu pai era um homem machista, que desprezava as mulheres, para vir como a 2ª filha, mulher, e que quase certamente passaria por tudo isso que estás passando?”. E nesse momento, seu castelo ruiu de vez! Falei mais: “Se teu Espírito tivesse vindo antes do seu irmão e como homem, quem estaria aqui na terapia seria ele(a) e tu estarias em casa, feliz e contente, por ser o favorito do pai...”
E depois dessa aparente “maldade” minha, sentei a seu lado e pegando sua mão, lhe disse: “Essa história que me contaste antes, e que já contaste para tantas pessoas e tantos terapeutas, não é sua história verdadeira, é a história ilusória de sua persona, a história que seu Ego apreendeu desde sua infância, e até hoje ainda acreditavas nela. Se quiseres, podemos fazer um tratamento de alguns meses com a Psicoterapia Reencarnaconista, para que, nas nossas conversas e nas sessões de regressão, que são totalmente comandadas pelos Mentores Espirituais, em que nos colocamos como seus auxiliares, não dirigindo, comandando, direcionando o processo, e nunca incentivando o reconhecimento de pessoas no passado para não infringir a Lei do Esquecimento, como se fosse o Telão aqui na Terra, quem sabe podes encontrar a história verdadeira, a do teu Espírito, e nela saber para o que reencarnaste, qual a sua proposta de Reforma Íntima e realmente aproveitar essa encarnação para realizá-la com competência, e que provavelmente é melhorar a mágoa, o sentimento de rejeição e a raiva?”.
Ela concordou e hoje, após alguns meses, algumas consultas e algumas olhadas no Telão (regressões), ela já começa a conhecer a sua história verdadeira, já sabe para o que reencarnou e por que, e um dia me disse: “Como é que eu podia me magoar com uma infância que eu pedi, com um pai que eu precisei, com tudo o que meu Espírito necessitava e Deus me deu?” E eu lhe dei a mão, e lhe disse: “Parabéns, agora sim, és uma reencarnacionista de verdade, começaste a realizar a Reforma Íntima, começaste a aproveitar a encarnação.”
Isso é a Psicoterapia Reencarnacionista e nesse exemplo podemos entender o que é a abordagem “Raciocínio X Contra-Raciocínio”, em que, em alguns meses de tratamento, podemos ajudar as pessoas que acreditam na Reencarnação a colocarem-na verdadeiramente em sua vida, em sua história, a fazer uma releitura de sua infância sob a ótica reencarnacionista, a entender a sua vida atual sob esse prisma e começar a domesticar o seu Ego e ir passando, gradativamente, o comando para o seu Eu Superior, que sabe tudo a nosso respeito, conhece as histórias das nossas encarnações, já nos viu errar tantas vezes...
No Curso de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista, os alunos aprendem, primeiramente, a realizar isso em si mesmos, para capacitarem-se a ajudar as pessoas nessa missão fundamental, a de colocar o Ego sob comando superior, retirar-lhe a supremacia, tirar seus distintivos e medalhas e, em seu lugar, colocar curativos e poções para curar as dores e as tristezas que lhes mantinham no lugar, sentimentos esses que, na verdade, criaram esses artifícios. A Psicoterapia Reencarnacionista é a Terapia da libertação das ilusões, da libertação do domínio do Ego, da libertação de nós mesmos, como viemos sempre e sempre, vida após vida, nos vendo e entendendo, para que o nosso Espírito possa, finalmente, assumir o comando de nossa vida. Mas para isso é necessário que o Contra-Raciocínio sobrepuje e elimine o raciocínio, senão não conseguiremos nos libertar verdadeiramente do comando egóico, que nos aprisiona e onde está a mágoa, o sentimento de rejeição, a raiva, o medo, a sensação de inferioridade, a timidez, ou os seus contrapontos, igualmente ilusórios, a vaidade, o orgulho, o autoritarismo, a prepotência, a soberba.

Existem 2 Caminhos, existem 2 Terapias que podem ser realizadas:
1. A tradicional, a Terapia do Ego e suas coisas, que é fadada ao fracasso pois é impossível curar as ilusões de uma estrutura ilusória.
2. A Terapia da libertação do Ego, e essa é a Psicoterapia Reencarnacionista, que visa passar o comando para o nosso Eu Superior, para o nosso Espírito, para os nossos Mentores Espirituais, e através da qual é possível, e até bem fácil, curar nossas inferioridades: é só nos libertarmos do Ego e a sua história ilusória. 
       
Para saber mais:Mauro Kwitko
Consultório em Porto Alegre/RS - Telefones: (51) 3264.3046 - 9965.8935
Visite - www.portalmaurokwitko.com.br - www.portalabpr.org
Em 2010 - Curso de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica em Porto Alegre (em andamento) , São Paulo (em formação) e Rio de Janeiro (em andamento).
Informações: maurokwitko@yahoo.com.br
Grupo de Psicoterapia Reencarnacionista para usuários de cigarro, álcool, cannabis, cocaína, crack, etc - em Porto Alegre - encontros semanais (R$ 10,00)

Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:07 0 comentários

FISICA QUANTICA - AMIT

Amit Goswami: Ativista Quântico

2010-03-02 00:40
Conhecido e respeitado em todo mundo por seus trabalhos que buscam unir a ciência e a espiritualidade, Amit Goswami é considerado um dos grandes físicos do século 20.

Wanise Martinez

Adepto do materialismo desde os 14 anos de idade, o físico Amit Goswami sentiu, de repente, que estava seguindo por um caminho errado e que isso o estava deixando entristecido. “Na minha procura por uma ‘física alegre’”, diz o físico, ”eu encontrei o problema de uma interpretação da física quântica livre de paradoxo”. Segundo conta, essa descoberta aconteceu quando ele tinha 45 anos, durante uma conferência de física, e foi confirmada num outro momento, enquanto falava com o místico Joel Morwood. “Eu tive oinsight criativo de que a consciência, e não a matéria, é o terreno no qual a existência e a ciência podem e devem ser realizadas, nessa base metafísica”. A partir daí, todo o seu trabalho de pesquisa mudou. Foi quando ele passou a estudar uma vertente da física um pouco mais espiritual.
Ph.D. em Física Nuclear, Amit Goswami foi professor do departamento de Física da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, durante 32 anos – instituição em que ocupa, atualmente, a posição de professor emérito. Hoje, ele trabalha como consultor, conferencista e pesquisador da área. O estudioso também participou do filme Quem Somos Nós?, experiência que ele acredita ter sido muito válida, pois mostrou ao público que “nos temos opções”.


O senhor disse que a ciência e espiritualidade têm de trabalhar juntas. De que forma isso é possível?
A espiritualidade agora é vista como sendo científica. A questão importante é: ciência e religião podem trabalhar juntas? A ciência está nos ajudando a diferenciar espiritualidade e religião. A espiritualidade é um chamado natural para alguns de nós e não pode ser considerada como parte da pauta secular que separa estados e religiões. Religiões referem-se a formas de manifestar a espiritualidade em nossas vidas e existem muitos modos disso acontecer; nós devemos ser livres para investigar todas as religiões, até o ateísmo, para descobrir a espiritualidade. Esse movimento em direção ao que as pessoas estão chamando pós-secularismo é uma das mais importantes contribuições do novo paradigma da ciência integrando ciência e espiritualidade.

A que o senhor atribui essa aproximação cada vez maior entre a ciência o conhecimento das tradições místicas espirituais?
Eu penso que a nova integração de ciência e espiritualidade é parte de uma jornada evolucionária de uma tendência racional para uma intuitiva, na qual não apenas o pensamento racional é valioso, mas também está integrado com emoções e intuições.

De que maneira é possível fazer essa relação? Em que ponto elas se unem?
Agora que a ciência está dando suporte ao centro da sabedoria mística que existe por trás das religiões populares, estas vão deixar de ser defensivas, e a modernização que há muito é necessária a elas pode ocorrer. Muitas religiões – o Islã é a mais visível – precisam modernizar-se e reconhecer a necessidade de se abrirem e de se tornarem disponíveis não apenas para uns poucos escolhidos, mas também para as pessoas comuns, inclusive as mulheres.

Qual é a principal relação entre a física quântica e o processo criativo existente nas pessoas?
O processo criativo humano apenas pode ser entendido quando nós reconhecemos a física quântica do movimento do pensamento. Por exemplo, o insight criativo é um salto quântico descontínuo do pensamento, no estilo do elétron atômico que salta de uma órbita para outra sem passar através do espaço entre elas.

O senhor acredita que a criatividade nasce com as pessoas ou é aprendida ao longo da vida? Existe alguma forma de desenvolvê-la mais rapidamente?
A criatividade é universalmente inata em nós, mas o talento, não. Nossa sociedade encoraja preferencialmente a criatividade de pessoas talentosas. Isso é um problema. Contudo, nós podemos superar a falta de talento por meio do aprendizado e percebendo que a mais admirável arena da criatividade é a criatividade interna, a criatividade devotada aos objetivos espirituais de transformação.

Por que escolheu como foco de pesquisa estudar a relação mente-corpo por meio da cosmologia e da mecânica quântica? Qual é o seu objetivo?
Como cientista, nunca me senti contente com o compromisso que muitos cientistas que veem valor na espiritualidade tendem a aceitar – ou seja, ser um cientista e acreditar no materialismo científico de segunda a sexta-feira, e  tornar-se um crente na metafísica espiritual no fim de semana. Eu acredito que existe apenas um mundo e uma percepção do mundo. Agora, eu descobri que isso é assim. Meu objetivo é trazer esse ponto de vista monístico para a forma como vivemos e em torno da qual nossa sociedade é construída. Consequentemente, estou pondo em prática um movimento chamado “ativismo quântico”.

Como o senhor lida com as críticas, tanto pelo lado da ciência quanto do místico e religioso?
Com paciência. Tanto a ciência quanto a religião estão confortáveis em seus respectivos casulos. A ideia de uma mudança de paradigma é desconfortável para as pessoas que estão no poder. O novelista Upton Sinclair disse algo a respeito: se as pessoas estão conseguindo viver sem entender algo, torna-se difícil fazê-las entender. Os jovens são tão livres para pensar como são os jovens de coração, que não possuem interesses adquiridos.O ativismo quântico é dirigido a essas pessoas.

Por que o princípio da incerteza é fundamental em nossa consciência?
O princípio da incerteza aponta que as interações materiais só podem gerar possibilidades. Uma consciência não material é necessária para converter possibilidades em realidades.

O senhor afirmou em uma entrevista ao programa Roda Viva, aqui no Brasil, que os cientistas normalmente dizem que a ciência deve ser objetiva, mas que o senhor percebeu que a ciência deve ser objetiva somente até certo ponto. Que ponto é esse? O senhor acredita que a ciência pode adentrar o universo da subjetividade sem perder seu foco principal de pesquisa?
A ciência pode ser objetiva quando está lidando com números grandes para os quais tudo o que você precisa são as probabilidades que a física quântica torna possível calcular. Porém, na importante área da criatividade, incluindo espiritualidade, eventos únicos são importantes, e a subjetividade passa a ter destaque. Nesse sentido, a própria evolução é parcialmente objetiva, darwiniana; mas aí existem as lacunas fósseis, que significam eventos descontínuos de saltos quânticos criativos nos quais tem papel a subjetividade de espécies inteiras.

O senhor acredita que a ciência unida à espiritualidade pode melhorar a relação existente entre os seres humanos, e entre os humanos e o planeta?
Sim, mostrando que nós somos todos um, toda a biota planetária (biota = conjunto de todos os seres vivos de uma região). A nova ciência está dando um novo significado à expressão “ecologia profunda”.

De que forma as pessoas podem encontrar a cura para suas doenças na própria consciência?
Se a doença está no nível da energia vital ou mental, a cura também deve ocorrer nesses níveis. Essa cura é a cura quântica que se deve aos saltos quânticos em nossos pensamentos e sentimentos.

A espiritualidade tem mais possibilidade de curar do que a ciência ou as duas devem trabalhar juntas?
Podem-se obter muitas vantagens em trabalhar juntos. A ciência médica material nos ajuda a ganhar tempo precioso, que é necessário para conseguir saltos quânticos conscientes, insights de cura.

Em seu livro Evolução Criativa das Espécies (Ed. Aleph), o senhor fala dos equívocos nas teorias tradicionais evolucionistas. Qual o senhor acha que é o principal deles?
A mais importante concepção errônea é que a teoria de evolução contínua do darwinismo possa explicar as lacunas fósseis (a descontinuidade nas linhagens fósseis evolucionárias).

O senhor acredita em Deus ou na existência de uma força superior?
Sim. E não é apenas uma crença. Está respaldada tanto por investigações científicas quanto por minhas próprias experiências de vida.

Quais são os seus projetos futuros como físico? E como espiritualista?
Como físico quântico, eu quero aplicar a ciência à consciência, a nossos sistemas sociais, desenvolver uma economia espiritual. Como uma pessoa espiritual, eu sou um ativista quântico.

O que o senhor gosta de fazer nas horas livres?
Caminhar na natureza com minha esposa. Ler romances históricos. Meditar.

O senhor se sente realizado profissionalmente? O que ainda deseja fazer?
Bem... a mudança de paradigma ainda não está completa. Eu espero viver o bastante para vê-la se completar. Eu quero inspirar pessoas a seguir o ativismo quântico, a usar os princípios quânticos para transformar a si mesmos e a sociedade.



Livros de Amit Goswami no Brasil
A Física da Alma (Ed. Aleph)
O Universo Autoconsciente (Ed. Aleph)
O Médico Quântico (Ed. Cultrix)
Criatividade Quântica (Ed. Aleph)
Evolução Criativa das Espécies (Ed. Aleph)
A Janela Visionária (Ed. Cultrix)


Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:03 0 comentários

A Depressão e as Dores da Alma

2010-06-11 13:12
Numa sociedade consumista e na qual as pessoas cada vez mais perdem sua própria identidade, a solução é buscar refazer a conexão com o espiritual e o sagrado.
Por Wicca Cia das Bruxas
Marília de Abreu e Antônia M. de Lima
    No começo, vem a sensação de vazio. Não importa o que esteja ocorrendo externamente, a tristeza vem dos recônditos da alma, invade; é seguida de desânimo, falta de motivação, de vontade. Nesse ponto, uns se fecham no quarto, no seu mundo; outros realizam as tarefas de forma autômata, sem gosto. As coisas boas que porventura estejam ocorrendo, não são computadas; as ruins são mais bem percebidas, pois justificam o estado mórbido. Aí começam a ficar recorrentes pensamentos de morte, de autodestruição, de desvalor, de desesperança, e falta de fé.
Falta o gosto pela vida. Até que ponto estamos fazendo o que gostamos, o que queremos? Será que estamos no caminho certo? Estamos expressando o que é o anseio da alma ou fazemos coisas para agradar e ocupar o tempo? Estamos numa senda para ajudar alguém a quem queremos bem? Há alegria, há “tesão”? Será que sempre vivemos no vazio e nem nos demos conta? Existe uma dor, um esquecimento ou uma melancolia inexplicáveis?
O processo de ir ao fundo do poço pode não ter volta; pode ir e voltar, e cessar só para voltar e cair mais fundo.
Alguns tentam resolver a angústia afogando as mágoas na bebida, nas drogas, no excesso de trabalho ou comida, na dedicação fanática a algum ideal. Outros buscam alento em medicamentos que neutralizam os sintomas, na terapia que traz alguma compreensão, buscando respostas no estudo da personalidade.
Concorrendo com a busca interna existem as pressões da vida; com isso, a pessoa confunde suas metas com aquilo que se espera dela.
Num contexto global, a depressão é um sintoma cada vez mais comum de uma cultura, de uma sociedade doente. Carl Jung dizia que se há algo de errado com a sociedade, então há algo de errado com o indivíduo, pois sendo um ser gregário, o ser humano personifica microcosmicamente o que ocorre no macrocosmo, ou seja, a sociedade. E, para entender as causas e as possíveis saídas, é preciso avaliar todo o contexto.
O colapso ecológico que vivemos é um exemplo do colapso em outros níveis e para aceitar conviver com o “caos”, criam-se condições que causam o desequilíbrio emocional e psicológico das pessoas, fazendo com que se desviem de seus propósitos originais.
Aceitar não implica em concordar. É preciso “dançar conforme a música”, só que o que era provisório vai ficando definitivo; o que era patologia vai se incorporando aos valores “normais”; a pessoa agarra-se a falsos valores como se fossem autênticos, porque já dedicou tempo demais a eles. Só que as recompensas vão se tornando vãs, porque lhes falta alma.
Em cada um de nós existem muitos personagens internos não expressos que, com o tempo, vão virando monstros. Os personagens como reis, rainhas e heróis que admiramos nos filmes, representam nosso potencial para o sublime, mas ficam trancados por não nos acharmos merecedores ou por não termos coragem de expressá-los, negando assim a coragem, a beleza e o poder de cada um.
Será que seu personagem favorito está sendo expresso? Às vezes, nós nos contentamos com uma vivência superficial desses personagens, quando nos identificamos com uma personagem de novela ou filme e, por algum tempo, vivemos suas proezas como se fossem nossas. Ou então buscamos num relacionamento as características desse personagem, criando falsas expectativas sobre uma pessoa, expectativas que não vão se cumprir e que logo trarão uma amarga decepção e, quem sabe, a depressão.
Ainda analisando-se a questão sob um enfoque macroscópico, poderíamos dizer que a culpa é das religiões patriarcais que colocaram o aspecto material como antítese do espiritual, implicando em culpa ou tendo como conseqüência um materialismo sem alma, pois não seria possível seguir as duas coisas. Cria uma espiritualidade instrumental que existe para a realização de pedidos e solução de problemas, em vez de estabelecer uma conexão com os valores da alma e de promover o desenvolvimento e a iluminação.
Mas então podemos perguntar: o que a depressão tem a ver com religião?
A depressão tem sido tratada como se fosse assunto exclusivo da medicina e da psicologia, mas nenhuma dessas áreas tem capacidade para dizer o que são as dores da alma. Afinal, alma não é algo concreto, visível, que se possa avaliar em laboratório.
Na verdade, nem nós mesmos temos muita consciência dela, exceto nos momentos de desânimo (sem alma) e, “desalmados”, começamos a sentir uma raiva autodirigida por termos perdido algo tão valioso e por não sabermos localizar onde perdemos nossos valores, nosso senso de identidade, de sentido e de propósito. Só ficamos desalentados, esperando alguma luz, alguma ajuda que, muitas vezes, não vêm.
Tentar explicar a depressão com base em eventos recentes é tratá-la de forma superficial, pois ela aparece quando estamos desconectados de nossa alma. E isso costuma ocorrer de forma gradual, com pequenas traições de nossos ideais, em troca de falsos valores, priorizando a busca da satisfação nas novidades do mercado, ou nos esquivando das oportunidades, escondendo-nos em sentimentos de incompetência e medo.
Assim, cercado de tanta possibilidade de felicidade instantânea, o indivíduo é fisgado na euforia de expectativas vãs para ir se perdendo cada vez mais num emaranhado de tudo o que não é mais ele mesmo. Então, a própria alma se encarrega de criar a crise para forçar uma busca no caminho de volta.
É como o que ocorre quando desejamos fazer algo e, no meio do caminho, esquecemos o que íamos fazer, precisando refazer todo o caminho de volta, tentando achar o propósito que nos motivou; o mesmo se dá com a alma.
A psicologia poderia nos ajudar a reencontrar a alma se seu estudo pudesse abarcar este tema de caráter espiritual, que é, todavia, um limite que ela não transpõe. O senso de propósito não é algo que pertença a um nível mental, psicológico ou neurológico. Tem relação com a alma, e alma é assunto para as religiões e filosofias.
Nas religiões xamânicas, o ser humano é visto como uma divindade em formação. Os humanos possuem dons a serem desenvolvidos, que se encaixam nas necessidades da grande engrenagem da sociedade humana; quanto mais eficiente o trabalho de cada peça, melhor e mais preciso o relógio.
Conhecer o seu propósito de alma e ter uma vida coerente é a verdadeira cura da depressão, por conseqüência e por ressonância curando a sociedade. O contrário também poderia ser verdadeiro. Se uma sociedade conhece seu propósito, seus componentes também encontrariam seus propósitos.
Embora seja um conceito simples, é difícil colocá-lo em prática. Falta um contexto em que os valores espirituais fiquem em evidência, no qual a pessoa que precise deles os tenha disponíveis. Nas culturas primordiais, a estrutura dos clãs facilitava isso, com grupos menores, mais coesos e com uma identidade grupal, cultural e religiosa comum, cada qual tendo um papel relevante e bem definido. Ali, a pessoa sabia a quem procurar e tinha o respaldo dos outros para apoiá-la.
Já na cultura do “cada um por si”, quem sofre a dor da alma não enxerga seu problema como algo de interesse coletivo, começando por se isolar. Então, cai na mão dos que propõem soluções, mas que na verdade têm mais interesse na continuação da doença, como fonte de renda, do que na cura. Até que a pessoa encontre quem a ajude a encontrar um rumo, o problema já pode ter ficado bem maior.
A depressão não é um problema que aparece por uma causa específica, mas por muitas. Seu ápice é o grito da alma pedindo socorro. Seu início pode ter sido uma má educação na infância, sem limites, sem desafios, com prêmios sem contrapartida, com punições por valores errados, com incentivo à superficialidade e ao consumismo; com modismos que vão sendo reforçados durante a vida e aparados por uma sociedade que venera esses valores, de modo que a pessoa nem percebe seu erro.
Ficando cada vez mais distantes do senso de identidade, não expressamos nossos talentos, permanecendo na mediocridade. É aí que podemos nos refugiar nas drogas que tragam uma sensação de heroísmo, de grandeza, para aplacar a frustração decorrente dessa situação; os relacionamentos ficam banalizados, sem vínculos fortes, e tudo fica sem graça.
A depressão tem cura. É refazer o caminho, buscar nossas conexões com o espírito, a responsabilidade com nós mesmo e com o nosso papel na sociedade. É ter compromisso com a verdade, retomar nosso propósito, respeitar nosso corpo, nossa vida, nossos ciclos, pois eles sinalizam se estamos ou não no caminho certo.
É acreditar que o sagrado existe e que fazemos parte dele, desintoxicando-nos das novidades.
Para Saber Mais:Wicca Cia das Bruxas
Marília de Abreu
Antônia M. de Lima
Coven, treinamento, atendimentos, terapias, astrologia e tarot.
Tel: (11) 3034-2051
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