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transcendendo.......

O silêncio fala mais que mil palavras. O silêncio enche o ar de vibrações que nenhum som é capaz de produzir. Quando nos quedamos diante de nós mesmos e deixamos que a nossa alma flua, não necessitamos de palavras. O silêncio, que a tudo imobiliza, inunda o coração e fala por nós. Por mais que as palavras sejam maravilhosas, as rimas por vezes se quebram e se transformam em soluços. Então, o silêncio pode ser a máxima expressão do nosso íntimo. (Lisieux)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

TRANSCEDENDO O EGO




Traição: perdoar ou não?

Frustrações no relacionamento podem virar motivo para o ato

Por Minha Vida Publicado em 25/9/2009

Perdoar uma traição não é uma das coisas mais fáceis de fazer. É preciso gostar muito e acreditar que vale a pena investir na relação para que esse processo aconteça de verdade. Sim, é um processo e exige muita paciência da parte do traidor, assim como um enorme investimento de energia de ambos.

Em primeiro lugar, temos que saber o motivo da traição, o que fez com que o cônjuge procurasse ou simplesmente deixasse se envolver por outra pessoa mesmo estando compromissado com seu parceiro.

Muitos podem ser os motivos, mas nem por isso estou justificando o fato. Em geral o relacionamento já vem se desgastando há algum tempo e ambos não se dão conta disso, estão acomodados na rotina e convivência diária. Não percebem que, no fundo, o sentimento pelo outro está desgastado, enfraquecido, e não o alimentam. A vida sexual já não é como antes, a vida corrida e atribulada do dia-a-dia faz com que o casal quase não tenha tempo para si, distanciando-se cada vez mais; deixando de lado os momentos românticos e atitudes gostosas que um dia foram importantes na conquista de um pelo outro.

De repente alguém novo aparece, elogiando como você está vestida, reparando que cortou o cabelo, valorizando atitudes pequenas, interessado em sua vida, com um papo gostoso que flui, sem reparar em suas manias e defeitos. Difícil resistir, certo? Pois é aí que entra nossa consciência com o "superego" dizendo: "Não faça isso, você é casada (o)!", ou o "id" contrapondo: "Vá fundo, o que você tem a perder?". Podemos nos sentir atraídos por outras pessoas fora do casamento, mas temos a opção de nos deixar levar ou não por esse desejo, muitas vezes quase irresistível.

Bem, você caiu em tentação. Dá pra perdoar? Tudo depende...

Já presenciei várias histórias de casais que se aproximaram como nunca após um episódio de traição. Isso é possível quando, após a descoberta do fato, ambos se propõem a discutir profundamente sobre tudo que não está bom na relação, através de uma terapia de casal. Eles se comprometem a mudar, recomeçando o casamento. Sim, é um recomeço e requer muito trabalho até o traído voltar a sentir confiança em quem o traiu.

Um dos maiores problemas enfrentados pelos casais em crise é a falta de diálogo, o acúmulo de situações desagradáveis para ambos que não podem ser expressas pelo medo da reação do parceiro. O medo de magoar ou causar uma discussão indesejável acaba instalando o silêncio, que com o tempo só prejudica o casal. Não se fala do que não está bom, acumulam-se insatisfações e frustrações, o que pode dar margem à vontade de estar com alguém que não o frustre tanto.

Entender os motivos que levaram uma pessoa a trair provocará uma auto-avaliação de cada um na relação, e fará com que ambos assumam sua responsabilidade na manutenção do amor. É preciso alimentá-lo sempre!

Só cabe o perdão onde ainda existe amor e o arrependimento sincero de quem traiu. É possível reconstruir uma relação pautada em novos moldes de funcionamento, e em especial, num diálogo franco e atitudes transparentes.

Quem disse que é fácil manter um casamento feliz sem momentos de crise? O importante é saber superá-las e tirar o maior proveito para nosso crescimento.

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Conteúdo por:
[Dra Marina Vasconcellos]

Dra Marina Vasconcellos
Especialidade: Psicoterapeuta
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:14 0 comentários

NO DIVÃ COM OSHO



A verdadeira liberdade emerge de nosso interior

Existem muitos tipos de liberdade - a social, a política, a econômica -, mas elas são apenas superficiais.

A verdadeira liberdade tem uma dimensão totalmente diferente. Ela não diz respeito ao mundo exterior, nada disso; ela emerge da nossa interioridade.

Trata-se da liberdade com relação ao condicionamento, a todos os tipos de condicionamento, às ideologias religiosas, às filosofias políticas.

Todos eles têm sido impostos por outras pessoas sobre você, têm agrilhoado você, acorrentado você, aprisionado você, têm feito de você espiritualmente um escravo.

A meditação nada mais é do que destruir todos esses grilhões, condicionamentos, a destruição de todas as prisões, de modo que você possa ficar novamente sob o céu, sob as estrelas, ao ar livre, disponível para a existência.


Osho, em "Liberdade: a Coragem de Ser Você Mesmo"
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:09 0 comentários

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SER GORDA


. Aqui estão o ódio do próprio corpo, da compleição disforme em que se encontra, de uma herança genética que tira da narradora a escolha e a faz 'gorda feito uma baleia'.


Ela odeia a comida que a engorda, mas ama o alimento que lhe dá prazer.

Ser Gorda


Ser gordo(a) tornou-se quase um pecado, numa sociedade onde a beleza do corpo físico tornou-se o bilhete de identidade para quase tudo. Mas, a gorda ou a magra, devem ter prazer no seu corpo tal como ele é. Ser gorda

Muitas são as pessoas na nossa sociedade que ignoram as pessoas mais gordas, ou melhor, fogem deles a sete pés porque julgam que estar com um obeso irá diminuir-lhes a imagem perante os outros. Vendo na gordura algo repugnante, a mentalidade da época moderna apenas aplaude os corpo magros, escanzelados, com os ossos a sobressaírem. A gordura deixou de ser formosura para passar a ser um pecado social, discriminando os gordos em diversas situações.

Na realidade, ser gorda é um problema que apenas diz respeito a quem o é na realidade. O resto das pessoas devem encarar a obesa por aquilo que ela é interiormente, aquilo que ela vale, e demonstra enquanto pessoa. Tudo o resto são meras conjecturas, muitas delas sem razão de o ser, fruto de uma sociedade com uma mentalidade ridícula e que apenas dá valor aos corpos que são exibidos nas revistas e televisão. Há, sem dúvida, uma discriminação à pessoa que é gorda, dificultando a sua vida em muitos sectores, nomeadamente no campo profissional.

A ideia de que se a pessoa obesa quiser perde peso, prolifera ainda nos circuitos sociais. Porém, esta afirmação não corresponde totalmente à veracidade da questão. A pessoa obesa pode tentar perder peso, e pode até consegui-lo, mas num período de três anos a dieta acaba por se revelar ineficaz. Ainda que as calorias ingeridas sejam mínimas, a verdade é que o corpo consegue corresponder a este impulso apenas num período de tempo limitado. A pessoa obesa pode até continuar com a dieta, mas chega a uma determinada altura em que a dieta já não demonstra os seus benefícios.

Ser-se gorda nem sempre é um problema exclusivo da alimentação da pessoa ou da falta de exercício. O peso de uma pessoa provém de um número extenso de factores que passa pela genética, o antepassado familiar, e o próprio metabolismo de cada um. Se experimentar uma dieta, esta mostra-se muito eficaz num determinado período, mas quando a deixa o corpo tem tendência a engordar o dobro do que na altura em que a iniciou. Nem sequer é uma questão de força de vontade, mas sim uma perspectiva metabólica para a qual o obeso não tem armas para lutar.

O facto de ser gordo pode não ser necessariamente algo que fuja dos padrões de saúde. Dependendo da forma como a pessoa se sente, a obesa pode até levar uma vida perfeitamente normal e os seus exames médicos revelarem que está tudo bem. Por isso, a questão do peso pode não implicar sempre outros tipos de problemas de saúde. O ideal é a pessoa obesa manter-se o mais saudável possível, comendo regularmente todas aquelas coisas fundamentais para o organismo e que não contenham muita gordura. Mesmo que não note uma grande diferença na balança, convém alimentar-se devidamente segundo os padrões da boa alimentação e fazer algum exercício físico, pois a vida sedentária prejudica ainda mais o indivíduo.

A pessoa obesa sente-se muitas vezes discriminada. A vida profissional é um dos sectores onde a pessoa obesa encontra graves problemas. Mesmo em cargos nos quais o encontro com o cliente ou público não são necessários é habitual que se verifique uma discriminação nesse sentido, anulando logo as hipóteses ao candidato a essa vaga. Ao sentirem-se discriminados pela sociedade, muitos dos obesos acabam mesmo por não irem a ginásios exercitar-se com receio que as pessoas olhem ou comentem o seu corpo. Por causa deste tipo de situações, a pessoa obesa pode também ter problemas em relacionar-se com alguém no campo amoroso e sexual. Sabendo que os outros a repudiam é natural que sinta que também no amor possa vir a sentir-se rejeitada pelo sexo oposto.

Este tipo de situações podem vir a tornar a pessoa extremamente nervosa, frágil e sem qualquer nível de auto estima. E, quando se apercebem realmente disso, a tendência é apenas uma: comer ainda mais. O importante é não deixar que a pessoa se vá abaixo, independentemente da sensação de discriminação que possa estar a sentir. Na realidade, a pessoa obesa pode fazer tudo aquilo que uma pessoa com um peso normal faz. Portanto, a diferença é apenas uma questão de peso e nada mais. Os obesos são pessoas iguais a outras quaisquer que apenas anseiam sobreviver numa sociedade que é de todos, gordos e magros, altos e baixos, negros ou brancos.

A ideia que os gordos são feios, uma ideia muito habitual, é totalmente falsa. Se reparar com atenção vai encontrar pessoas obesas bem bonitas, mas a sociedade apenas não as vê porque se mentalizou à partida de que os gordos são pessoas feias. A única diferença entre os obesos e os não obesos é apenas a largura, pois tudo o resto são atributos possíveis em qualquer um deles. Ser gorda não é vergonha nenhuma, nem tem que ter pudor em relação a isso. Tratam-se de pessoas com disfunções metabólicas, mas que não devem ser julgadas apenas por terem uns quilos a mais.

Se é uma pessoa obesa orgulhe-se de ser tal como é, isto se já tentou de tudo e não encontrou solução para o seu caso. Se ainda não se esforçou devidamente para perder peso, a solução é aplicar-se um pouco mais e ter muita força de vontade. Até lá, não tenha nunca vergonha de ser como é!



Ser gorda ou não ser? Eis a perseguição.


Nara
Nara


Sempre fui uma garota ‘gordinha’. Ou forte, como diria meu pai. Na verdade isso nunca me incomodou muito, mesmo sendo alvo de piadas e gozações dos meus irmãos e familiares. Eu sempre ouvia duas máximas na infância: ‘você vai ser gorda, baixinha e feia. Ninguém vai querer namorar você’ ou ‘você vai ser gorda e não vai poder usar saia curta. Nem terá namorado’. Claro que isso me incomodava, mas sempre respondia com impropérios e palavrões. É sempre fui uma criança ‘boca suja’, mas isso fica pra outro post. Bom, mas voltando… não cresci com grandes encanações, mas eis que chega a adolescência e tudo muda. Ao contrário das expectativas, sou alta, mas continuei ‘gordinha’ e resolvi o problema bucal odontológico usando aparelho ortodôntico; e sim!, sempre namorei. E caras gatos, tá? Mas a crueldade de colegas de classe e de alguns ditos ‘amigos’ me ajudaram muito a ingressar numa fase meio depressiva. Eu não me arrumava muito e me isolei em casa durante um tempo. Os apelidos eram sempre idiotas, mas o que me magoava eram os comentários e comparações. Minha mãe me comprava com a filha de uma amiga, a Daniela. Sempre magra, linda, delicada, estudiosa. Totalmente o meu oposto. Graças a Deus essa garota é uma fofa e nunca tive inveja ou raiva por conta das comparações. Sigo admirando essa menina!

Mas sempre me chateou o fato de minha mãe idolatrar a filha de alguém mas mal reparar na própria filha. Além disso me incomodava demais quando eu sentava e alguém me dizia pra ter cuidado pra cadeira não quebrar ou pra eu nunca pular por conta do risco de afundar o piso. Aí entramos naquela velha história: ninguém tem espelho em casa? Por que alguém mais magro seria melhor que eu?? As pessoas não vêem como isso magoa? Qual a graça de ver alguém se sentindo mal? As pessoas acham que os gordos, ou obesos (pra ficar politicamente correto) são assim porque querem. Porque comem feito baleia, porque comem mal. Ninguém se importa. Aliás, nem imagina que alguém pode ser obeso por problemas de saúde, por alguma disfunção física, ou mental/psicológica, mesmo. Somos sempre os acomodados, preguiçosos e gulosos. Ou olhudos, como dizemos em minha família. Fulano tem o olho maior que a barriga!, pra caracterizar alguém esfomeado. Há algum tempo fiquei seriamente doente e emagreci horrores. Cheguei aos 65 quilos. Cansei de ouvir ‘nossa! Você tá linda magra. Mantenha-se assim’. É facílimo se manter nesse peso quando não se come nem bebe nada por 2 meses. Quando se vive a base de sonda nasogástrica. É facílimo. Por que essa obsessão por magreza? O que se ganha com essa maldade gratuita?? Depois dessa internação mergulhei de cabeça na onda do efeito sanfona. Demoro pra emagrecer, mas engordo numa velocidade… Hoje me assumo. Meu pai diz que sou forte. Não sou. Forte é quem consegue levantar um carro. Eu sou gorda! Às vezes uso do humor pra não sair com uma resposta ríspida. Digo que baleia nada o dia inteiro e é gorda. Elefante só come mato e é gordo. Até avião tem pneu. Outras vezes parto pra estupidez mesmo. Não preciso me justificar pras pessoas o meu peso. Sou mais que lipídios e tecido adiposo. Sou cérebro, sentimentos, idéias. Quem tiver que gostar de mim, que goste. Mesmo gorda; trabalho, saio, me divirto, vez ou outra dou uns beijos. Procuro pessoas que se adéqüem a mim. Não me adéquo a ninguém. A adolescência se foi, e com ela, grande parte da minha insegurança. Sou o que sou. Não vou mudar. Uso do exemplo do Faustão: só emagreço por problema de saúde. Não vou me escravizar me tornando uma pessoa fútil, vazia, só pra agradar aos olhos de quem passa. Ainda me pego olhando fotos antigas e pensando que eu não era tão gorda assim. Mas me olho no espelho e acho que posso tirar proveito de como sou hoje. E essas fotos só me trazem a certeza de como as pessoas podem ser cruéis. Podem influenciar de maneira ultra negativa o nosso futuro. Mas to aprendendo a levantar a cabeça e deixar de lado certas opiniões. Afinal, sou gorda e posso emagrecer quando quiser. E quem é feio? Aí a coisa complica, né.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:18 1 comentários

terça-feira, 22 de junho de 2010

TERAPIA BLOGAL




Artigos


edição 192 - Janeiro 2009

Quando o remédio é escrever

Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores

 

por Jessica Wapner


A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.

Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs. De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso. Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor. A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências estressantes pode funcionar da mesma forma.

Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação. Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty. Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas. “Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.

Jessica Wapner é jornalista.

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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:21 1 comentários

HÁ ! AS PAIXÕES............



Artigos


edição 141 - Outubro 2004

As doenças da paixão

No clássico "A Montanha Mágica" Thomas Mann coloca na boca de um médico, o doutor Krokowski, palavras que se tornaram célebres: "Os sintomas da doença nada mais são do que uma disfarçada manifestação do poder do amor; toda doença é uma paixão transformada." Não se trata, propriamente, de uma afirmativa original; já o dissera o poeta alemão Novalis, no começo do século XIX: "Nossas enfermidades são resultado de uma sensibilidade exagerada."

Esta é uma idéia antiga. A medicina hipocrática fala dos humores, que governam o nosso temperamento e nos tornam sujeitos a certas doenças. Um destes humores é o sangue. A pessoa que tem temperamento sanguíneo é vivaz, cheia de energia. Mas se há excesso de sangue - a pletora - pode ocorrer uma apoplexia, ou seja, um acidente vascular cerebral de tipo hemorrágico. Pletóricos eram tratados com sangria, cujo objetivo era remover o excesso de sangue.

A medicina chinesa distingue entre as causas externas do doença (clima, alimentação) e causas internas, que são basicamente emocionais. Mais recentemente criou-se a expressão doença psicossomática, para designar aquela situação em que os problemas emocionais geram doença, através sobretudo do estresse - outro termo moderno, este cunhado por Hans Selye. Na Universidade de Washington foi organizada uma escala de estresse, com pontuação; um dos valores mais altos (73 pontos) corresponde ao divórcio.

Seja através dos efeitos somáticos (hormonais, imunitários) seja através das repercussões na mente, as paixões reprimidas, contrariadas ou mal-sucedidas adoecem as pessoas. Isto ficou muito claro à época do longo (1837-1901) reinado da rainha Vitória na Grã-Bretanha. Entre os vitorianos a repressão sexual, através de uma educação em que o castigo corporal era a regra, podia gerar perversões que às vezes chegavam ao crime, como o mostra a sombria trajetória de Jack, o Estripador.
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Moacyr Scliar é médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

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ARTIGO SOBRE ESQUIZOFRÊNIA E QI




Artigos


edição 205 - Fevereiro 2010

Cognição e esquizofrenia


Já no primeiro episódio da patologia os prejuízos são amplos e sérios, similares aos observados em pacientes doentes há algum tempo; a conclusão reforça a necessidade de diagnóstico precoce para diminuir sequelas


A deterioração da capacidade intelectual de pessoas com esquizofrenia não se dá, necessariamente, ao longo da vida – como durante muito tempo os especialistas acreditaram. Problemas cognitivos graves e generalizados parecem existir já na fase inicial da doença, o que torna difícil para as pessoas com esse transtorno realizar tarefas cotidianas, como trabalhar e estudar. A conclusão é de um novo estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia (AAP). Entender os problemas cognitivos centrais e precoces pode ajudar os clínicos a diagnosticar com mais precisão a esquizofrenia incipiente, diferenciando-a de outros transtornos neuropsiquiátricos que também levam a distúrbios cognitivos, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Combinar os sinais de alerta cognitivos da esquizofrenia com o histórico familiar e os sinais de piora gradativa das funções diárias também pode ajudar especialistas a obter um diagnóstico precoce, o que em muitos casos previne problemas.

Essa é uma das principais conclusões de uma investigação conduzida por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard e da Universidade Médica do Alto do Estado Suny, ambas em Nova York. Os cientistas examinaram 47 estudos publicados, duplamente revisados, sobre primeiros episódios de esquizofrenia; participaram 2.204 pacientes e 2.775 pessoas no grupo de controle, de ambos os sexos, com idades variadas, e os resultados foram publicados pela Associação Americana de Psicologia no periódico científico Neuropsychology.

“O primeiro episódio da psicopatologia, que ocorre em geral por volta dos 20 anos, traz sentimentos de grande terror, trauma e choque, junto com uma desorganização cognitiva proeminente, que aumenta a incidência de pensamentos perturbadores e/ou paranoicos com alterações perceptivas”, escrevem os coautores Raquelle Mesholam-Gately, Ph.D., e Anthony Giuliano, Ph.D., coordenadores do estudo. Os autores perceberam que pessoas com esquizofrenia apresentavam um período de risco antes do início das crises, com duração de alguns meses a dois anos, no qual tinham problemas crescentes na vida cotidiana, que culminavam na patologia completa. A preocupação dos especialistas agora é detectar a doença antes mesmo que surjam alterações profundas de comportamento ou alucinações auditivas e visuais. Segundo Mesholam-Gele, a intervenção precoce para os problemas cognitivos pode diminuir a intensidade e duração, permitindo prognóstico mais favorável, menores taxas de recaída e melhor preservação de habilidades sociais e cognitivas. O período de alto risco, ou prodômico, é o novo foco de prevenção, diagnóstico e tratamento. Os testes cognitivos também podem ajudar crianças mais velhas que apresentam histórico familiar de esquizofrenia e sintomas clínicos emergentes. Quando médicos, psicólogos e educadores observam algum prejuízo intelectual, costumam pensar em algo como TDAH, mas os pesquisadores dizem que as novas descobertas podem aumentar a importância do histórico familiar (considerando que a esquizofrenia tem componente genético), favorecendo assim a caracterização dos sintomas clínicos de comportamento, especialmente próximo à idade de maior risco.

Os pesquisadores detiveram-se em descobertas comuns feitas em dez áreas de neurocognição, incluindo habilidades gerais, atenção, memória e capacidades motoras, verbais e capacidades de percepção espacial. Eles perceberam, por exemplo, que já no primeiro episódio da patologia os prejuízos cognitivos eram amplos e sérios, similares ou iguais em severidade aos problemas observados nos pacientes que já estavam doentes havia algum tempo. Pessoas que apresentavam o primeiro episódio de esquizofrenia tinham desempenho significativamente pior em todas as tarefas cognitivas, em comparação com os integrantes do grupo de controle, compatíveis em sexo e idade. Os pacientes tinham mais problemas com a velocidade de processamento de informações, aprendizado verbal e memorização.

Embora muitas doenças neurológicas e psiquiátricas, como o transtorno bipolar, afetem a velocidade de absorção e fixação, a esquizofrenia parece causar um prejuízo mais profundo. A medida do quociente de inteligência (QI) e de outras habilidades cognitivas caiu mais entre o chamado período de risco, que ocorre pouco antes do aparecimento dos sintomas e das primeiras fases agudas. Depois disso, as habilidades de raciocínio se tornaram estáveis. Esse padrão intelectual, combinado com outros sinais, como os sintomas clínicos e o histórico familiar, pode sugerir diagnóstico de esquizofrenia.

Hoje, não existem tratamentos efetivos para os problemas cognitivos na esquizofrenia. Recentemente, nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Saúde Mental financiou duas iniciativas para desenvolver padrões de avaliação para cognição em pacientes com a patologia com o objetivo de testar medicamentos que podem ser indicados nesses casos.

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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 21:51 0 comentários

LA LUNA DE BERTOLUCCI



Artigos


edição 200 - Setembro 2009
Sob o encanto da Lua
Em diferentes culturas, variações do comportamento humano foram atribuídas às fases lunares; para pesquisadores, a teoria pode ser considerada um “fóssil cultural”
por Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz
STEFAN SEIP/ASTRO MEETING/NASA
Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz são professores de psicologia; o primeiro, da Universidade Emory, e o segundo, da Universidade do Arizona. – Tradução de Julio Oliveira




“Ela aproxima-se mais da Terra agora do que de hábito e deixa os homens loucos.”
Otelo, de William Shakespeare

Ao longo dos séculos, muitos já disseram: “Deve ser noite de lua cheia”, numa tentativa de explicar acontecimentos estranhos. E até hoje, o nome da deusa romana da Lua continua sendo familiar: Luna, prefixo da palavra lunático (um dos sinônimos para louco). O filósofo grego Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e o historiador romano Plínio (23 – 79 d.C.), o Velho, sugeriram que o cérebro era o órgão mais úmido do corpo e, desse modo, mais suscetível às influências perniciosas da Lua, responsável também pelas marés. A crença no efeito lunar persistiu na Europa durante a Idade Média, se acreditava que alguns seres humanos se transformavam em lobisomens ou vampiros durante madrugadas de lua cheia.



SESSÃO DE CINEMA E PSICANALISE, sábado 19.06. 2010


La Luna – Bernardo Bertolucci – 1979 (DVD)

Do cinema de Bertolucci, La Luna é sua obra mais polêmica e obscura. O tema (o incesto) é também o mais controverso de sua carreira. Jill Clayburgh tem o papel mais desafiador e a melhor interpretação da sua filmografia.

La Luna é um roteiro escrito por Bertolucci, seu irmão mais novo, Giuseppe, Franco Arcalli e Clare Peploe e foi adaptado para a língua inglesa por George Malko. Muitas passagens do filme são homenagens, incluindo a cena onde um italiano interpretado por Franco Citti, o guarda-costas de Michael Corleone em O Poderoso Chefão (1972), leva Joe a um bar e dança com ele. A cena lembra Pier Paolo Pasolini, o cineasta e poeta italiano homossexual assassinado, que era um grande amigo de Bertolucci.
Caterina Silveri (Jill Clayburgh) é uma cantora de ópera, uma diva cujo difícil temperamento cria problemas com o filho, Joe (Matthew Barry) que só aumenta com a morte do pai e a mudança de Nova Iorque para a Itália. Vivendo praticamente sozinho em Roma, o adolescente Joe passa a usar heroína. A descoberta do vício do filho, leva Caterina a reaproximar-se do filho e externar o seu amor por ele.

Apesar do tema e das cenas de sexo, o modo como o diretor italiano o tratou é incrivelmente delicado e sensível. O filme tem uma pequena participação de Roberto Benigni como um instalador de cortinas.
A trilha do filme é muito bem feita, bem produzida misturando algumas óperas com clássicos pop como Night Fever dos BeeGees e a canção italiana San Tropez Twist, do famoso Peppino di Capri.

posted by Museu do Cinema at 10:39 PM
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 20:59 0 comentários

SARAMAGO, O POETA DAS EMOÇÕES



"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma"

José Saramago



Ensaio sobre a Cegueira – Fernando Meirelles – 2008. Uma Co-produção Brasil/Canadá/Japão/Inglaterra, com roteiro do ator canadense Don McKellar, responsável pelo roteiro de O Violino Vermelho (1998), com Samuel L. Jackson, e baseado no best-seller mundial do prêmio Nobel de literatura, o escritor português, José Saramago.

Um motorista para num sinal fechado, e subitamente fica cego. Rapidamente, a epidemia se espalha. Uma mulher, esposa de um médico, passa a ser a única pessoa numa cidade a enxergar, onde inexplicavelmente toda a população fica cega, vendo coisas lindíssimas como o banho de chuva de algumas mulheres numa varanda, ou coisas horrorosas como um bando de cachorros devorando o corpo de um homem morto. O velho da venda preta, que antes da epidemia só enxergava com um olho, ouve no rádio noticias da epidemia, e passa a narrar o caos.

Será rodado parcialmente em São Paulo. O livro narra o colapso do mundo quando passamos a não enxergar. O livro é atemporal, as personagens não tem nomes, são identificadas ou pela profissão ou por características, o cineasta Fernando Meirelles tentou adquirir os direitos do livro há algum tempo, mas não conseguiu, porém o destino fez com que fosse escolhido diretor.

“Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso”, disse o escritor José Saramago.

posted by Museu do Cinema
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 20:53 1 comentários

domingo, 20 de junho de 2010

LA LUNA DE OTELO E DE BERTOLUCCI



Artigos


edição 200 - Setembro 2009
Sob o encanto da Lua
Em diferentes culturas, variações do comportamento humano foram atribuídas às fases lunares; para pesquisadores, a teoria pode ser considerada um “fóssil cultural”
por Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz
STEFAN SEIP/ASTRO MEETING/NASA
Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz são professores de psicologia; o primeiro, da Universidade Emory, e o segundo, da Universidade do Arizona. – Tradução de Julio Oliveira




“Ela aproxima-se mais da Terra agora do que de hábito e deixa os homens loucos.”
Otelo, de William Shakespeare

Ao longo dos séculos, muitos já disseram: “Deve ser noite de lua cheia”, numa tentativa de explicar acontecimentos estranhos. E até hoje, o nome da deusa romana da Lua continua sendo familiar: Luna, prefixo da palavra lunático (um dos sinônimos para louco). O filósofo grego Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e o historiador romano Plínio (23 – 79 d.C.), o Velho, sugeriram que o cérebro era o órgão mais úmido do corpo e, desse modo, mais suscetível às influências perniciosas da Lua, responsável também pelas marés. A crença no efeito lunar persistiu na Europa durante a Idade Média, se acreditava que alguns seres humanos se transformavam em lobisomens ou vampiros durante madrugadas de lua cheia.

Ainda hoje, muitas pessoas acreditam que os poderes místicos do satélite da Terra induzem comportamentos erráticos, surtos psicóticos e suicídios; crêem que, por deflagrar a agressividade, fazem aumentar o número de homicídios, de acidentes de trânsito, de violência por parte de torcedores e jogadores profissionais durante as partidas e até de mordidas de cachorro. Um levantamento realizado nos Estados Unidos revelou que 45% dos estudantes universitários acreditavam que as pessoas afetadas pela Lua são propensas a comportamentos estranhos. Outras pesquisas sugerem que profissionais que trabalham com saúde mental podem estar mais inclinados do que as pessoas em geral a aceitar essa ideia. Em 2007, diversos departamentos de polícia do Reino Unido aumentaram o número de policiais em noites de lua cheia, num esforço para lidar com índices de criminalidade presumidamente mais altos.

Seguindo Aristóteles e Plínio, o Velho, alguns autores contemporâneos, como o psiquiatra Arnold Lieber, de Miami, presumiram que os efeitos comportamentais da Lua cheia ocorreriam por influência lunar na água. O corpo humano, ao todo, é composto de cerca de 80% de líquido e, deste modo, a Lua pode agir, de maneira misteriosa, alterando o alinhamento das moléculas do sistema nervoso central.

Mas, por pelo menos três motivos, essa teoria pode “ir por água abaixo”. Primeiro, os efeitos gravitacionais da Lua são muito pequenos para causar qualquer alteração significativa na atividade cerebral, que dirá, então, no comportamento. Como notou o astrônomo George Abell, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, um mosquito pousado em nosso braço exerce uma força gravitacional mais potente do que o satélite. Em segundo lugar, a força gravitacional da Lua afeta apenas corpos de água abertos, como oceanos e lagos, mas não fontes contidas, como o cérebro humano. E, por último, o efeito gravitacional é tão forte durante a lua nova – quando ela é invisível para nós – quanto durante a fase cheia (quando se acredita que seu poder místico esteja mais intenso).

E, ainda, o problema mais grave para os crentes fervorosos no efeito lunar: não há nenhuma evidência de que ele exista. O psicólogo James Rotton, da Universidade Internacional da Flórida, o psicólogo Ivan W. Kelly, da Universidade de Saskatchewan, e o astrônomo Roger Culver pesquisaram ampla e profundamente a existência de efeitos comportamentais consistentes causados pela lua cheia. Em todos os casos, eles saíram de mãos vazias. Esses pesquisadores combinaram resultados de múltiplas investigações, tratando-os como um único grande estudo – procedimento estatístico chamado meta-análise – e descobriram que a lua cheia não tem correlação alguma com eventos hostis, incluindo crimes, suicídios, problemas psiquiátricos e aumento das chamadas dos serviços de emergência. No artigo “Muito tumulto por causa da lua cheia”, publicado no periódico Boletim de Psicologia, Rotton e Kelly, com bom humor, deram adeus às pesquisas sobre o efeito da lua cheia e concluíram que não eram necessários estudos mais profundos.

Críticos persistentes, porém, discordam dessa conclusão e apontam algumas descobertas positivas que surgiram em estudos dispersos. Ainda assim, um punhado de pesquisas, que parecem apoiar a existência desse efeito, não se sustenta após uma investigação mais detalhada. Em um trabalho publicado em 1982, um time de autores relatou que acidentes de trânsito eram mais freqüentes nos períodos de lua cheia. Mas um erro fatal estragou essa descoberta: no período estudado, as luas cheias foram mais comuns em finais de semana, quando pessoas dirigem mais e, não raro, também se excedem no consumo de álcool. Quando os autores retomaram a análise dos dados, eliminando esse fator, o “efeito lunar” desapareceu.

Mas fica uma questão: se a influência da Lua é meramente uma lenda psicológica e astronômica, por que é tão disseminada? Existem diversas razões prováveis. A cobertura da mídia, quase certamente, tem papel importante. Os filmes de Hollywood mostram noites de lua cheia como um pico de ocorrências assustadoras: esfaqueamentos, tiroteios e comportamentos psicóticos.

Em diferentes culturas, variações do comportamento humano foram atribuídas às fases lunares; para pesquisadores, a teoria pode ser considerada um “fóssil cultural”
por Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz
[continuação]

Talvez mais importante: um estudo mostra um fenômeno, que os pesquisadores Loren e Jean Chapman, da Universidade de Wisconsin-Madison, chamaram de correlação ilusória: a percepção de uma associação que, de fato, não existe. Por exemplo, muitas pessoas com dores nas articulações afirmam que seu incômodo aumenta quando o tempo está chuvoso, embora pesquisas desmintam essas afirmações. Muito parecidas com miragens de água vistas em estradas durante os dias quentes de verão, essa impressão equivocada pode nos enganar e nos fazer perceber um fenômeno, mesmo na sua ausência. Ela resulta, em parte, da propensão de nossas mentes para prestar atenção – e lembrar – da presença de eventos, mais do que de sua falta (é mais comum nos recordarmos de quando tivemos dor do que de quando não tivemos).

Quando há lua cheia e algo inusitado ocorre, normalmente notamos, falamos para os outros e relembramos o fato. Fazemos isso porque tais ocorrências se encaixam em nossas pré-concepções. Um estudo já mostrou, por exemplo, que, de fato, enfermeiras psiquiátricas que acreditam no efeito lunar sobre os pacientes escreveram mais notas acerca do comportamento peculiar dos internos do que aquelas que não creem. Em contrapartida, quando há lua cheia e nada estranho ocorre, o “não evento” escapa da memória. Como resultado da lembrança seletiva, percebemos erroneamente uma vinculação entre as fases lunares e uma miríade de eventos bizarros.

Ainda, a explicação da correlação ilusória, embora seja uma parte crucial do quebra-cabeça, não indica como essa noção da lua cheia começou. Uma ideia intrigante de sua origem chegou até nós por meio de uma cortesia do psiquiatra C. L. Raison, agora na Universidade de Emory, e de vários colegas seus. De acordo com o pesquisador, o efeito lunar pode ter uma pequena semente de verdade, por, algum dia, ter sido genuíno. Ele supõe que antes do advento moderno da iluminação exterior, a claridade da lua cheia privava do sono as pessoas que viviam nas ruas – incluindo doentes mentais. A insônia, frequentemente, funciona como gatilho para a desorganização psíquica de pessoas com algum distúrbio, como transtorno bipolar. Sendo assim, a lua cheia pode ter sido ligada, há muito tempo, aos comportamentos extremados. Segundo Raison, esse efeito seria uma espécie de “fóssil cultural”. Talvez nunca saibamos se a engenhosa explicação está correta. Mas, pelo menos no mundo de hoje, esse efeito parece não ser mais confirmado do que a ideia de que a Lua é feita de queijo.


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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 00:50 0 comentários

sexta-feira, 18 de junho de 2010

REMÉDIOS PARA ALMA



Um grande insight

Posted: 20 May 2010 07:33 PM PDT
Antes de ir dormir, faça o seguinte exercício: deitado na cama, com os olhos fechados, visualize um quadro-negro, tão negro quanto você puder imaginar.

Então visualize nesse quadro-negro o algarismo 3 e faça isso três vezes. Repita o exercício visualizando o número 2 e assim sucessivamente até chegar ao 0, sempre por três vezes.

Quando você chegar ao terceiro zero, sentirá um silêncio absoluto, como se toda a existência desaparecesse de repente. Será um grande insight.

Esse exercício não levará mais do que dois ou três minutos. Você talvez durma antes de terminá-lo, mas tente chegar ao final, pois você precisa alcançar o terceiro 0.

Lembre-se também de não fazer nada com pressa: aja lentamente e de forma amorosa.

Osho, em "Uma Farmácia Para a Alma"
Imagem por llamnudds
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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:23 0 comentários


Amor é Deus em Palavras de Osho


Amor é Deus

Posted: 26 May 2010 09:22 AM PDT
Jesus diz: Deus é amor. Mas eu digo a vocês: o amor é Deus. 'Amor' é uma palavra muito mais importante do que a palavra 'Deus'. 'Amor' tem um significado existencial.

A palavra 'Deus' é completamente vazia, ela nada significa, ela não se relaciona a coisa alguma dentro de você. Ela é uma pura palavra, pura no sentido de que ela não tem qualquer realidade correspondente dentro de sua experiência.

Embora ambas as palavras indiquem a mesma verdade, 'amor' é a palavra dos poetas enquanto 'Deus' é a palavra dos teólogos. Mas, obviamente o insight poético é mais intenso, mais profundo e a sensibilidade do poeta é também muito mais refinada, muito mais sutil que a dos teólogos.

A visão do poeta é também mais estética, mais bela, mais primorosa; ela tem mais graça, mais sentido, mais significância. Além disso, a escolha dos teólogos tem sido contaminada ao longo das eras por tantas pessoas: hindus, cristãos, muçulmanos; por tantas igrejas; por tantas religiões, as quais fingiam ser religiosas, mas não eram.

Amor ainda permanece sem contaminação; ele ainda é virgem.

Assim, deixe-me repetir: em vez de dizer Deus é amor, diga amor é Deus, e você estará mais próximo da verdade. E não apenas mais próximo, você imediatamente estará ligado à verdade, porque o amor é uma experiência sua.

Ele pode não ser tão profundo ao ponto de ser tornar Deus, mas ainda assim, ouro é ouro, mesmo que não seja refinado. O diamante é diamante mesmo que não tenha sido lapidado e polido. O diamante pode estar perdido no meio da lama, mas, a qualquer momento, ele pode ser limpo, a lama não consegue entrar dentro do seu ser.

O amor é o seu ser. E no momento em que usamos a palavra 'Deus', grandes controvérsias se levantam. Use a palavra 'amor', e ficam descartados: teísmo, ateísmo e todo tipo de argumentos desnecessários.

O amor também representa o centro mais interno da própria existência. A existência não é indiferente a você, ela não é distanciada. Ela está envolvida com você, ela cuida de você. Ela pode não cuidar do jeito como você queria ser cuidado, mas ainda assim, ela cuida da maneira que lhe é própria. E a sua expectativa pode não ser verdadeiramente a sua necessidade; pode ser exatamente o oposto.

A existência de fato preenche as suas necessidades, não o que você gosta e desgosta, não o que você quer; mas as suas necessidades reais, verdadeiras e autênticas são sempre cuidadas. A existência não pode ser indiferente a você: você é parte dela. Ser indiferente a você significaria ser indiferente a ela mesma, o que é impossível. A existência já teria desaparecido há muito tempo, se fosse assim.

Nós somos as suas ondas. Nós somos as flores dessa árvore de vida e existência. O seu desejo de ser amado e o seu desejo de amar é o seu desejo mais supremo. Ele mostra algo da sua natureza básica fundamental, ele representa o seu centro mais interno, ele representa isso.

Uma vez que você entenda o amor como Deus, toda a sua visão da vida irá mudar. Então você não irá venerar num templo ou numa igreja ou numa mesquita: então o amor será a sua veneração. E então você não terá medo da existência, porque ela cuida de você.

O medo desaparecerá. Você não terá medo nem mesmo da morte, porque a morte só pode levar aquilo que não é mais necessário, mas ela não pode destruir você.

Osho, em "Unio Mystica"
Fonte: Osho Brasil
Imagem por Jessica.Tam
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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:57 1 comentários

Canal Aldo Novak no YouTube http://www.youtube.com/AldoNovak






"Qualquer pessoa capaz de enfurecer você se torna seu mestre, mas ela só pode fazer isso com sua permissão."

Epiteto, ex-escravo e filósofo grego.

.
Pode parecer estranho, mas a verdade é que ninguém pode forçar você a ficar triste, chateado, bravo, nervoso ou o que quer que seja - até mesmo enfurecido. Não sem sua participação ativa neste processo, permitindo que as ações dessa pessoa causem emoções tão negativas em você.

Sei que não é o que parece, quando somos atingidos por palavras de pessoas que consideramos importantes. Mas percepção não é realidade. Ainda que pareça que nossas emoções são controladas por outras pessoas, a verdade é que ninguém as controla. Exceto você.

Somo nós quem damos poder para que outras pessoas acabem controlando o que sentimos. Isso é um erro. Quando você notar que está se enervando com alguém, lembre-se de que é você mesmo quem está gerando isso. A pessoa pode até ser um catalisador do processo, mas é você quem está autorizando este poder. Não ela.

Epiteto, autor da frase dessa semana, sabe bem o que é isso. Foi escravo de um dos mais cruéis secretários de Nero. E, com este pensamento, tornou-se filósofo e escapou da escravidão.

Se você tem um "secretário de Nero" perto de você, talvez seja o momento de repensar seu grupo de pessoas importantes. No livro A Vida Não Tem Segredo, eu e Marcelo Ferrão explicamos que você é a média das pessoas com as quais mais convive. O livro será lançado para compra na próxima semana, mas você pode adquirir agora, por este link.

Mas não é necessário um livro para entender que muito do nosso sucesso e felicidade na vida são derivados das pessoas que nos cercam e da nossa capacidade em não darmos poder para as pessoas erradas. Lembre-se de que "qualquer pessoa capaz de enfurecer você se torna seu mestre, mas ela só pode fazer isso com sua permissão."

Agora pense e responda:

Quem será o mestre de sua vida hoje?
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:15 0 comentários


A cor do silêncio

Posted: 27 May 2010 07:05 PM PDT
Sempre que olhar para alguma coisa azul, para o azul do céu, para o azul do rio, sente-se silenciosamente e olhe dentro desse azul; você sentirá uma profunda sintonia com ele.

Um grande silêncio descerá sobre você sempre que meditar sobre a cor azul.

O azul é uma das cores mais espirituais porque é a cor do silêncio, da quietude. É a cor da tranquilidade, do repouso, do relaxamento.

Assim, sempre que você estiver realmente relaxado, de repente sentirá interiormente uma luminosidade azulada. E se puder sentir uma luminosidade azulada, sentir-se-á inteiramente relaxado. Isso funciona dos dois jeitos.

Osho, em "O Livro Orange"
Imagem por mrhayata
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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:08 0 comentários


"Fale Pouco, Estúpido"

Posted: 29 May 2010 07:59 AM PDT

Perguntaram a Osho: Osho, por que você fala sempre durante noventa minutos?

Há muitas razões, mas porque os noventa minutos vão se completar logo, eu lhe falarei só sobre algumas.

A primeira é: depois de trinta minutos, você dorme durante um terço do tempo. Depois de sessenta minutos, dois terços. Depois de noventa minutos, o tempo todo. Então eu tenho que partir.

E a segunda: eu não tenho esposa aqui. Primeiro você terá de ouvir uma história, então você entenderá minha resposta. O que quero dizer quando digo que não tenho uma esposa?

Contam que um grande líder político, sempre que queria falar, costumava prolongar-se e prolongar-se, sem terminar, mas, sempre que sua esposa estava presente, a fala dele era muito curta e suave.

Seu secretário era perfeitamente capaz de entender do que se tratava: quando a esposa estava presente, ele tinha medo.

Assim, não havia curiosidade a respeito disso, mas sobre uma coisa ele tinha grande curiosidade. Antes de o líder começar a falar, a esposa sempre enviava uma pequena nota pelo secretário. Era sempre assim.

Um dia, só por curiosidade, ele olhou para a nota. Não havia muito — só uma única palavra: KISS ("beijo", em inglês). Ele pensou: "Ela o ama tanto, sempre envia uma nota dizendo 'KISS' antes que ele inicie!"

De modo que, certo dia, quando se encontrou sozinho com o líder, ele disse: "O senhor tem uma esposa muito interessante! Vive com ela há trinta anos, e ela ainda é tão romântica — toda vez que você fala, ela envia uma nota dizendo 'KISS'".

Mas o político ficou muito triste e disse: "Você não entende. É uma palavra em código: ela significa 'Keep It Short, Stupid' (Fale Pouco, Estúpido)".

Chega por hoje.

Osho, em "A Revolução: Conversas Sobre Kabir"
Imagem por Pierre LaScott
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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:05 0 comentários



Permaneça desligado

Posted: 30 May 2010 04:36 PM PDT
Você precisa chegar a um estado de conscientização onde nada mais lhe impressione, você pode ficar desligado. Como fazer isso? Por todo o dia a oportunidade está aí para fazê-lo. É por isso que digo que esse método é bom para você fazer.

A qualquer momento que você ficar ciente de que algo está lhe possuindo. Então respire fundo, inale profundamente, exale profundamente, e veja a coisa de novo. Enquanto você estiver exalando olhe para a coisa novamente, mas olhe apenas como uma testemunha, como um espectador.

Se você puder alcançar o estado testemunhante da mente mesmo por um simples momento, subitamente você irá sentir que você está só, nada pode lhe impressionar, pelo menos nesse momento nada pode criar desejo em você.

Tome uma profunda respiração e exale-a quando você sentir que alguma coisa está lhe impressionando, lhe influenciando, lhe arrastando para longe de você, ficando mais importante do que você mesmo.

E nesse pequeno intervalo criado pela exalação olhe para a coisa – uma bela face, um belo corpo, um belo edifício, ou para coisa alguma. Se você sentir que isso é difícil, se apenas exalando você não puder criar um intervalo, então faça mais uma coisa: exale, e pare a inalação por um momento assim que a exalação jogou todo o ar fora. Pare, não inale. Então olhe para a coisa.

Quando o ar estiver fora, ou dentro, quando você tiver cessado de respirar, nada pode lhe influenciar. Nesse momento você está desligado – a ponte está quebrada.

Respirar é a ponte. Tente isso. Será só por um simples momento que você terá a sensação de testemunhar, mas isso lhe dará o sabor, isso lhe dará a sensação do que é o testemunhar. Então você pode prosseguir com isso.

Por todo o dia, sempre quando alguma coisa lhe impressionar e surgir um desejo, exale, pare no intervalo, e olhe para a coisa. A coisa estará lá, você estará lá, mas não haverá nenhuma ponte. Respiração é a ponte.

Subitamente você irá perceber que você é poderoso, você tem potencial. E quanto mais poderoso você sentir mais você se tornará. Quanto mais coisas caírem, mais o poder delas sobre você cai, mais cristalizado você se sentirá. A individualidade começou.

Agora você possui um centro para o qual se referir, e a qualquer momento você pode mover-se para o centro e o mundo desaparece. A qualquer hora você pode abrigar-se no seu próprio centro e o mundo fica sem força.

Osho, em "The Book of Secrets"
Imagem por MiiiSH
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Uma mão que conheça a beleza de uma rosa

Posted: 01 Jun 2010 08:00 PM PDT
Precisamos de pessoas mais felizes ao redor da terra para impedir a terceira guerra mundial. Estas armas nucleares e estas máquinas de guerra destrutivas não podem funcionar por si mesmas. Elas estão sendo operadas por seres humanos, atrás delas estão mãos humanas.

Uma mão que conheça a beleza de uma rosa não pode jogar uma bomba sobre Hiroshima.

Uma mão que conheça a beleza do amor não pode guardar uma arma carregada de morte. Apenas um pouco de contemplação e você irá entender o que estou dizendo

Estou dizendo: espalhe riso, espalhe amor, espalhe os valores positivos da vida, cultivem mais flores ao redor da terra. Tudo que é belo, apreciem isso – e tudo que é desumano, condenem isso.

Osho, em "Hari Om Tat Sat"
Imagem por Pink Sherbet Photography
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A vida é sempre incerta

Posted: 15 Jun 2010 08:07 PM PDT
Comece a agir espontaneamente. Será difícil no início, você sentirá muito desconforto. Com uma resposta premeditada há menos desconforto, por que você tem mais certeza.

Por que nós não somos espontâneos? É por medo. O medo de que a resposta possa estar errada, assim é melhor decidir antes. Aí você tem certeza.

Mas a certeza sempre pertence à morte. Lembre-se: a vida é sempre incerta. Tudo o que é morto é certo, a vida é sempre incerta.

Tudo o que é morto é sólido, rígido; sua natureza não pode ser mudada. Tudo o que é vivo está mudando, movendo-se; é um fluxo, uma coisa líquida, flexível; pode voltar-se para qualquer direção.

Quanto mais você adquire certezas, mais você perderá vida. E esses que sabem, sabem que a vida é Deus. Se você perder vida, você perde a Deus.

Osho, em "Um Pássaro em Voo: Conversas Sobre o Zen"
Imagem por Reinante El Pintor de Fuego
www.palavrasdeosho.com
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 21:41 0 comentários


Link to Feed InconscienteColetivo.net

(Nome pode influenciar no futuro do bebê, diz estudo)

Posted: 16 Jun 2010 02:14 PM PDT


Escolher um nome do bebê é uma tarefa difícil para muitos pais. E, segundo recente pesquisa publicada nos Estados Unidos, eles têm razão de pensar assim. De acordo com o estudo, publicado no site Live Sience, um nome pode ter um impacto profundo sobre a criança e repercutir muito na idade adulta.

“Há uma razão pela qual os livros de nome para bebês são extremamente populares”, disse o autor do trabalho, o pesquisador David Figlio, da Northwestern University, em Illinois. “Nós sempre pensamos a respeito da primeira parcela da identidade de uma criança e se nós, como sociedade, prestamos muita atenção aos nomes faz muito sentido que os nomes das pessoas possam influenciar a forma como elas pensam sobre si mesmas e a forma como as pessoas pensam sobre elas”, afirmou.

Uma abundância de pesquisas sugere que o nome escolhido para um bebê traz impactos para toda a sua vida. Por exemplo, dar a seu filho menino recém-nascido um nome que soe feminino pode significar problemas de comportamento na vida adulta. E os nomes originais e incomuns que apenas o seu bebê terá pode trazer dificuldades também.

Pesquisas sugerem que o nome escolhido para um bebê traz impactos para toda a sua vida
Pesquisas sugerem que o nome escolhido para um bebê traz impactos para toda a sua vida

Um estudo britânico realizado com 3 mil pais e publicado em maio afirma que um em cada cinco pais lamenta o nome que escolheu para o seu filho. Na pesquisa, os relatos mostravam que muitos deles, inclusive, estavam angustiados sobre os nomes incomuns ou de grafia estranha que tinham escolhido. E mesmo aqueles que não lamentaram explicitamente a escolha do nome, admitiram haver nomes que preferiam ter escolhido. O estudo foi realizado pelo site Bounty.com, que apresenta a lista dos nomes mais populares da história.

Nomes de meninas

Meninos com nomes tradicionalmente dados às meninas são mais propensos a portar-se mal que seus colegas com nomes masculinos, mostra a pesquisa da Northwestern University. Nas primeiras séries da escola primária, os meninos com nomes como Ashley e Shannon, por exemplo, se comportam como os seus colegas com nomes mais masculinos, como Brian e John. “Quando essas crianças com nomes ligados ao sexo oposto chegam à quarta ou quinta série, de repente, as taxas de problemas disciplinares sobem como um foguete. Isso piora muito no caso de ter uma menina na classe com o mesmo nome”, afirmou Figlio.

Imagine-se, disse Figlio, sendo um garoto e tendo de ficar cara a cara todos os dias com uma menina na sua sala de aula com o mesmo nome que você. Você não ficaria confortável. Essa sensação já indica que os sentimentos de autoconsciência nesse caso, que talvez sejam ampliados por provocação de terceiros, desempenham um forte papel no comportamento.

Nomes de menino em garotas também têm efeitos. Em um estudo de 2005, Figlio analisou nomes e seus fonemas e descobriu a probabilidade de pertencerem a uma menina. Por exemplo, os nomes Kayla e Isabella eram tão femininos fonemicamente que sua probabilidade de pertencerem a uma menina eram de 100%. No outro extremo do espectro, Taylor, Madison e Alexis foram foneticamente previstos para ter duas vezes mais probabilidades de pertencer a meninos do que a meninas. “Nos resultados de análises em turmas universitárias, encontrei mais garotas com nomes que são mais femininos que haviam escolhido cursos avançados em ciências humanas. E que garotas com nomes menos femininos são mais propensas a escolher cursos de matemática e exatas”, disse Figlio.

Mas o pesquisador ressalta que são dados estatísticos e que isso não confirma por si só que um cause o outro. Segundo ele, uma explicação poderia ser que, na infância, os pais tratassem uma filha chamada Morgan diferentemente de sua irmã Elizabeth, cujo nome é muito mais feminino. “Será que os pais sabem quando escolhem o nome que ele pode até moldar seu comportamento em relação a sua filha?” pergunta Figlio.

Status socioeconômico e expectativas

Bebê entediado


Assim como o sotaque de uma pessoa ou a roupa podem indicar alguma coisa sobre o contexto ou caráter individual, o nome também pode carregar significados. E, assim como qualquer outro indicador externo, os nomes podem mentir.

Figlio recolheu nomes de milhões de certidões de nascimento e, em seguida, quebrou cada nome em mais de mil componentes fonêmicos. Ele analisou os nomes por combinações de letras, complexidade e outros fatores e depois utilizou uma análise estatística para descobrir a probabilidade de que o nome pertencesse a alguém de baixo nível socioeconômico.

“Crianças que têm nomes que – a partir de uma perspectiva linguística – são mais comuns de ser dados por pais com baixa escolaridade acabaram sendo tratadas de forma diferente”, disse Figlio. “Eles, estatisticamente, vão pior na escola e são menos propensos a ser recomendados para classes se superdotados e maior probabilidade de serem classificados como incapazes de aprender.”

Reunião de baixas expectativas

A ligação entre um nome e o sucesso do indivíduo mais tarde na vida podem ter relação com estas miudezas satisfazendo as expectativas dos outros sobre eles. Nomes que soam como vindos de uma família de baixo nível socioeconômico podem ser simplesmente “lidos” socialmente como menos capazes de alcançar sucesso, por exemplo.

“As pessoas tiram sugestões do subconsciente o tempo todo sobre as pessoas. Você conhece uma pessoa, a vê pela primeira vez, e – sem pensar em um nível consciente – você está olhando para a maneira como ela está andando, como soa o sotaque dela, como ela está vestida, o cheiro … e você está desenvolvendo essas reações e conclusões imediatas”, disse Figlio. Ele acrescentou: “Eu penso que há provavelmente uma razão evolucionária por trás disso. Nós trabalhamos duro para tentar descobrirem um piscar de olhos se queremos ou não confiar em alguém ou se queremos fugir de alguém.”

Hoje, Figlio disse imaginar um professor no primeiro dia de aula olhando para os seus alunos e tentando descobrir o que esperar de cada criança. Muitos professores questionados disseram a Figlio que têm que se policiar para não tirar conclusões precipitadas sobre os alunos. ” Vejo esse nome… eu acho que talvez ele não tem os pais ativos”, dizem. E assim a história continua, pois, segundo o pesquisador, os estudos têm mostrado que as crianças normalmente atendem às expectativas sociais sobre elas.

Autoestima

Bebê Menina


Mas mesmo que seu nome soe como pertencente a classes altas, isso não vai importar se você não gostar dele. A pesquisa mostrou uma forte ligação entre uma pessoa gostar ou não gostar de seu nome com alta ou baixa autoestima, respectivamente.

“A relação é tão forte que quando as pessoas querem medir a autoestima de uma forma mais sutil podem fazê-lo com a tarefa de carta-nome”, disse Jean Twenge, pesquisador da San Diego State University, nos Estados Unidos, referindo-se a um método no qual os sujeitos relatam se gostam ou não de letras diferentes do alfabeto. Aqueles com alta autoestima geralmente gostam das letras que estão em seus nomes, especialmente a primeira letra, disse ela. Faz sentido se você pensar sobre o quanto de uma pessoa é o seu nome.

“Nossos nomes estão realmente envolvidos em nossa identidade”, afirmou a pesquisadora. “As pessoas que não gostam dos seus nomes e também as que acreditam que outras pessoas pensam que é um nome estranho e antipático, tendem a não ser bem ajustadas”, afirma.

Insólitos versus nomes comuns

Quando é hora de escolher o nome do bebê, existem dois tipos de pais: aqueles que querem um nome incomum e aqueles que preferem um nome mais comum usado por muitas crianças.

A diferença entre escolher um entre cinco nomes comuns relativamente simpáticos é pequena em termos de qualquer impacto sobre a vida da criança. “Se você está escolhendo entre um nome relativamente agradável, nome comum e que é realmente estranho, essa escolha definitivamente pode ter um impacto”, disse Twenge.

O nome pode ser um reflexo do estilo de vida dos pais. “O pai que diz: eu quero meu filho seja único e se destaque¿ e dá à sua criança um nome incomum, provavelmente terá um estilo parental que enfatiza a singularidade e o destaque”. Ela acrescentou: “O tipo de pai que iria dar um nome bem incomum é muitas vezes o que tem um comportamento bem diferente do que diz – eu quero dar a meu filho um nome que faça ele se sentir aceito” , afirma.

Livros de aconselhamento e blogs sobre nomes de bebês muitas vezes sugerem mudar a ortografia comum do nome, a fim de acrescentar alguma diferença nele. Os resultados preliminares do trabalho de Figlio sugerem que isso pode não ser uma boa ideia. Crianças com nomes comuns com ortografia desviante tende a ter abrandadas as capacidades de ortografia e leitura.

“Isso sugere muito sobre a interiorização das reações sociais ao nome”, disse Figlio. “Você tem um filho chamado Jennifer escrito com um ‘G’ e a professora diz: ‘tem certeza de que seu nome é escrito desta maneira?” Isso pode ser extremamente difícil para a confiança de uma pessoa”.

Tudo isso os pais acabam por perceber mais tarde, como mostra o estudo do site Bounty. Segundo o site, um quinto dos pais britânicos participantes do estudo desejavam ter escolhido um nome mais fácil de soletrar e um em cada 10 pensou que o nome escolhido foi inteligente no momento, mas disse que a novidade tinha se desgastado depois.

Fonte: Terra

Imagens: Google
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 21:19 0 comentários


Dançando como uma árvore

Posted: 16 Jun 2010 09:21 PM PDT
Erga os braços e sinta-se como uma árvore num vento forte. Dance como uma árvore na chuva e ao vento.

Permita que toda a sua energia transforme-se numa energia dançante. Balance e mova-se com o vento, sentindo-o passar por você.

Esqueça que tem um corpo humano — você é uma árvore; identifique-se com ela. Se possível, fique ao ar livre, entre as árvores, transforme-se numa delas e deixe que o vento passe através de você.

Sentir-se identificado com uma árvore é imensamente fortificante e nutritivo. Entra-se facilmente na consciência primal. As árvores estão aí; fale com elas, abrace-as e, de repente, sentirá que tudo vem de volta.

E se não for possível sair ao ar livre, pare no meio da sala, visualize-se como uma árvore e comece a dançar.

Osho, em "O Livro Orange"
Imagem por Uqbar is back
www.palavrasdeosho.com
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 21:14 0 comentários


Amor.

O desejo pela totalidade é inerente a tudo, mas somente o homem tornou-se consciente disso.

Dessa forma o homem vive sob tensão, e apenas quando esse anseio é realizado seu estado negativo de tensão é eliminado.

A tensão é simbólica do potencial infinito como também das infinitas possibilidades.

O homem não é o que ele pode ser, e a menos que ele seja aquilo que ele pode ser ele não pode ficar à vontade.

Esse mal-estar é o homem, e a saúde está na totalidade.

O fato de que a língua inglesa possui uma mesma raiz para as palavras todo (whole), sagrado (holy) e cura (heal) oculta uma profunda verdade:

Aquele que é total é também curado, e ser curado é ser total.

Essa integridade só pode ser alcançada tornando-se totalmente consciente de si mesmo: a escuridão do inconsciente é para ser penetrada e transformada em luz.

E a meditação é o método.


osho
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 21:09 0 comentários
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