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transcendendo.......

O silêncio fala mais que mil palavras. O silêncio enche o ar de vibrações que nenhum som é capaz de produzir. Quando nos quedamos diante de nós mesmos e deixamos que a nossa alma flua, não necessitamos de palavras. O silêncio, que a tudo imobiliza, inunda o coração e fala por nós. Por mais que as palavras sejam maravilhosas, as rimas por vezes se quebram e se transformam em soluços. Então, o silêncio pode ser a máxima expressão do nosso íntimo. (Lisieux)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

IRONIA DA TECNOLOGIA

Postado por Liliam Padilha Ferreira às 11:38 0 comentários

NOSSA RESPONSABILIDADE




Junte toda a água na Terra, incluindo oceanos, calotas polares, as águas subterrâneas, rios, lagos, nuvens e todo o resto e é isso que você terá. Uma pequena bolha azul de 1.400 milhões de metros quadrados de água. Bonito né?
Não.
Toda essa quantidade é menos que 0,02% da Terra.
Ou seja, economize água, filho da puta.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 11:35 0 comentários

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FRAGILIDADE DOS HOMENS



Homens também têm depressão pós-parto
Segundo pesquisa britânica, um a cada cinco homens sofre com depressão pós-parto.



Se todo mundo sabe que ser mãe não é fácil, ser pai tampouco é um mar de rosas. Um estudo recente publicado pelo Conselho de Pesquisa Médica (MRC) do Reino Unido afirma que um a cada cinco homens também vivencia a depressão pós-parto. Liderado por Irwin Nazareth, Diretor do Quadro Geral de Pesquisa Prática do MRC, o estudo revelou que 3% dos pais de 86.957 famílias analisadas entre 1993 e 2007 haviam sofrido de depressão no primeiro ano após o nascimento do filho, enquanto 13% das mães apresentaram o problema. No entanto, até o 12º aniversário da criança, houve um total de 21% de pais que se depararam sintomas depressivos. Entre as mães, a porcentagem subiu para 39%. De acordo com o filósofo e psicanalista Arthur Meucci, o problema não provém de uma desordem psíquica ou hormonal, como ocorre com as mulheres.

Segundo Meucci, também autor do livro "A vida que vale a pena ser vivida" (Editora Vozes), entre os últimos dias de gestação e o início da vida do bebê a mulher pode entrar numa condição psicológica conhecida como preocupação materna primária, que proporciona a ela uma maior sensibilidade em razão de se comunicar com o filho. "Essa relação de simbiose entre a mãe e a criança precisa ocorrer, é algo natural. Mas sua constante depende do contexto, da história de vida desta mãe e do momento que ela vive, podendo ou não acarretar uma depressão", explica o psicanalista. No lado masculino, é o aumento da ansiedade que pode falar mais alto.

De acordo com o site do jornal britânico The Guardian, algumas das razões para o surgimento da depressão pós-parto masculina, levantadas pela própria pesquisa, são as dificuldades como o sono comprometido, as maiores responsabilidades e as mudanças no relacionamento com a esposa.

"O homem que antes conversava com a mulher sobre problemas no trabalho, por exemplo, pode ficar sem essa alternativa, pelo estado frágil em que a mulher se encontra por um determinado período após o parto", exemplifica Meucci. Com isso, ele não conta mais com uma válvula de escape e acaba acumulando momentos de tristeza - mas que não necessariamente implicam na depressão. "Não é uma questão biopsicológica. São situações que podem deixar o homem desmotivado, e serem tanto sintomas de estresse como depressivos".

Para Sandra Fedullo Colombo, terapeuta especialista em sistemas humanos e organizadora do livro "Ainda existe a cadeira do papai?" (Editora Vetor), a chegada do bebê na vida do casal exige recursos emocionais de tranquilidade interna e maturidade que nem sempre estão presentes. "É preciso sair do centro e se tornar mais periférico, já que agora o bebê é o centro", explica a especialista. Segundo ela, esta atitude necessária pode tocar o lado infantil e carente do adulto que agora não pode ter todo o carinho e atenção da esposa, por exemplo. "Perceber a necessidade de atenção de que o bebê precisa pode gerar estresse, tristezas e a perda do nosso 'lugar de adolescente', e isso pode causar a depressão", explica. Embora a maioria das pessoas não chegue a este ponto, pode haver bastante sofrimento.

Muitas vezes a sintonia inicial da mulher com o filho pode fazer com que o homem se sinta isolado, principalmente se o casal estiver passando por uma fase mais conflituosa, por exemplo. Porém, se eles cooperaram um com o outro fortemente até então, a possibilidade de uma depressão pós-parto diminui bastante.

A comunicação tem um papel realmente importante nesta hora. Para o psicanalista e especialista em paternidade Rubens de Aguiar Maciel, embora haja uma expectativa cultural de que o homem deve ser forte e ganhar a vida para a família, na pós-modernidade a história muda: "Hoje o homem não é tão diferenciado da mulher, ambos possuem sentimentos e ele também pode se expressar".

Sou pai, e agora?

De acordo com Maciel, a paternidade pode trazer muitas expectativas e medos ao homem, pelo surgimento de muitas fantasias em relação a ela, e diante disso é possível que ele reaja com ansiedade e até mesmo angústia: "Existem receios em relação ao saber cuidar do filho adequadamente, tanto do ponto de vista da educação e da saúde como do financeiro, além da parte emocional envolvida". Ainda, segundo o site do MRC, a pesquisa também revelou que os pais mais suscetíveis a sucumbirem à tristeza são os mais jovens, entre 15 e 24 anos, além daqueles com históricos de depressão e de classes desfavorecidas.

Irritabilidade, sono irregular, ataques de ansiedade, perda de motivação e questionamento sobre tudo são alguns dos sintomas que Meucci aponta como indícios de que a coisa não anda bem. "É possível que, durante os dois primeiros anos da criança, surja uma necessidade estranha de mudar de profissão, mudar de casa, por exemplo", afirma o especialista. Além disso, como diz Fedullo, não se envolver tanto com a chegada do bebê e buscar consolos fora de casa - como refugiar-se no trabalho ou procurar relações extraconjugais - são outras atitudes que o homem pode tomar a fim de suprir com o vazio que pode estar sentindo.

Porém, há algumas distinções que podem ser feitas para definir entre o estresse incumbido com a paternidade e a depressão propriamente dita. Para Meucci, o discurso de um depressivo não possui muita lógica, ela ou é pobre ou não é compartilhada. "Ele dará explicações pouco racionais, além de ter uma grande sonolência e nenhuma vontade de sair da cama", afirma ele. Ainda, é possível também que ele se torne mais narcisista e fale somente dele: "É possível perceber claramente se ele para de dar importância para o filho e para a esposa e fale somente do que ele fez, do que ele acha. Se ele nunca foi assim, nesta fase pode significar o caminho para o quadro depressivo".

Deixando o super-homem de lado

A dificuldade em levar a vida normalmente é um indicador da chegada da depressão, que costuma ser mais duradoura do que a tristeza que pode haver durante a fase inicial da vida do filho. Mas pode-se evitar chegar ao cume do problema. "Ao perceber que está passando por alguma angústia, o pai deve conversar bastante com os amigos neste período, seja sobre problemas com o emprego ou em casa", recomenda Meucci. Respeitar as horas de sono, não se desesperar em fazer hora extra no trabalho para ganhar mais dinheiro e cumprir com a finalidade dos finais de semana e feriados também são atitudes a serem tomadas. Dar uma de super-homem não melhorará a situação. Muito pelo contrário, pode até piorá-la.

A terapeuta Sandra Colombo recomenda que, no momento de transformação familiar com a chegada do bebê, a conversa entre o casal deve ser mantida assiduamente. Se a instabilidade emocional perdurar, vale procurar um profissional. Nesse caso, o ideal é procurar uma terapia conversacional de casal: "Se eles dividirem essa etapa será muito mais fácil para os dois". No pós-parto, afinal, superar a tristeza é uma necessidade que surge também para o bem do novo integrante da família.

"Se o bebê é recebido numa família angustiada, de alguma forma a criança sente que está atrapalhando e essa impressão pode ser um trauma e se deslocar para o resto da vida", revela Maciel. Tal acontecimento pode colaborar para que ele chegue à fase adulta mais inseguro. Além disso, um pai muito irritado pode fazer com que a criança cresça muito agitada e se sinta culpada pelo sentimento que o pai apresenta.

De acordo com o site do jornal britânico The Telegraph, o líder do estudo realizado indica que os homens também devem ser resguardados para a paternidade, assim como são as mulheres quando ganham a licença-maternidade. "A depressão dos pais pode ter um sério impacto sobre o comportamento e o desenvolvimento das crianças, tornando-se vital que sejamos mais compreensíveis a fim de diminuir a carga sobre a família inteira", afirmou Irwin Nazareth ao jornal. Mas, segundo Colombo, as dificuldades do pós-parto prevalecem, amplamente, até os dois anos de idade da criança. "Homem e mulher passam por uma série de situações emocionais nesta fase; depois disso, o conceito é outro", afirma ela.

"O nascimento, o início da vida escolar e a entrada na adolescência, por exemplo, são momentos importantes de diferentes ciclos", explica. Cada um destes momentos terá um impacto diferente sobre os pais e eles não devem necessariamente ser chamados de depressão, mas sim de perdas e tristezas. "Transformações mexem com o coração e com o lugar de cada um na família, que se transformam com o nascimento do filho. Mas é preciso paciência para entender o processo - e muita conversa sobre o assunto entre o casal", conclui.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 13:53 0 comentários

Poder da Palavra



para ser mais feliz cuide com o que você fala

Madre Teresa, na sua imensa sabedoria dizia "não me convidem para uma manifestação contra a guerra, mas para uma manifestação a favor da paz".

Ser de quilate espiritual inigualável, que diante dos exemplos e projetos realizados, tinha ciência da missão enquanto encarnada e como ser espiritual, sabia da força das palavras e o quanto elas têm o poder de modificar a realidade.

Contudo, o que vemos, nas pessoas a nossa volta, nos jornais, na mídia e muitas vezes em nós mesmos é que não temos percepção do poder da palavra, seja ela falada, escrita ou até pensada, utilizando-a de forma imatura e irresponsável.

Se as palavras são mantras, possuem energia própria, certamente, têm o poder de ditar nossa vida, tudo que nos cerca, razão pela qual é necessário que passemos a observar o que proferimos no dia-a-dia.

É preciso ter consciência e maturidade de que tudo que lançamos ao Universo através da fala, da escrita, do pensamento, já está se manifestando e moldando nossa vida, seja de forma benéfica ou maléfica.

Se queremos alegria, novidades, bem estar, é preciso comprometimento com nós mesmos.

Porque se preocupar tanto com a vida alheia, fazendo fofocas, criticando, julgando nossos irmãos? E será que não agimos igual aos criticados? Quem somos nós para julgar? Eles, como nós estão em processo de evolução e também falham, então é preciso respeito.

A crítica, a fofoca, o julgamento possuem uma carga energética muito perniciosa que afeta a todos nós. E não adianta dizer ?vou apenas fazer um comentário sobre determinada pessoa?. Não se iluda, querendo pousar de inocente.

É de extrema importância agradecer mais e criticar menos, pois temos o hábito de reclamar por situações banais. Reclamamos porque estamos cansados, com preguiça, com sono, por estar chovendo, por ser quente demais, por ter muito trabalho ...quantas reclamações sem fundamento que apenas nos tornam chatos e sem energia.

O entendimento acerca do poder das palavra é algo profundo, à medida que diariamente, de forma inconsciente, em razão de nossos hábitos nefastos, criamos uma realidade da qual não apreciamos e nem nos damos conta.

Então, vamos pensar mais em nossa evolução, pois quem se preocupa muito com a vida alheia é preguiçoso e acomodado com a própria existência. Precisamos parar de fugir de nós mesmos, encarando nossas inferioridades com respeito e consciência, a fim de que possam ser curadas.

Evitemos falar em tragédias, desastres, acidentes e fazer o que precisa ser feito. Nessas situações, o adequado é enviar oração, doação, luz aos necessitados, mas não aumentar a dor com mais energia negativa, criada por nossas palavras e pensamentos.

Ademais, para realizar projetos é preciso foco constante e ainda estar sintonizado com a energia da meta, ou seja, estar vibrando no mesmo padrão do desejo, o que não é possível se na maior parte do dia estamos proferindo mantras ao contrário.

Igualmente pernicioso é o pensamento negativo, que é dissociado da Fonte, da energia criadora do Universo. Podemos dizer que os pensamentos são palavras pensadas e podem contaminar os ambientes, as pessoas, o Todo.

É impossível manter nossa vibração elevada julgando, criticando, reclamando. É impossível termos uma vida feliz e equilibrada sem estarmos com a vibração elevada. É impossível amar de forma incondicional se não respeitarmos a nós mesmos e a nossos irmãos.

Portanto, é exigido vigiar constantemente os pensamentos, emoções e palavras lançadas ao Universo, sem culpa, mas com responsabilidade e maturidade.

Vamos nos comprometer a vigiar o que pensamos e falamos a partir de agora. Ao proferir pensamentos negativos contra nós mesmos, pessoas, situações, vamos substituí-los por um pensamento positivo e após nos perdoar. Se verbalizarmos, imediatamente comentemos sobre algo que gostamos ou vejamos as qualidades das pessoas e fatos a nossa volta.

Agindo desta forma, em poucos dias ou semanas visualizaremos mudanças benéficas em nossa vida e na saúde do Planeta, pois somos Todos Um e nossas práticas afetam o Todo.
fonte-www.luzdaserra.com
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 13:25 0 comentários

DICAS PSICOLOGICAS

  O Que É Cura?
A ideia popular acha que cura é "ficar bom completamente e para sempre". Em outras palavras, um pouco mais técnicas, "cura seria o mesmo que ficar livre de todos os sintomas de uma doença, sem ter que enfrentar nenhuma sequela". Ainda que mal comparando, é como um copo gelado que deixou uma mancha na superfície da mesa envernizada. Mesmo tirando o copo, a mesa vai ficar com a mancha. Algumas pessoas vão considerar a mancha a coisa pior do mundo, enquanto outras, mesmo reconhecendo a descoloração, não vão arrancar os cabelos e vão descobrir maneiras de continuar usando a mesa, já que sua estrutura básica e sua utilidade continuam. Tomemos o exemplo da baixa autoestima: falta de confiança em si mesmo, não acreditar no próprio valor. A baixa autoestima atrapalha nos relacionamentos (a pessoa se sente inferior aos outros) e atrapalha nos negócios (a pessoa acha que nunca atingirá seus objetivos). Ninguém nasce com baixa autoestima. Então, é importante descobrir quando e como começamos a não confiar em nós mesmos. Se a coisa começou em casa, na nossa infância, ajuda muito nos conscientizarmos que, sendo agora nós adultos e não morando mais com a família, amenizando o ambiente, nosso sentimento vai melhorar um pouco. Mas, como algumas marcas (sequelas) da nossa infância não desaparecem, muitas vezes vamos nos sentir mal, quando, por exemplo, somos subordinados a um chefe tão "mandão" quanto o nosso pai... Por isso, as causas da baixa autoestima devem ser trabalhadas, bem como algumas das suas cicatrizes emocionais. O problema reside exatamente no detalhe do "como" trabalhar as causas e os efeitos. A maneira de trabalhar nossos problemas emocionais e de conduta exige preparo técnico. Por isso, existe um tipo de profissional que se especializou nos problemas da saúde emocional - o psicólogo. Que, é preciso sublinhar, não possui "bola de cristal". Por isso, ao procurar a ajuda de um(a) psicólogo(a), para enfrentar seu problema de baixa autoestima ou qualquer outro problema, abra o jogo com ele(a). Converse francamente. Forneça tantas informações quanto possível. Busquem, juntos, as causas do seu problema. Em seguida, procure honestamente, por em prática as sugestões profissionais que receber. O processo de "cura" não é para ser fácil. Mas ele irá ajudá-lo a continuar usando a solidez da sua mesa, mesmo com a mancha que um copo gelado deixou sobre ela.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 00:29 0 comentários

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A GRANDE CLARICE

Clarice Lispector   MARAVILHOSA................



Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector


... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.
Clarice Lispector

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.
(A paixão segundo G.H)
Clarice Lispector

Porque há o direito ao grito.
então eu grito.
Clarice Lispector

O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?
Clarice Lispector

Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore. Seu coração não bateu no peito, o coração batia oco entre o estômago e os intestinos.
Clarice Lispector
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 13:29 0 comentários

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O MESTRE OSHO

Eu sou louco, mas você é mais louco ainda!

E esse é o único elo entre nós — eu sou louco, você é mais louco ainda.

Osho, em "The Alchemy of Enlightenment"
Imagem por 1Happysnapper(photograp hy)
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 11:47 0 comentários

A SUPREMA REALIZAÇÃO DO SER

















Livros - A Caminho no Ser
Escrito por Cláudio Azevedo   
Dom, 01 de Março de 2009 12:36

A Suprema Realização do Ser



.Segredos
 
De certa forma,
Meus três últimos passos
Foram um só...
 
De certa forma,
Meus três últimos passos
São somente uma preparação...
 
De certa forma,
Toda a imprevisibilidade em minha vida
É a imprevisibilidade de minha mente...
 
Sempre em movimento ela é!
Sempre inconstante ela é!
Somente poderei recusar meu próximo pensamento
Se souber qual ele vai ser...
 
Recusando meu pensamento
Permaneço no eterno,
No imutável que lhe dá base
E origina o tempo.
 
Permanecendo no eterno,
Descubro o céu e a terra...
O externo e o interno...
O manifesto e o imanifesto...
 
Incorporo o que quero,
Consigo o que almejo.
 
Conheço o que quero,
Conquisto o que desejo.
 
Domino a minha própria Mãe...
 
Mas que é tudo isso?
Apenas o cavar de minha ruína...
Pelo germinar da semente de minha perdição,
E o frutificar de meu sutil apego e orgulho.
 
Minha única salvação é o Agora
De onde brota a Sabedoria,
Fruta da árvore do discernimento
 
É somente no Agora
Que transcendo todo o tempo
E volto ao Imanifesto.
 
É somente no Agora
Que transcendo o reagir no agir
E o agir no não-agir
 
É somente no Agora
Que reoriento meu proceder
E supero meus obstáculos
 
É somente no Agora
Que percebo infinitas possibilidades
E transcendo meus condicionamentos.
 
Transcendê-los
É perceber a causa e efeito...
Transcendê-los
É perceber que nunca tiveram um início...
 
Mas que podem sumir
Quando sumirem as causas.
 
Todo o manifesto, denso ou sutil,
Inclusive o tempo,
É o resultado da harmonia
Entre caos e ordem,
Entre inércia e movimento.
 
Embora único, é múltiplo...
Embora existente, é inexistente...
Embora inexistente, é existente...
 
E tudo isso é percebido por Mim...
Aquele único que pode me perceber,
Pois eu mesmo não o posso.
 
Afinal não sou espelho de mim,
Mas percebido por Mim.
Não percebo por mim mesmo, mas,
Iluminado pelo externo e pelo interno,
Sou o instrumento da percepção.
 
Somente quando descobrir isso
É que acabará minha investigação,
E me encaminharei à saída,
Me encaminhando à entrada...
 
Na selva de meus condicionamentos mais sutis
Somente o total desinteresse
Poderá me salvar...
 
Somente o total desinteresse
Transcenderá a própria harmonia conquistada
Somente o total desinteresse
Me estabelecerá no reino de Deus: Pai-mãe...
  

 




Postado por Liliam Padilha Ferreira às 01:10 0 comentários

GERANDO CONHECIMENTO

A Teia do Medo e a Teia do Amor



Escrito por Cláudio Azevedo   

É através das energias emocionais, que circulam nos centros energético-informativos (os Chakras), que a ‘persona’ se conecta com a dimensão espiritual do ser. Precisamos das emoções para compreender o “não-físico”.

A função básica do corpo de desejo (Kama) é converter as vibrações captadas pelos órgãos físicos em sensações, de forma que o instinto básico de sobrevivência, nossa herança unicelular, possa agir em nossa autopreservação. Os centros energético-informativos do corpo etérico são os responsáveis por essa transferência energético-informativa para fins de conversão em sensações. A maioria das vibrações físicas gera sensações neutras, mas algumas delas, quando confrontadas com nosso centro etérico de sobrevivência (primeiro Chakra), geram as sensações de “agradável” ou “desagradável” no nosso corpo astral.
Ambas as sensações, “agradáveis” e “desagradáveis”, geram respostas físicas, emocionais e mentais. Uma sensação, no corpo de desejo, quando chega ao corpo mental gera uma percepção. A essa percepção dá-se o nome de “sentimento de prazer”, se for uma sensação agradável, ou “sentimento de dor”, se for desagradável. Assim, a percepção e o sentimento associado envolvem a utilização do corpo astral, e a volta energético-informativa ao Sistema Nervoso Mental e Emocional torna a percepção e o sentimento conscientes no estado de vigília.
A percepção e o sentimento de dor geram reações energéticas de raiva e de medo, sempre que a sobrevivência nos é ameaçada. Se não há ameaça à sobrevivência, a percepção e os sentimentos de dor e de prazer, com o tempo, condicionam o surgimento de energias de apego e de repulsa (o desejo de repetir a sensação e o desejo de não repetir a sensação) no corpo de desejo (Kama). Assim, os desejos (apego e repulsa) envolvem a utilização e o processamento da memória, em busca de sensações agradáveis e desagradáveis já sentidas, que vêm ao consciente através do Sistema Nervoso Mental. As energias dos sentimentos de prazer ou de dor ocasionam desejos de experimentar esse prazer novamente, ou de evitar a dor, que surgem somente após o término da experiência ou na eminência de seu início.
As energias do medo e da raiva ficam armazenadas na porção astral do primeiro Chakra, as de dor e prazer no segundo e as do desejo (apegos e repulsas) são armazenadas na porção astral de nosso terceiro Chakra. O primeiro e o segundo Chakras se relacionam com o bem-estar físico do corpo, e o terceiro Chakra com a energia necessária à busca desse bem estar. Dor, prazer, apego e repulsa, medo e raiva se mesclam. O apego aos objetos de prazer gera dor ou prazer se os perdemos ou ganhamos, respectivamente. A repulsa aos objetos de dor gera mais dor ou prazer se entramos ou não em contato com eles, respectivamente. A possibilidade, ou de perder os objetos de prazer e não reavê-los ou de encontrar objetos de dor, leva ao medo e as suas ocorrências levam à raiva.
Essas energias do medo e da raiva, energias provenientes do primeiro Chakra, inundam todos esses três centros energéticos. Já o prazer de ganhar um objeto de apego gera mais prazer e apego e a dor de entrar em contato com objetos de repulsa gera mais dor e repulsa, num ciclo vicioso que aprisiona mais e mais energia na porção astral do primeiro, segundo e terceiro Chakras.
O desejo não é uma energia negativa em si, pois traz consigo o poder de realizar. Esse poder é uma função mental que traz em si a capacidade de obter ou repelir. Quando surge o desejo por algo, o corpo mental logo se encarrega em formular estratégias para a sua obtenção. Assim se obtém experiência e diversas formas de “poder mental”, mas também de controle (Cf. adiante). O ponto-chave está na transformação, ou não, do desejo em apego, repulsa ou controle.
A nível físico, o Sistema Nervoso Mental capta, traz à consciência e integra os vários sinais sutis, provindos do terceiro Chakra astral e relacionados com o desejo, comparando-os com os registros prévios da memória, também resgatados à consciência, usando, para isso, as fibras de associação secundárias (raciocínio lógico) e terciárias (raciocínio abstrato e ordenação dos pensamentos). Desse processamento consciente, a nível físico, e inconsciente, a nível mental, surgem a nível astral as emoções (captadas pelo Sistema Nervoso Emocional) e as ações relacionadas de comportamento emocional e social (gerenciadas pela área pré-frontal cerebral).
As emoções são um amálgama das energias sutis dos desejos com o intelecto e com o pensamento, as quais se tornam conscientes quando captados pelo Sistema Nervoso Mental, ou seja, a emoção é a conscientização do desejo. A emoção propriamente dita é incontrolável. Para se ter algum controle sobre as emoções, é imprescindível a análise dos caminhos tortuosos que a provocaram. É observar conscientemente, com o Sistema Nervoso Mental, o Sistema Nervoso Emocional: os fatores provocadores e as respectivas reações emocionais conscientes.
Decorre daí a importância fundamental das emoções e dos sentimentos na evolução espiritual do ser humano. A mente pode ser controlada, mas os sentimentos e emoções não. No máximo podem ser escondidas, ou seja, terem a sua captação suprimida pelo Sistema Nervoso Emocional. Em geral, somente as mulheres têm o terceiro Chakra (das emoções) receptivo e funcionante, no sentido de se estar aberto aos sentimentos. A energia dos homens sobe do primeiro para o segundo Chakra e pára. Está estagnada no Chakra da sexualidade e não sobe ao Chakra dos sentimentos e emoções. O desafio dos homens é se abrirem aos sentimentos e emoções.
Não é fugindo do prazer e da dor que obteremos o domínio dessa nossa natureza inferior. Somente quando enfrentarmos essas sensações, sentimentos, desejos e emoções, com suas tensões e pressões associadas, é que obteremos os mecanismos necessários ao seu domínio consciente. Muitas vezes será necessária uma fuga estratégica para recuperar nossas forças, mas quando conseguirmos desenvolver a paciência, a serenidade e a calma diante de situações difíceis, a nossa natureza inferior será finalmente subjugada. Não será reprimindo-os à força que eles serão subjugados, pois eles facilmente passarão à mente subconsciente, daí dando origem a diversos transtornos psicológicos aos quais a psicologia chama “complexos”, de onde continuarão comandando, veladamente, o comportamento pessoal.
Quando a energia do desejo se transforma em apego ou repulsa, outras formas energéticas podem surgir. A forma intelectualizada do apego é o amor humano (Eros), e a da repulsa é o ódio humano. São a mesma forma de energia com polarizações diferentes. O amor é o uso integrativo da energia, une e atrai, enquanto o ódio é o uso desintegrativo, que separa e repele. Ambas as formas ficam armazenadas no terceiro Chakra etérico e nesse centro ódio e amor podem gerar três tipos de comportamento emocionais (e/ou sociais) cada um, de acordo com as relações sociais (de um superior para um inferior, de um inferior para um superior ou entre iguais) existentes.
O amor que olha para baixo é a benevolência e o que olha para cima é a veneração, a fé e a devoção. O amor entre iguais, socialmente falando, gera ternura mútua, confiança, respeito, prazer em ajudar com doçura. O ódio ao inferior gera o menosprezo, enquanto o ódio entre iguais gera raiva, cólera, insolência, agressividade e violência. Já o ódio ao superior gera o receio que pode tornar-se medo. A ansiedade seria uma reação normal do indivíduo a todas essas emoções, geradas pelas circunstâncias sociais ou familiares que ele tenta dominar desde a infância.
Todas essas formas de amor e de ódio podem gerar ansiedades que buscam contentamento e prazer, que quando obtidos, ou não, geram mais ansiedades. A ansiedade é inseparável do medo, energia contrária ao amor. Quando essa energia da ansiedade aumenta, e chega a um certo nível crítico, surgem emoções mais ativas, como as neuroses e os estresses, ou emoções passivas, como a melancolia e a depressão. Todas essas energias acumulam-se, então, no quarto Chakra e se retro-alimentam, aumentando a si próprias: a teia do medo chega ao coração.
Ou seja, com o prosseguir da existência, aquelas reações (neuroses, estresses, depressões e ansiedades), frutos do desejo (apego ou repulsa) de coisas impermanentes, chegam a um ponto em que o acúmulo da energia do medo nos Chakras fica crítico, fruto de um ciclo vicioso pernicioso (astral, etérico e físico) que só pode ser rompido com o uso de energias superiores (mentais).
Aí ou se deixa, por ignorância e/ou comodidade (lei do hábito), a autopreservação agir (usando a energia do medo e da raiva acumuladas) e se reprimem as emoções, com conseqüências imprevisíveis e inúteis, ou se abre o coração (quarto Chakra) para novas alternativas de transcendência: o não agir (o wu-wei dos taoístas). A primeira alternativa gera a resposta de “lutar ou fugir” e a segunda leva a nos “fingirmos de morto”. Então podemos escolher como usar as energias acumuladas nos três primeiros Chakras e quais tipos de energia acumular no quarto Chakra: a tristeza e a depressão, com sua teia do medo, ou a alegria e a felicidade com a sua teia do amor.
A priori, não há nada de errado em nenhuma das opções. O problema é o perigo de se ficar preso na teia do medo, pois se escolhermos a primeira opção (lutar ou fugir) e reprimirmos as emoções, gerar-se-ão tensões musculares, transtornos cardíacos, respiratórios e endócrino-metabólicos, que trazem mais dor e sofrimento. O aumento do sofrimento aumenta a ilusão da separatividade pelo reforço da percepção do “sujeito sofredor” (“eu” estou sofrendo). Negar as emoções, como se fossem “coisas feias”, as joga ao subconsciente para reforçar a nossa Sombra. Mas se não houver repressão emocional, o medo e a raiva serão apenas sinais de alerta que apontam para algum fato que deve ser resolvido conscientemente.
Já com a segunda opção (o não agir), transcende-se a dor e o prazer na unidade deles. Mas como isso se dá? Esse não agir implica num processo mental de se observar conscientemente tudo o que está se passando nos planos físico, etérico e astral (sensações, sentimentos, desejos e emoções) e entender o seu mecanismo (gerar conhecimento) auto-suficiente e automático, regido pela lei do hábito (Cf. em AUTOCONHECIMENTO, no capítulo anterior). Observar o que se passa traz, necessariamente, uma desidentificação com os nossos corpos físico-etérico e astral. Entendemos, finalmente, que não somos todos aqueles processos descritos de sensações, sentimentos, desejos e emoções, e ficamos prontos para transcendê-los. Percebemos, enfim, que não somos as nossas sensações e sentimento nem nossos desejos e emoções, mas que eles surgem e permanecem em nós, num ciclo vicioso, devido a causas bem definidas.
Onde houver tristeza devemos procurar o apego por trás dela. Através da busca do desapego aos objetos de desejo, pela eliminação do véu da ignorância (a percepção de outro nível de realidade sujeito/objeto, inseparáveis e unos) é possível essa transcendência. Mas dois fatores são imprescindíveis nesse processo: a existência do amor e de um sentido à vida. Cura alguma será completa a menos que o homem se sinta amado e assim encontre uma motivação, uma razão para prosseguir.
Para se poder transcender esse ciclo vicioso (astral e físico-etérico) é necessário se usar o poder da vontade no intuito de quebrar os hábitos provenientes de emoções negativas (do ódio) e desenvolver novos hábitos baseados no amor e não no medo. Vê-se, então, que o centro do poder da vontade realmente está num nível acima do plano astral (das emoções), pois pode atuar sobre ele transformando-o.
"Somos o que fazemos repetidamente. Logo, a excelência não é um ato, mas um hábito".
Aristóteles (384-322 a.C.)
Esse processo de desidentificação é primordial para que possamos observar nossos corpos inferiores em suas ações e reações. Somente após o entendimento dessas ações e reações, mantidas devido ao hábito, é que poderemos usar de nossa vontade para mudá-las. Esse processo de dissociação requer introspecção, recolhimento e paciência, uma vigilância contínua de nosso “eu inferior”, visando reconhecer padrões antigos e substituí-los por novos, através de longo esforço e prática constante. É estar consciente no presente, através do exercício da atenção.
Após conhecermos os mecanismos que levam à gênese do desejo, passamos a compreender que não há problema em sentir prazer, não podemos é nos apegarmos aos fatores que o provocam. Já a dor sempre trará estímulos para nosso progresso pessoal. Ela é inerente à existência física, mas sempre será temporária de forma que não precisamos mais fugir dela. Além do mais, já que todo o universo está interligado, todos os objetos de dor e de prazer fazem parte de nosso ser e não preciso querê-los nem evitá-los.
Quando não mais tivermos medo de perder qualquer objeto de prazer e quando não mais tivermos medo de encontrar qualquer objeto de dor, pelo simples conhecimento, através de cada átomo de nossa persona, de que ambos esses objetos (de prazer e de dor) não estão separados da própria persona, outra porta se abrirá para a nossa existência. Passamos a ver, no nosso íntimo, objetos de dor que não nos dão mais repulsa e objetos de prazer que não nos dão mais apego. A Luz e a Sombra (Cf. no capítulo anterior), presentes em nosso interior, finalmente não mais se repelem.
É necessário que surja o caos para que nossas estruturas se organizem num nível de complexidade superior. É necessário o apego para que aprendamos a nos desapegar. O caos é fonte da evolução quando utilizado adequadamente. Toda semente, por mais feia, murcha e pequena, pode estar escondendo uma bela flor, uma frondosa fruteira ou uma grande árvore. Caos, dificuldades e estresses, paradoxalmente, são necessários à ordem, à evolução e à paz (Cf. no próximo capítulo, em “MEDITAÇÃO/CONTEMPLAÇÃO"). O prazer sensual é a semente da qual germina o amor entre marido e mulher, que desabrocha no cuidado com a família, floresce no serviço à pátria e à humanidade, até que se torna indistinguível da Vontade Superior.
Desapegar-se é ser no mundo e não ser do mundo. Desapegar-se acontece naturalmente quando eliminamos os véus da ignorância e passamos a viver no presente, em plena atenção (Cf. no próximo capítulo, em MEDITAÇÃO). Mas viver desapegado, ser no mundo, traz em si a transformação dos desejos materiais e, logicamente, das suas emoções. Uma grande, e quase insuportável, sensação de vazio existencial, inevitavelmente, nasce nessa situação. Viver num mundo sem prazeres, dores, desejos e emoções parece-nos não poder ser chamado de viver. Mas é somente mais um hábito que está sendo mudado, o hábito de se viver com prazeres, dores, desejos e emoções. Sempre que nossa vida chega a situações tristes e desoladas, sentimos algo parecido com esse vazio. Pensamos que estamos em franco declínio, mas a vida logo mostra que estamos sendo transformados, preenchidos com algo novo.
Ver nossa Luz e nossa Sombra, sem desejos e julgamentos, capacita-nos a ver a Luz e a Sombra dos outros também sem desejos ou julgamentos. Passamos a nos ver nas “outras” pessoas, coisas e idéias, numa unidade indissolúvel. Essa consciência de nós mesmos, e a consciência de unidade com tudo e todos, é a chave da autotransformação, descrita no capítulo passado. Com nosso corpo físico-etérico purificado e nosso corpo astral idem, nosso eu inferior passa a desenvolver emoções superiores (simpatia, reverência, devoção, compaixão, desejo de servir, etc.), que nada mais são que reflexos do “Eu superior”. O eu inferior, tornado puro, não mais age. Resignado, responde inteiramente à Vontade do “Eu superior”, como um bom servo do plano divino.
“não mais eu, mas Cristo vive em mim...”
Paulo de Tarso (Gl 2:20)
Passamos a amar incondicionalmente e a viver a compaixão, da maneira como o Cristo e o Buda nos recomendaram. Essa maravilhosa energia do amor incondicional inunda o quarto Chakra e se irradia, naturalmente, por toda a circunvizinhança. Viver sem apegos não é viver sem amor. E é esse amor, por tudo e por todos, que traz a “paz que ultrapassa o entendimento”, que brilha em nossa mente de forma a percebermos os problemas da vida de uma forma apropriada, sem ilusões, apegos ou julgamentos. É a essa paz que o Cristo chamou Bem-aventurança, nossa Auto-realização.
Em conseqüência desse livre fluxo energético, passamos a nos expressar livremente, sem medos, pois estamos em harmonia com o nosso lado Sombra. Nesse momento nosso quinto Chakra funciona plenamente vivificado. Nossa Sombra já não mais nos assusta nem entra em erupção nos momentos estressantes. Aprendemos a nos ver por completo, sem mais apegos, e assim nos aceitar. Aceitar o que estamos sendo gera a unificação de nosso ser, a nossa transcendência e o desbloqueio de energias antes presas em nosso inconsciente (Cf. em “A NATUREZA HUMANA”, no capítulo anterior). A aceitação plena de si mesmo é a única forma de perdoarmos a todos, de desfazermos todas as mágoas e arrependimentos que nos prendem ao passado. O perdão é a chave para se viver o presente, abrir-se à renovação, esquecer-se do velho eu, virar semente e “morrer para germinar”.
As mulheres, geralmente abertas aos sentimentos e emoções, em geral têm a sua energia estagnada no quarto Chakra, muitas vezes perdidas nos próprios sentimentos e emoções. E quando conseguem “destravar” essas energias, elas não sobem ao quinto Chakra: estão com um ‘nó na garganta’ porque concordaram em se manter em silêncio e serem dominadas sob a atual sociedade patriarcal. Enquanto o desafio dos homens é se abrirem aos sentimentos e emoções, o desafio das mulheres é abrir o Chakra da comunicação sem “se tornarem homens”, fechando o seu terceiro Chakra dos sentimentos.
Somente através do trabalho conjunto e contínuo de energização de todos os centros energético-informativos, da purificação de nosso corpo astral e da vinda de energias de planos superiores (Mental superior e Búdico – Buddhi), é que surgirão o verdadeiro autoconhecimento, o amor próprio, a livre expressão, o perdão de si mesmo e a compreensão de verdades espirituais. A compreensão, por exemplo, da verdade da unidade da vida, resultado do trabalho evolutivo de nossos corpos causal e intuicional, gera o sentido de fraternidade e compaixão. Todos esses fatores são pré-requisitos ao amor e perdão incondicionais (amor espiritual), à compaixão plena e à renovação pessoal.

O AMOR

“Nós fomos criados para amar e ser amados... 12:112 O amor tudo aceita e tudo dá. O amor deve ser tão natural quanto viver e respirar... 12:118”.
Madre Teresa de Calcutá (1.910-1.997)
“Amemo-nos, uns aos outros... Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”
I João 4:7s
O inimigo real do amor é o medo. “As pessoas geralmente acham que o amor e o ódio são opostos.... O amor e o ódio são a mesma energia, amor-ódio é uma energia. O amor pode se tornar ódio, o ódio pode se tornar amor; eles são conversíveis. ... A oposição real é entre o amor e o medo. ... O medo não pode ser convertido em amor, o amor não pode ser convertido em medo; eles não são conversíveis” 72:113.
Mohan Chandra Rajneesh – o Osho (1.931-1.990)
 
O amor é o sangue da alma, sem ele está-se morto. Será que existe mais doce sensação? Qual palavra abrange mais significados do que o amor? Já há registros arqueológicos de mais de 3.000 anos de antigas canções de amor egípcias, em que metáforas poéticas são belamente utilizadas para comparar partes do corpo do ser amado com pedras preciosas, ervas aromáticas, frutas e flores. Até nas Escrituras religiosas o amor entre o homem e a mulher é tratado como algo sagrado, como vemos no taoísmo, no cristianismo (no Antigo Testamento – Cântico dos Cânticos) e no tantrismo, por exemplo. Todo relacionamento a dois envolve quatro tipos de ligação: a paixão, o compromisso, a intimidade e a ligação espiritual.
Para os gregos, cinco formas básicas de amar seriam possíveis, às quais eles davam nomes diferentes: porneia, storgé, philia, eros e ágape. Porneia seria o amor à matéria e aos sentidos, presente e saudável na criança que deseja consumir e satisfazer sua fome e sua sede, sentir prazer no ter como forma de ancoragem para apoderar-se de sua nova existência terrena. O problema ocorre quando porneia permanece após a primeira infância levando-nos a uma sede e fome consumistas, uma compulsão a ter e sentir.
Storgé tem o sentido de amor entre consangüíneos, entre seres de uma mesma família de origem. O amor materno, o amor paterno, o amor entre irmãos, etc., numa intensidade proporcional ao grau de consangüinidade e de contato diário. Um amor que dispensa afinidades e que serve de elo oculto para manter juntos seres que têm problemas a resolver. Um laboratório para o crescimento individual, um teste para a boa convivência social.
Philia é usado para descrever a profunda afinidade existente entre verdadeiros amigos, aquela forma de amor que se sente como afeição mútua e como grande alegria em encontrar, conversar, partilhar, ajudar e abraçar. Aqueles encontros entre amigos afins, onde, entre brincadeiras e risos, somos invadidos por uma satisfação profunda, algo vago que nos toca o coração de uma forma amena e prazerosa. Uma intensa troca entre seres que partilham afinidades e por isso são chamados de “segunda família”.
Philia é o amor maduro que já não espera que o outro possa preencher todas as nossas expectativas, a mais elevada forma de amor que o homem comum pode experimentar. Compreende-se que a felicidade pessoal brota de nosso interior e independe do outro e assim não se exige mais dele que preencha a nossa ânsia pelo Infinito. Do termo philia vem as palavras filosofia (amor à sabedoria) e filantropia (amor ao homem). Está-se a um passo de ágape.
Já eros é a face do amor que, geralmente, é conhecida por outro nome: paixão. Derivada do latim passio, a palavra paixão denota a conexão inevitável entre o amor e o sofrimento: “o sofrer por amor”. Por isso a expressão “Sexta-Feira da Paixão”, onde Jesus sofre e morre por amor à humanidade. Dor e prazer estão intimamente conectados em eros, um estado psiconeurobioquímico amplamente investigado pela ciência desde a década de 1.960. Sabe-se hoje que eros mexe com toda a química do organismo, causando aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, insônia e perda de apetite (pelo aumento da dopamina e da noradrenalina), só para dar exemplos de algumas alterações físicas.
Mas essa revolução química não perdura por toda a vida. Em média, uma paixão dura de dois a três anos, no máximo. Eros é representado na mitologia grega como uma divindade brincalhona que passa o tempo todo flechando o coração das pessoas, fazendo-as, contra a vontade consciente e o raciocínio lógico, se sentirem irremediavelmente atraídas por alguém de seu convívio. Os franceses chamam essa paixão incontrolável de amour fou (amor louco), sentimento que derruba todas as barreiras e convenções para se fazer presente entre pessoas que, geralmente, satisfazem um conjunto de expectativas nossas, semeadas durante a infância e construídas ao longo da vida.
É uma das mais poderosas forças da existência, é uma aventura, um legítimo impulso de doação e afeição que traz embutido um desejo intenso de estar com o outro, conhecê-lo mais profundamente e de unir-se com ele. Enquanto se suspeitar haver algo novo para ser conhecido no outro, eros permanecerá e se manterá ativo. No momento em que se acreditar que já se conhece tudo sobre o outro a paixão se dissolverá. Esse é o grande e simples segredo de se manter sempre apaixonado: constatar que o outro sempre será um desconhecido. Manter eros aceso numa relação é manter um contínuo revelar-se para o outro. E para esse contínuo revelar-se é imprescindível um contínuo autoconhecer-se. Juntos no processo de se autoconhecer, juntos no processo de revelar-se um ao outro, ajudarem-se mutuamente e purificarem-se conjuntamente.
Movido por essa enchente neuroquímica, o cérebro decide racionalmente a conveniência de uma ligação de proximidade a curto, médio ou longo prazo. Desse compromisso assumido, toma força uma energia de ligação mais forte e sutil: a intimidade. A intimidade leva a laços mais fortes de relacionamento, união e integração, através da energia do amor. A experiência erótica, ou paixão, muitas vezes é confundida com o desejo sexual. Mas sexo é independente de eros, embora intimamente interligados. Pode-se ter desejo sexual sem paixão e podemos nos apaixonar sem desejo sexual, embora amiúde um leve ao outro. Mas eros é muito mais importante no sentido de ser o primeiro contato de alguns com o legítimo impulso de doação e afeição por um ser semelhante, que de outra forma nunca experimentariam. O mais vil criminoso, quando apaixonado, experimenta doação e afeição.
É o sentimento mais próximo de ágape, o amor totalmente desinteressado, que uma alma pouco evoluída pode experimentar. O sexo puro, sem ágape e sem eros somente existe nas plantas e nos animais, e em humanos que se comportam como tal. Eros surge no reino humano e, no homem desenvolvido espiritualmente, coexiste harmoniosamente com o desejo sexual e com ágape. Eros é uma força divina que intervém na vida humana servindo de ponte para se experimentar ágape, mas que precisa ser orientada pela inteligência, sob pena da alma entrar em sofrimento. Além disso, a sexualidade nos liga à freqüência do êxtase e assim pode nos unir novamente à fonte divina de êxtase e bem-aventurança.
A relação sexual deveria ser encarada unicamente como uma expressão desse amor mais profundo. Mas esse amor mais profundo pode, é claro, se expressar sexualmente ou não. Só vai depender das pessoas, de seus relacionamentos e das circunstâncias, mas é, em si mesmo, uma comunicação espiritual que vai além do emocional e do intelectual, pois o Amor não pode ser expresso em termos emocionais ou intelectuais. A relação sexual entre aqueles que se amam é um dos caminhos mais humanos à contemplação espiritual (Cf. adiante no Epílogo à Parte I) e como tal deve ser sempre encarado.
A relação sexual sela, energeticamente, uma união entre duas pessoas, independentemente da existência de um amor real. Essa união, quando há amor, cumplicidade e entrega, se torna mais forte e se fixa firmemente, unindo o casal através dos Chakras epigástrico, cardíaco, laríngeo e frontal. A conexão epigástrica se dá pelo desejo, a cardíaca pelo amor incondicional, a laríngea pela madura assimilação de que não se é dependente do outro e a frontal pela união espiritual dos dois corpos.
A dor da separação de um casal ocorre, em grande parte, pelo rompimento desse forte vínculo energético, dor que dura, em média, dois anos para curar. Esse é o tempo necessário ao fechamento do canal energético que ficou aberto. Quando se fala de um coração partido se fala de uma conexão energética interrompida ou da transferência de energias negativas através das ligações ainda íntegras no coração. Quanto mais forte a atração, mais forte será a repulsão. Então o cérebro físico concluirá, erradamente, que todos os vínculos se romperam.
“Todavia, se estabelecermos contato com o código do coração, verificaremos que a energia de nosso parceiro ou parceira está permanentemente dentro de nós, como uma memória celular sagrada e que as ondas de energia dele ou dela não são menos reais que as partículas físicas que o/a representavam”  74:263.
Dr. Paul Pearsall, Ph.D.
cardiologista

O que o cérebro interpreta como sofrimento na verdade é um rompimento da ligação de prazer e desejo e uma alteração energético-informativa da ligação entre os Chakras cardíacos. Conectar-se com essa energia do coração nos faz perceber que a promessa feita de amor eterno é realmente verdadeira, pois amar não é uma característica romântica do cérebro, mas uma ligação energética permanente entre dois corpos sutis.
“Aqueles com quem temos um relacionamento íntimo e com quem compartilhamos [energias sutis] intensamente sempre nos proporcionarão grande paz e grande sofrimento, e nós faremos o mesmo em relação a eles. Quando se trata de energia afetiva, deleite e aversão nunca estarão longe um do outro. Negar esse fato é um sinal de que o nosso cérebro romântico está dominando o coração amoroso e mais sábio” 74:265.
Dr. Paul Pearsall, Ph.D.
Para Platão, eros, que se manifesta primeiro como amor por um físico bonito, deve ascender intelectualmente e espiritualmente para algo superior. Em sua obra “O Banquete”, Platão defende que o verdadeiro amor seria a afeição elevada a um plano ideal que transcende o contato físico, mas não o exclui. Esse é o ideal platônico de amor, comumente e erroneamente interpretado como um amor impossível, afeição sem contato físico. Ágape, o amor totalmente desinteressado, de doação sem espera de recompensa, é o amor divino, muito relacionado com os conceitos de compaixão e caridade. Compaixão não no sentido de se sentir dó e pena do companheiro, mas no sentido de se colocar no lugar dele e entendê-lo como uma alma em evolução humana, igual a nós mesmos. Caridade no sentido de doar e doar-se sem esperar nada em troca. Ver o outro como uma expressão de Deus.
Para Osho, para se atingir o amor é necessário se estar no “aqui e no agora” (viver no presente), transformar os próprios venenos em mel (negatividades em positividades), compartilhar as positividades (a vida e tudo o que se tem) e se tornar um nada, pois no momento em que se acredita ser alguém, se pára e o amor deixa de fluir. Ser nada é ser sem ego: “amor e ego não podem existir juntos... sendo nada, você alcançará tudo... nada é Deus” 72:91. O amor humano é a única forma de encontrar Deus através do outro.
O amor é a atração entre um fragmento de Deus e os outros fragmentos, ou entre um fragmento e o próprio TODO, ao qual esses fragmentos pertencem. Dessa forma, o amor é a força contrária à força que a ilusão da separatividade gera. A real finalidade da união entre duas almas é capacitá-las a se auto-revelarem mutuamente e assim se revelarem a Deus: uma partícula de Deus se revelando a outra partícula Dele mesmo. Ágape é o amor entre aspectos do mesmo e incognoscível Deus:
Quando se atinge esse nível de consciência passa-se a compreender que amante, amado e amor são apenas formas ilusórias de apresentação do Amor, que se mostram àqueles ligados ao mundo físico ilusório. Em ágape não somos nós que amamos, mas um Outro que ama através de nós. Enquanto o amor porneia é o amor somático (de soma) à matéria, eros o amor emocional (de psique) para com o outro, storgé o amor mental (de psique) para com os parentes e philia o amor noético (de Nous) que se volta ao próprio interior, ágape é o amor pneumático (de pneuma), trans-humano e transpessoal, o amor que transcende o homem pois é o amor da Vida por Ela mesma: o amor divino.
Embora tenhamos falado muito em utilizar a paixão e o prazer como forma de se chegar ao Amor divino, muitas pessoas, obcecadas pelo tema do amor, procuram apenas uma outra pessoa que preencha o vazio energético que existe em suas vidas, esquecidas que estão de sua fonte interna de amor. E quando não têm esse “amor-tampão” ficam irritados e depressivos.
O prazer gerado por esse preenchimento de um vazio interior, gera confusão e medo. Ele tem uma raiz profunda em nosso instinto de sobrevivência, como personalidade, em que sentimos dor, como reação sensitiva àquilo que nos ameaça a sobrevivência, e prazer, àquilo que facilita a sobrevivência. E é esse prazer, que nos faz querer ficar junto do instrumento que nos preenche e usar a nossa mente racional lógica para descobrir meios de obter o intento de nossa persona. É a origem de nossas estratégias de caráter: mecanismos psicológicos que vampirizam energia dos outros nos relacionamentos (Cf.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 01:03 0 comentários

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EFT

A crença do não merecimento e o não receber
Imagine que você adota um cãozinho vira lata que vivia na rua, bem magrinho e cheio de pulga. Você o leva para a sua casa, alimenta com a melhor ração, dá banho, trata, leva ao veterinário e o enche de carinho. Será que esse cãozinho iria pensar “eu não mereço nada disso, meus amigos na rua passando fome e eu aqui com esse luxo todo...”. Imagine tudo isso sendo falado em um tom dramático de culpa e “humildade”. E assim ele começa a se sabotar. Não come mais a ração e pede para o dono comprar outra mais baratinha. Diz também que não precisa de tanto assim. Pra que tanto conforto? E os colegas da rua que não tem nada disso? E o que ele fez para merecer tudo de bom? Por que outros não tem acesso as mesmas coisas que ele?
É claro que um cachorro jamais agiria dessa forma. Ele apenas aceita e aproveita tudo que lhe é ofertado, sem medo nem culpa. O animal não precisa de razões para justificar ter uma vida boa ou uma vida melhor do que os outros. O simples fato de existir já é motivo o suficiente para que ele possa receber tudo que é bom.
Já nós, seres humanos, temos uma tendência de precisar encontrar motivos lógicos que justifiquem as coisas que temos ou ganhamos: só me sinto confortável em ter muito se eu trabalhar muito, só consigo me sentir bem em ter uma vida boa se eu disser que passei muitos anos estudando e trabalhando para conquistar esse resultado, se eu não me sacrifico não me sinto no direito as melhores coisas, só posso me permito cobrar um preço mais alto se eu estudar tantos anos a mais.
Quando a criança nasce, ela não questiona se merece ou não o que recebe. No entanto, quando a mente vai desenvolvendo e torna a estrutura do ego mais complexa, a mente começa a comparar, julgar e vão surgindo, em uma idade ainda muito tenra, os pensamentos de não merecimento e culpa.
Inicialmente a criança vai se comparar com os irmãos, observando se eles tem mais ou menos, se são felizes ou infelizes. Irá também começar a observar o sofrimentos dos pais. E conforme for a situação familiar, quanto maior for o sofrimento, maior a tendência de se desenvolver sentimentos de culpa em ser feliz, culpa em ter, culpa em receber.
Ao crescer um pouco mais, a criança irá também começar a ter contato com as pessoas do mundo exterior e seus sofrimentos, o que poderá alimentar ainda mais a sensação de culpa e não merecimento em ter uma vida melhor do que a média.
Outros fatores também podem contribuir para o desenvolvimento do padrão do não merecimento. Uma infância pobre onde não foi permitida que a criança tivesse necessidades básicas plenamente satisfeitas (alimentação, roupas e etc, e outras coisas menos básicas também como brinquedos, passeios, diversão) podem ser também bastante prejudiciais. De tanto ouvir: Não pode, não temos, não dá, não é pra você, não é para nós (e as vezes até ‘quem você pensa que é pra querer isso ou aquilo, pensa que é melhor que os outros, pensa que é rico?’) a criança vai internalizando cada vez mais que ela não pode e não merece acesso a certas coisas consideradas melhores na vida.
Com a mente condicionada dessa forma, a pessoa pode acabar deixando de ir em busca de coisas melhores que poderiam trazer uma vida mais confortável e abundante, pois ela simplesmente pensa que isso não é para ela.
Atendi certa vez uma mulher com um intenso sentimento de não conseguir receber. Por ter um problema de saúde que exigia um gasto considerável, foi entregue para ser criada muito pequena por uma tia que tinha melhores condições. Recebeu os cuidados materiais necessários, mas a parte emocional ficou muito prejudicada. Ouvia sempre a tia falar sobre os gastos necessários para mantê-la, alem de outras situações emocionalmente bem desagradáveis. Assim ela foi desenvolvendo a sensação de se sentir um peso. Receber tudo aquilo tinha um preço bem alto. Uma parte do preço foi ter ficado afastada da família, o que na sua percepção a privou de uma criação com mais afetividade. A outra parte do preço foi ter desenvolvido o sentimento de culpa e uma sensação de ter uma dívida impagável com a tia. 
Dessa forma, ela começou a sentir que receber algo era é o mesmo que ficar devendo. Como se tudo tivesse um preço muito alto. Sempre que recebia algo, tinha que retribuir na hora para aliviar o desconforto e não ficar devendo. Evitava receber qualquer coisa. Imagine os prejuízos que esse padrão pode causar nos relacionamentos e na vida profissional de alguém.
Avalie si próprio. Sente dificuldade em receber presentes? Precisa presentear ou fazer algo de volta pela pessoa para ficar em paz? Consegue receber elogios de forma natural ou precisa minimizá-los ou retribuí-los na mesma hora? Quando há uma possibilidade de ganhar algo de bom (um sorteio, uma promoção no trabalho, uma viagem...) tem uma tendência de deixar para outras pessoas ou vocêtambém quer ganhar e aproveitar? Se você conquista uma situação melhor (maior salário, vida mais confortável) precisa justificar pra você mesmo ou para os outros o tanto que você trabalhou para conquistar aquilo? Quando adquire algum bem (carro, casa, roupas) você precisa pensar e justificar para você mesmo ou para os outros que esforçou bastante para ficar se sentindo bem com o que adquiriu? Se algo vier muito fácil, você aceita e usufrui tranquilamente, ou aproveita mas com sentimento de culpa?
Existe ainda a crença do merecimento ligada a questões espiritualistas e religiosas. “Fulano não teve o merecimento para se curar de tal doença”. “Eu não tive o merecimento para sair da situação financeira difícil que vem desde a infância.” “Se for do merecimento de fulano, ele irá conseguir”. “Se você não saiu ainda dessa situação é porque não é do seu merecimento”. Fica simples demais justificar dessa forma. Desenvolve-se um sentimento de que, se tem algo negativo na sua vida, é porque essa pessoa “merece” passar por aquilo, até quando  ninguém sabe. Por muitas vezes isso acaba gerando uma perpetuação do sofrimento por auto punição. As vezes as pessoas se tornam passivas e deixam de compreender mais profundamente as razões daquele sofrimento, perdendo também a chance transformar aquela realidade.
Deveríamos aproveitar o exemplo da natureza, dos animais e das plantas, que não questionam nem justificam se merecem algo ou não. Eles sempre aproveitam a abundancia quando esta chega até eles. E quando passam por dificuldades fazem o melhor que podem para sair delas, sem preocupar ou sentir culpa se fizeram ou deixaram de fazer algo para passar por aquilo.
Declare-se merecedor, e vá em busca do que você deseja. Seja persistente pois não temos como saber quando iremos alcançar a solução. Se a solução vier rápida e facilmente, aceite e aproveite. Não compre o titulo que alguém tente lhe passar de ‘não merecedor’ pois isso acaba apenas criando passividade e culpa. Acredito que todos nós, de forma consciente ou inconsciente demos causa ao nosso sofrimento, ou atraímos ou pelo menos contribuímos para ele. Ainda assim, mesmo sendo nossa responsabilidade, todos nós merecemos nos libertar do sofrimento.
Como todo e qualquer pensamento, sentimento e crença negativa, podemos usar a EFT para limpar profundamente esta crença de forma a nos libertar da sensação de não sermos merecedores de qualquer coisa que seja.a
Neste final de semana, estarei em Curitiba ministrando um worksshop de EFT e prosperidade financ.

http://www.eftbr.com.br/curso-online.asp?i=6 
 
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:16 0 comentários

pausa para reflexão


A lição da borboleta


Categoria: Autoajuda


  • "Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. A Lição da Borboleta
  • Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
  • Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
  • O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
  • Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
  • O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:04 0 comentários
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