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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A SUPREMA REALIZAÇÃO DO SER
GERANDO CONHECIMENTO
| A Teia do Medo e a Teia do Amor |
| Escrito por Cláudio Azevedo |
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É através das energias emocionais, que circulam nos centros energético-informativos (os Chakras), que a ‘persona’ se conecta com a dimensão espiritual do ser. Precisamos das emoções para compreender o “não-físico”. A função básica do corpo de desejo (Kama) é converter as vibrações captadas pelos órgãos físicos em sensações, de forma que o instinto básico de sobrevivência, nossa herança unicelular, possa agir em nossa autopreservação. Os centros energético-informativos do corpo etérico são os responsáveis por essa transferência energético-informativa para fins de conversão em sensações. A maioria das vibrações físicas gera sensações neutras, mas algumas delas, quando confrontadas com nosso centro etérico de sobrevivência (primeiro Chakra), geram as sensações de “agradável” ou “desagradável” no nosso corpo astral. Ambas as sensações, “agradáveis” e “desagradáveis”, geram respostas físicas, emocionais e mentais. Uma sensação, no corpo de desejo, quando chega ao corpo mental gera uma percepção. A essa percepção dá-se o nome de “sentimento de prazer”, se for uma sensação agradável, ou “sentimento de dor”, se for desagradável. Assim, a percepção e o sentimento associado envolvem a utilização do corpo astral, e a volta energético-informativa ao Sistema Nervoso Mental e Emocional torna a percepção e o sentimento conscientes no estado de vigília. A percepção e o sentimento de dor geram reações energéticas de raiva e de medo, sempre que a sobrevivência nos é ameaçada. Se não há ameaça à sobrevivência, a percepção e os sentimentos de dor e de prazer, com o tempo, condicionam o surgimento de energias de apego e de repulsa (o desejo de repetir a sensação e o desejo de não repetir a sensação) no corpo de desejo (Kama). Assim, os desejos (apego e repulsa) envolvem a utilização e o processamento da memória, em busca de sensações agradáveis e desagradáveis já sentidas, que vêm ao consciente através do Sistema Nervoso Mental. As energias dos sentimentos de prazer ou de dor ocasionam desejos de experimentar esse prazer novamente, ou de evitar a dor, que surgem somente após o término da experiência ou na eminência de seu início. As energias do medo e da raiva ficam armazenadas na porção astral do primeiro Chakra, as de dor e prazer no segundo e as do desejo (apegos e repulsas) são armazenadas na porção astral de nosso terceiro Chakra. O primeiro e o segundo Chakras se relacionam com o bem-estar físico do corpo, e o terceiro Chakra com a energia necessária à busca desse bem estar. Dor, prazer, apego e repulsa, medo e raiva se mesclam. O apego aos objetos de prazer gera dor ou prazer se os perdemos ou ganhamos, respectivamente. A repulsa aos objetos de dor gera mais dor ou prazer se entramos ou não em contato com eles, respectivamente. A possibilidade, ou de perder os objetos de prazer e não reavê-los ou de encontrar objetos de dor, leva ao medo e as suas ocorrências levam à raiva. Essas energias do medo e da raiva, energias provenientes do primeiro Chakra, inundam todos esses três centros energéticos. Já o prazer de ganhar um objeto de apego gera mais prazer e apego e a dor de entrar em contato com objetos de repulsa gera mais dor e repulsa, num ciclo vicioso que aprisiona mais e mais energia na porção astral do primeiro, segundo e terceiro Chakras. O desejo não é uma energia negativa em si, pois traz consigo o poder de realizar. Esse poder é uma função mental que traz em si a capacidade de obter ou repelir. Quando surge o desejo por algo, o corpo mental logo se encarrega em formular estratégias para a sua obtenção. Assim se obtém experiência e diversas formas de “poder mental”, mas também de controle (Cf. adiante). O ponto-chave está na transformação, ou não, do desejo em apego, repulsa ou controle. A nível físico, o Sistema Nervoso Mental capta, traz à consciência e integra os vários sinais sutis, provindos do terceiro Chakra astral e relacionados com o desejo, comparando-os com os registros prévios da memória, também resgatados à consciência, usando, para isso, as fibras de associação secundárias (raciocínio lógico) e terciárias (raciocínio abstrato e ordenação dos pensamentos). Desse processamento consciente, a nível físico, e inconsciente, a nível mental, surgem a nível astral as emoções (captadas pelo Sistema Nervoso Emocional) e as ações relacionadas de comportamento emocional e social (gerenciadas pela área pré-frontal cerebral). As emoções são um amálgama das energias sutis dos desejos com o intelecto e com o pensamento, as quais se tornam conscientes quando captados pelo Sistema Nervoso Mental, ou seja, a emoção é a conscientização do desejo. A emoção propriamente dita é incontrolável. Para se ter algum controle sobre as emoções, é imprescindível a análise dos caminhos tortuosos que a provocaram. É observar conscientemente, com o Sistema Nervoso Mental, o Sistema Nervoso Emocional: os fatores provocadores e as respectivas reações emocionais conscientes. Decorre daí a importância fundamental das emoções e dos sentimentos na evolução espiritual do ser humano. A mente pode ser controlada, mas os sentimentos e emoções não. No máximo podem ser escondidas, ou seja, terem a sua captação suprimida pelo Sistema Nervoso Emocional. Em geral, somente as mulheres têm o terceiro Chakra (das emoções) receptivo e funcionante, no sentido de se estar aberto aos sentimentos. A energia dos homens sobe do primeiro para o segundo Chakra e pára. Está estagnada no Chakra da sexualidade e não sobe ao Chakra dos sentimentos e emoções. O desafio dos homens é se abrirem aos sentimentos e emoções. Não é fugindo do prazer e da dor que obteremos o domínio dessa nossa natureza inferior. Somente quando enfrentarmos essas sensações, sentimentos, desejos e emoções, com suas tensões e pressões associadas, é que obteremos os mecanismos necessários ao seu domínio consciente. Muitas vezes será necessária uma fuga estratégica para recuperar nossas forças, mas quando conseguirmos desenvolver a paciência, a serenidade e a calma diante de situações difíceis, a nossa natureza inferior será finalmente subjugada. Não será reprimindo-os à força que eles serão subjugados, pois eles facilmente passarão à mente subconsciente, daí dando origem a diversos transtornos psicológicos aos quais a psicologia chama “complexos”, de onde continuarão comandando, veladamente, o comportamento pessoal. Quando a energia do desejo se transforma em apego ou repulsa, outras formas energéticas podem surgir. A forma intelectualizada do apego é o amor humano (Eros), e a da repulsa é o ódio humano. São a mesma forma de energia com polarizações diferentes. O amor é o uso integrativo da energia, une e atrai, enquanto o ódio é o uso desintegrativo, que separa e repele. Ambas as formas ficam armazenadas no terceiro Chakra etérico e nesse centro ódio e amor podem gerar três tipos de comportamento emocionais (e/ou sociais) cada um, de acordo com as relações sociais (de um superior para um inferior, de um inferior para um superior ou entre iguais) existentes. O amor que olha para baixo é a benevolência e o que olha para cima é a veneração, a fé e a devoção. O amor entre iguais, socialmente falando, gera ternura mútua, confiança, respeito, prazer em ajudar com doçura. O ódio ao inferior gera o menosprezo, enquanto o ódio entre iguais gera raiva, cólera, insolência, agressividade e violência. Já o ódio ao superior gera o receio que pode tornar-se medo. A ansiedade seria uma reação normal do indivíduo a todas essas emoções, geradas pelas circunstâncias sociais ou familiares que ele tenta dominar desde a infância. Todas essas formas de amor e de ódio podem gerar ansiedades que buscam contentamento e prazer, que quando obtidos, ou não, geram mais ansiedades. A ansiedade é inseparável do medo, energia contrária ao amor. Quando essa energia da ansiedade aumenta, e chega a um certo nível crítico, surgem emoções mais ativas, como as neuroses e os estresses, ou emoções passivas, como a melancolia e a depressão. Todas essas energias acumulam-se, então, no quarto Chakra e se retro-alimentam, aumentando a si próprias: a teia do medo chega ao coração. Ou seja, com o prosseguir da existência, aquelas reações (neuroses, estresses, depressões e ansiedades), frutos do desejo (apego ou repulsa) de coisas impermanentes, chegam a um ponto em que o acúmulo da energia do medo nos Chakras fica crítico, fruto de um ciclo vicioso pernicioso (astral, etérico e físico) que só pode ser rompido com o uso de energias superiores (mentais). Aí ou se deixa, por ignorância e/ou comodidade (lei do hábito), a autopreservação agir (usando a energia do medo e da raiva acumuladas) e se reprimem as emoções, com conseqüências imprevisíveis e inúteis, ou se abre o coração (quarto Chakra) para novas alternativas de transcendência: o não agir (o wu-wei dos taoístas). A primeira alternativa gera a resposta de “lutar ou fugir” e a segunda leva a nos “fingirmos de morto”. Então podemos escolher como usar as energias acumuladas nos três primeiros Chakras e quais tipos de energia acumular no quarto Chakra: a tristeza e a depressão, com sua teia do medo, ou a alegria e a felicidade com a sua teia do amor. A priori, não há nada de errado em nenhuma das opções. O problema é o perigo de se ficar preso na teia do medo, pois se escolhermos a primeira opção (lutar ou fugir) e reprimirmos as emoções, gerar-se-ão tensões musculares, transtornos cardíacos, respiratórios e endócrino-metabólicos, que trazem mais dor e sofrimento. O aumento do sofrimento aumenta a ilusão da separatividade pelo reforço da percepção do “sujeito sofredor” (“eu” estou sofrendo). Negar as emoções, como se fossem “coisas feias”, as joga ao subconsciente para reforçar a nossa Sombra. Mas se não houver repressão emocional, o medo e a raiva serão apenas sinais de alerta que apontam para algum fato que deve ser resolvido conscientemente. Já com a segunda opção (o não agir), transcende-se a dor e o prazer na unidade deles. Mas como isso se dá? Esse não agir implica num processo mental de se observar conscientemente tudo o que está se passando nos planos físico, etérico e astral (sensações, sentimentos, desejos e emoções) e entender o seu mecanismo (gerar conhecimento) auto-suficiente e automático, regido pela lei do hábito (Cf. em AUTOCONHECIMENTO, no capítulo anterior). Observar o que se passa traz, necessariamente, uma desidentificação com os nossos corpos físico-etérico e astral. Entendemos, finalmente, que não somos todos aqueles processos descritos de sensações, sentimentos, desejos e emoções, e ficamos prontos para transcendê-los. Percebemos, enfim, que não somos as nossas sensações e sentimento nem nossos desejos e emoções, mas que eles surgem e permanecem em nós, num ciclo vicioso, devido a causas bem definidas. Onde houver tristeza devemos procurar o apego por trás dela. Através da busca do desapego aos objetos de desejo, pela eliminação do véu da ignorância (a percepção de outro nível de realidade sujeito/objeto, inseparáveis e unos) é possível essa transcendência. Mas dois fatores são imprescindíveis nesse processo: a existência do amor e de um sentido à vida. Cura alguma será completa a menos que o homem se sinta amado e assim encontre uma motivação, uma razão para prosseguir. Para se poder transcender esse ciclo vicioso (astral e físico-etérico) é necessário se usar o poder da vontade no intuito de quebrar os hábitos provenientes de emoções negativas (do ódio) e desenvolver novos hábitos baseados no amor e não no medo. Vê-se, então, que o centro do poder da vontade realmente está num nível acima do plano astral (das emoções), pois pode atuar sobre ele transformando-o.
Esse processo de desidentificação é primordial para que possamos observar nossos corpos inferiores em suas ações e reações. Somente após o entendimento dessas ações e reações, mantidas devido ao hábito, é que poderemos usar de nossa vontade para mudá-las. Esse processo de dissociação requer introspecção, recolhimento e paciência, uma vigilância contínua de nosso “eu inferior”, visando reconhecer padrões antigos e substituí-los por novos, através de longo esforço e prática constante. É estar consciente no presente, através do exercício da atenção. Após conhecermos os mecanismos que levam à gênese do desejo, passamos a compreender que não há problema em sentir prazer, não podemos é nos apegarmos aos fatores que o provocam. Já a dor sempre trará estímulos para nosso progresso pessoal. Ela é inerente à existência física, mas sempre será temporária de forma que não precisamos mais fugir dela. Além do mais, já que todo o universo está interligado, todos os objetos de dor e de prazer fazem parte de nosso ser e não preciso querê-los nem evitá-los. Quando não mais tivermos medo de perder qualquer objeto de prazer e quando não mais tivermos medo de encontrar qualquer objeto de dor, pelo simples conhecimento, através de cada átomo de nossa persona, de que ambos esses objetos (de prazer e de dor) não estão separados da própria persona, outra porta se abrirá para a nossa existência. Passamos a ver, no nosso íntimo, objetos de dor que não nos dão mais repulsa e objetos de prazer que não nos dão mais apego. A Luz e a Sombra (Cf. no capítulo anterior), presentes em nosso interior, finalmente não mais se repelem. É necessário que surja o caos para que nossas estruturas se organizem num nível de complexidade superior. É necessário o apego para que aprendamos a nos desapegar. O caos é fonte da evolução quando utilizado adequadamente. Toda semente, por mais feia, murcha e pequena, pode estar escondendo uma bela flor, uma frondosa fruteira ou uma grande árvore. Caos, dificuldades e estresses, paradoxalmente, são necessários à ordem, à evolução e à paz (Cf. no próximo capítulo, em “MEDITAÇÃO/CONTEMPLAÇÃO"). O prazer sensual é a semente da qual germina o amor entre marido e mulher, que desabrocha no cuidado com a família, floresce no serviço à pátria e à humanidade, até que se torna indistinguível da Vontade Superior. Desapegar-se é ser no mundo e não ser do mundo. Desapegar-se acontece naturalmente quando eliminamos os véus da ignorância e passamos a viver no presente, em plena atenção (Cf. no próximo capítulo, em MEDITAÇÃO). Mas viver desapegado, ser no mundo, traz em si a transformação dos desejos materiais e, logicamente, das suas emoções. Uma grande, e quase insuportável, sensação de vazio existencial, inevitavelmente, nasce nessa situação. Viver num mundo sem prazeres, dores, desejos e emoções parece-nos não poder ser chamado de viver. Mas é somente mais um hábito que está sendo mudado, o hábito de se viver com prazeres, dores, desejos e emoções. Sempre que nossa vida chega a situações tristes e desoladas, sentimos algo parecido com esse vazio. Pensamos que estamos em franco declínio, mas a vida logo mostra que estamos sendo transformados, preenchidos com algo novo. Ver nossa Luz e nossa Sombra, sem desejos e julgamentos, capacita-nos a ver a Luz e a Sombra dos outros também sem desejos ou julgamentos. Passamos a nos ver nas “outras” pessoas, coisas e idéias, numa unidade indissolúvel. Essa consciência de nós mesmos, e a consciência de unidade com tudo e todos, é a chave da autotransformação, descrita no capítulo passado. Com nosso corpo físico-etérico purificado e nosso corpo astral idem, nosso eu inferior passa a desenvolver emoções superiores (simpatia, reverência, devoção, compaixão, desejo de servir, etc.), que nada mais são que reflexos do “Eu superior”. O eu inferior, tornado puro, não mais age. Resignado, responde inteiramente à Vontade do “Eu superior”, como um bom servo do plano divino.
Passamos a amar incondicionalmente e a viver a compaixão, da maneira como o Cristo e o Buda nos recomendaram. Essa maravilhosa energia do amor incondicional inunda o quarto Chakra e se irradia, naturalmente, por toda a circunvizinhança. Viver sem apegos não é viver sem amor. E é esse amor, por tudo e por todos, que traz a “paz que ultrapassa o entendimento”, que brilha em nossa mente de forma a percebermos os problemas da vida de uma forma apropriada, sem ilusões, apegos ou julgamentos. É a essa paz que o Cristo chamou Bem-aventurança, nossa Auto-realização. Em conseqüência desse livre fluxo energético, passamos a nos expressar livremente, sem medos, pois estamos em harmonia com o nosso lado Sombra. Nesse momento nosso quinto Chakra funciona plenamente vivificado. Nossa Sombra já não mais nos assusta nem entra em erupção nos momentos estressantes. Aprendemos a nos ver por completo, sem mais apegos, e assim nos aceitar. Aceitar o que estamos sendo gera a unificação de nosso ser, a nossa transcendência e o desbloqueio de energias antes presas em nosso inconsciente (Cf. em “A NATUREZA HUMANA”, no capítulo anterior). A aceitação plena de si mesmo é a única forma de perdoarmos a todos, de desfazermos todas as mágoas e arrependimentos que nos prendem ao passado. O perdão é a chave para se viver o presente, abrir-se à renovação, esquecer-se do velho eu, virar semente e “morrer para germinar”. As mulheres, geralmente abertas aos sentimentos e emoções, em geral têm a sua energia estagnada no quarto Chakra, muitas vezes perdidas nos próprios sentimentos e emoções. E quando conseguem “destravar” essas energias, elas não sobem ao quinto Chakra: estão com um ‘nó na garganta’ porque concordaram em se manter em silêncio e serem dominadas sob a atual sociedade patriarcal. Enquanto o desafio dos homens é se abrirem aos sentimentos e emoções, o desafio das mulheres é abrir o Chakra da comunicação sem “se tornarem homens”, fechando o seu terceiro Chakra dos sentimentos. Somente através do trabalho conjunto e contínuo de energização de todos os centros energético-informativos, da purificação de nosso corpo astral e da vinda de energias de planos superiores (Mental superior e Búdico – Buddhi), é que surgirão o verdadeiro autoconhecimento, o amor próprio, a livre expressão, o perdão de si mesmo e a compreensão de verdades espirituais. A compreensão, por exemplo, da verdade da unidade da vida, resultado do trabalho evolutivo de nossos corpos causal e intuicional, gera o sentido de fraternidade e compaixão. Todos esses fatores são pré-requisitos ao amor e perdão incondicionais (amor espiritual), à compaixão plena e à renovação pessoal. O AMOR“Nós fomos criados para amar e ser amados... 12:112 O amor tudo aceita e tudo dá. O amor deve ser tão natural quanto viver e respirar... 12:118”. Madre Teresa de Calcutá (1.910-1.997) “Amemo-nos, uns aos outros... Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” I João 4:7s O inimigo real do amor é o medo. “As pessoas geralmente acham que o amor e o ódio são opostos.... O amor e o ódio são a mesma energia, amor-ódio é uma energia. O amor pode se tornar ódio, o ódio pode se tornar amor; eles são conversíveis. ... A oposição real é entre o amor e o medo. ... O medo não pode ser convertido em amor, o amor não pode ser convertido em medo; eles não são conversíveis” 72:113. Mohan Chandra Rajneesh – o Osho (1.931-1.990) O amor é o sangue da alma, sem ele está-se morto. Será que existe mais doce sensação? Qual palavra abrange mais significados do que o amor? Já há registros arqueológicos de mais de 3.000 anos de antigas canções de amor egípcias, em que metáforas poéticas são belamente utilizadas para comparar partes do corpo do ser amado com pedras preciosas, ervas aromáticas, frutas e flores. Até nas Escrituras religiosas o amor entre o homem e a mulher é tratado como algo sagrado, como vemos no taoísmo, no cristianismo (no Antigo Testamento – Cântico dos Cânticos) e no tantrismo, por exemplo. Todo relacionamento a dois envolve quatro tipos de ligação: a paixão, o compromisso, a intimidade e a ligação espiritual. Para os gregos, cinco formas básicas de amar seriam possíveis, às quais eles davam nomes diferentes: porneia, storgé, philia, eros e ágape. Porneia seria o amor à matéria e aos sentidos, presente e saudável na criança que deseja consumir e satisfazer sua fome e sua sede, sentir prazer no ter como forma de ancoragem para apoderar-se de sua nova existência terrena. O problema ocorre quando porneia permanece após a primeira infância levando-nos a uma sede e fome consumistas, uma compulsão a ter e sentir. Storgé tem o sentido de amor entre consangüíneos, entre seres de uma mesma família de origem. O amor materno, o amor paterno, o amor entre irmãos, etc., numa intensidade proporcional ao grau de consangüinidade e de contato diário. Um amor que dispensa afinidades e que serve de elo oculto para manter juntos seres que têm problemas a resolver. Um laboratório para o crescimento individual, um teste para a boa convivência social. Philia é usado para descrever a profunda afinidade existente entre verdadeiros amigos, aquela forma de amor que se sente como afeição mútua e como grande alegria em encontrar, conversar, partilhar, ajudar e abraçar. Aqueles encontros entre amigos afins, onde, entre brincadeiras e risos, somos invadidos por uma satisfação profunda, algo vago que nos toca o coração de uma forma amena e prazerosa. Uma intensa troca entre seres que partilham afinidades e por isso são chamados de “segunda família”. Philia é o amor maduro que já não espera que o outro possa preencher todas as nossas expectativas, a mais elevada forma de amor que o homem comum pode experimentar. Compreende-se que a felicidade pessoal brota de nosso interior e independe do outro e assim não se exige mais dele que preencha a nossa ânsia pelo Infinito. Do termo philia vem as palavras filosofia (amor à sabedoria) e filantropia (amor ao homem). Está-se a um passo de ágape. Já eros é a face do amor que, geralmente, é conhecida por outro nome: paixão. Derivada do latim passio, a palavra paixão denota a conexão inevitável entre o amor e o sofrimento: “o sofrer por amor”. Por isso a expressão “Sexta-Feira da Paixão”, onde Jesus sofre e morre por amor à humanidade. Dor e prazer estão intimamente conectados em eros, um estado psiconeurobioquímico amplamente investigado pela ciência desde a década de 1.960. Sabe-se hoje que eros mexe com toda a química do organismo, causando aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, insônia e perda de apetite (pelo aumento da dopamina e da noradrenalina), só para dar exemplos de algumas alterações físicas. Mas essa revolução química não perdura por toda a vida. Em média, uma paixão dura de dois a três anos, no máximo. Eros é representado na mitologia grega como uma divindade brincalhona que passa o tempo todo flechando o coração das pessoas, fazendo-as, contra a vontade consciente e o raciocínio lógico, se sentirem irremediavelmente atraídas por alguém de seu convívio. Os franceses chamam essa paixão incontrolável de amour fou (amor louco), sentimento que derruba todas as barreiras e convenções para se fazer presente entre pessoas que, geralmente, satisfazem um conjunto de expectativas nossas, semeadas durante a infância e construídas ao longo da vida. É uma das mais poderosas forças da existência, é uma aventura, um legítimo impulso de doação e afeição que traz embutido um desejo intenso de estar com o outro, conhecê-lo mais profundamente e de unir-se com ele. Enquanto se suspeitar haver algo novo para ser conhecido no outro, eros permanecerá e se manterá ativo. No momento em que se acreditar que já se conhece tudo sobre o outro a paixão se dissolverá. Esse é o grande e simples segredo de se manter sempre apaixonado: constatar que o outro sempre será um desconhecido. Manter eros aceso numa relação é manter um contínuo revelar-se para o outro. E para esse contínuo revelar-se é imprescindível um contínuo autoconhecer-se. Juntos no processo de se autoconhecer, juntos no processo de revelar-se um ao outro, ajudarem-se mutuamente e purificarem-se conjuntamente. Movido por essa enchente neuroquímica, o cérebro decide racionalmente a conveniência de uma ligação de proximidade a curto, médio ou longo prazo. Desse compromisso assumido, toma força uma energia de ligação mais forte e sutil: a intimidade. A intimidade leva a laços mais fortes de relacionamento, união e integração, através da energia do amor. A experiência erótica, ou paixão, muitas vezes é confundida com o desejo sexual. Mas sexo é independente de eros, embora intimamente interligados. Pode-se ter desejo sexual sem paixão e podemos nos apaixonar sem desejo sexual, embora amiúde um leve ao outro. Mas eros é muito mais importante no sentido de ser o primeiro contato de alguns com o legítimo impulso de doação e afeição por um ser semelhante, que de outra forma nunca experimentariam. O mais vil criminoso, quando apaixonado, experimenta doação e afeição. É o sentimento mais próximo de ágape, o amor totalmente desinteressado, que uma alma pouco evoluída pode experimentar. O sexo puro, sem ágape e sem eros somente existe nas plantas e nos animais, e em humanos que se comportam como tal. Eros surge no reino humano e, no homem desenvolvido espiritualmente, coexiste harmoniosamente com o desejo sexual e com ágape. Eros é uma força divina que intervém na vida humana servindo de ponte para se experimentar ágape, mas que precisa ser orientada pela inteligência, sob pena da alma entrar em sofrimento. Além disso, a sexualidade nos liga à freqüência do êxtase e assim pode nos unir novamente à fonte divina de êxtase e bem-aventurança. A relação sexual deveria ser encarada unicamente como uma expressão desse amor mais profundo. Mas esse amor mais profundo pode, é claro, se expressar sexualmente ou não. Só vai depender das pessoas, de seus relacionamentos e das circunstâncias, mas é, em si mesmo, uma comunicação espiritual que vai além do emocional e do intelectual, pois o Amor não pode ser expresso em termos emocionais ou intelectuais. A relação sexual entre aqueles que se amam é um dos caminhos mais humanos à contemplação espiritual (Cf. adiante no Epílogo à Parte I) e como tal deve ser sempre encarado. A relação sexual sela, energeticamente, uma união entre duas pessoas, independentemente da existência de um amor real. Essa união, quando há amor, cumplicidade e entrega, se torna mais forte e se fixa firmemente, unindo o casal através dos Chakras epigástrico, cardíaco, laríngeo e frontal. A conexão epigástrica se dá pelo desejo, a cardíaca pelo amor incondicional, a laríngea pela madura assimilação de que não se é dependente do outro e a frontal pela união espiritual dos dois corpos. A dor da separação de um casal ocorre, em grande parte, pelo rompimento desse forte vínculo energético, dor que dura, em média, dois anos para curar. Esse é o tempo necessário ao fechamento do canal energético que ficou aberto. Quando se fala de um coração partido se fala de uma conexão energética interrompida ou da transferência de energias negativas através das ligações ainda íntegras no coração. Quanto mais forte a atração, mais forte será a repulsão. Então o cérebro físico concluirá, erradamente, que todos os vínculos se romperam.
O que o cérebro interpreta como sofrimento na verdade é um rompimento da ligação de prazer e desejo e uma alteração energético-informativa da ligação entre os Chakras cardíacos. Conectar-se com essa energia do coração nos faz perceber que a promessa feita de amor eterno é realmente verdadeira, pois amar não é uma característica romântica do cérebro, mas uma ligação energética permanente entre dois corpos sutis.
Para Platão, eros, que se manifesta primeiro como amor por um físico bonito, deve ascender intelectualmente e espiritualmente para algo superior. Em sua obra “O Banquete”, Platão defende que o verdadeiro amor seria a afeição elevada a um plano ideal que transcende o contato físico, mas não o exclui. Esse é o ideal platônico de amor, comumente e erroneamente interpretado como um amor impossível, afeição sem contato físico. Ágape, o amor totalmente desinteressado, de doação sem espera de recompensa, é o amor divino, muito relacionado com os conceitos de compaixão e caridade. Compaixão não no sentido de se sentir dó e pena do companheiro, mas no sentido de se colocar no lugar dele e entendê-lo como uma alma em evolução humana, igual a nós mesmos. Caridade no sentido de doar e doar-se sem esperar nada em troca. Ver o outro como uma expressão de Deus. Para Osho, para se atingir o amor é necessário se estar no “aqui e no agora” (viver no presente), transformar os próprios venenos em mel (negatividades em positividades), compartilhar as positividades (a vida e tudo o que se tem) e se tornar um nada, pois no momento em que se acredita ser alguém, se pára e o amor deixa de fluir. Ser nada é ser sem ego: “amor e ego não podem existir juntos... sendo nada, você alcançará tudo... nada é Deus” 72:91. O amor humano é a única forma de encontrar Deus através do outro. O amor é a atração entre um fragmento de Deus e os outros fragmentos, ou entre um fragmento e o próprio TODO, ao qual esses fragmentos pertencem. Dessa forma, o amor é a força contrária à força que a ilusão da separatividade gera. A real finalidade da união entre duas almas é capacitá-las a se auto-revelarem mutuamente e assim se revelarem a Deus: uma partícula de Deus se revelando a outra partícula Dele mesmo. Ágape é o amor entre aspectos do mesmo e incognoscível Deus: Quando se atinge esse nível de consciência passa-se a compreender que amante, amado e amor são apenas formas ilusórias de apresentação do Amor, que se mostram àqueles ligados ao mundo físico ilusório. Em ágape não somos nós que amamos, mas um Outro que ama através de nós. Enquanto o amor porneia é o amor somático (de soma) à matéria, eros o amor emocional (de psique) para com o outro, storgé o amor mental (de psique) para com os parentes e philia o amor noético (de Nous) que se volta ao próprio interior, ágape é o amor pneumático (de pneuma), trans-humano e transpessoal, o amor que transcende o homem pois é o amor da Vida por Ela mesma: o amor divino. Embora tenhamos falado muito em utilizar a paixão e o prazer como forma de se chegar ao Amor divino, muitas pessoas, obcecadas pelo tema do amor, procuram apenas uma outra pessoa que preencha o vazio energético que existe em suas vidas, esquecidas que estão de sua fonte interna de amor. E quando não têm esse “amor-tampão” ficam irritados e depressivos. O prazer gerado por esse preenchimento de um vazio interior, gera confusão e medo. Ele tem uma raiz profunda em nosso instinto de sobrevivência, como personalidade, em que sentimos dor, como reação sensitiva àquilo que nos ameaça a sobrevivência, e prazer, àquilo que facilita a sobrevivência. E é esse prazer, que nos faz querer ficar junto do instrumento que nos preenche e usar a nossa mente racional lógica para descobrir meios de obter o intento de nossa persona. É a origem de nossas estratégias de caráter: mecanismos psicológicos que vampirizam energia dos outros nos relacionamentos (Cf. |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
EFT
A crença do não merecimento e o não receber
Imagine que você adota um cãozinho vira lata que vivia na rua, bem magrinho e cheio de pulga. Você o leva para a sua casa, alimenta com a melhor ração, dá banho, trata, leva ao veterinário e o enche de carinho. Será que esse cãozinho iria pensar “eu não mereço nada disso, meus amigos na rua passando fome e eu aqui com esse luxo todo...”. Imagine tudo isso sendo falado em um tom dramático de culpa e “humildade”. E assim ele começa a se sabotar. Não come mais a ração e pede para o dono comprar outra mais baratinha. Diz também que não precisa de tanto assim. Pra que tanto conforto? E os colegas da rua que não tem nada disso? E o que ele fez para merecer tudo de bom? Por que outros não tem acesso as mesmas coisas que ele?
É claro que um cachorro jamais agiria dessa forma. Ele apenas aceita e aproveita tudo que lhe é ofertado, sem medo nem culpa. O animal não precisa de razões para justificar ter uma vida boa ou uma vida melhor do que os outros. O simples fato de existir já é motivo o suficiente para que ele possa receber tudo que é bom.
Já nós, seres humanos, temos uma tendência de precisar encontrar motivos lógicos que justifiquem as coisas que temos ou ganhamos: só me sinto confortável em ter muito se eu trabalhar muito, só consigo me sentir bem em ter uma vida boa se eu disser que passei muitos anos estudando e trabalhando para conquistar esse resultado, se eu não me sacrifico não me sinto no direito as melhores coisas, só posso me permito cobrar um preço mais alto se eu estudar tantos anos a mais.
Quando a criança nasce, ela não questiona se merece ou não o que recebe. No entanto, quando a mente vai desenvolvendo e torna a estrutura do ego mais complexa, a mente começa a comparar, julgar e vão surgindo, em uma idade ainda muito tenra, os pensamentos de não merecimento e culpa.
Inicialmente a criança vai se comparar com os irmãos, observando se eles tem mais ou menos, se são felizes ou infelizes. Irá também começar a observar o sofrimentos dos pais. E conforme for a situação familiar, quanto maior for o sofrimento, maior a tendência de se desenvolver sentimentos de culpa em ser feliz, culpa em ter, culpa em receber.
Ao crescer um pouco mais, a criança irá também começar a ter contato com as pessoas do mundo exterior e seus sofrimentos, o que poderá alimentar ainda mais a sensação de culpa e não merecimento em ter uma vida melhor do que a média.
Outros fatores também podem contribuir para o desenvolvimento do padrão do não merecimento. Uma infância pobre onde não foi permitida que a criança tivesse necessidades básicas plenamente satisfeitas (alimentação, roupas e etc, e outras coisas menos básicas também como brinquedos, passeios, diversão) podem ser também bastante prejudiciais. De tanto ouvir: Não pode, não temos, não dá, não é pra você, não é para nós (e as vezes até ‘quem você pensa que é pra querer isso ou aquilo, pensa que é melhor que os outros, pensa que é rico?’) a criança vai internalizando cada vez mais que ela não pode e não merece acesso a certas coisas consideradas melhores na vida.
Com a mente condicionada dessa forma, a pessoa pode acabar deixando de ir em busca de coisas melhores que poderiam trazer uma vida mais confortável e abundante, pois ela simplesmente pensa que isso não é para ela.
Atendi certa vez uma mulher com um intenso sentimento de não conseguir receber. Por ter um problema de saúde que exigia um gasto considerável, foi entregue para ser criada muito pequena por uma tia que tinha melhores condições. Recebeu os cuidados materiais necessários, mas a parte emocional ficou muito prejudicada. Ouvia sempre a tia falar sobre os gastos necessários para mantê-la, alem de outras situações emocionalmente bem desagradáveis. Assim ela foi desenvolvendo a sensação de se sentir um peso. Receber tudo aquilo tinha um preço bem alto. Uma parte do preço foi ter ficado afastada da família, o que na sua percepção a privou de uma criação com mais afetividade. A outra parte do preço foi ter desenvolvido o sentimento de culpa e uma sensação de ter uma dívida impagável com a tia.
Dessa forma, ela começou a sentir que receber algo era é o mesmo que ficar devendo. Como se tudo tivesse um preço muito alto. Sempre que recebia algo, tinha que retribuir na hora para aliviar o desconforto e não ficar devendo. Evitava receber qualquer coisa. Imagine os prejuízos que esse padrão pode causar nos relacionamentos e na vida profissional de alguém.
Avalie si próprio. Sente dificuldade em receber presentes? Precisa presentear ou fazer algo de volta pela pessoa para ficar em paz? Consegue receber elogios de forma natural ou precisa minimizá-los ou retribuí-los na mesma hora? Quando há uma possibilidade de ganhar algo de bom (um sorteio, uma promoção no trabalho, uma viagem...) tem uma tendência de deixar para outras pessoas ou vocêtambém quer ganhar e aproveitar? Se você conquista uma situação melhor (maior salário, vida mais confortável) precisa justificar pra você mesmo ou para os outros o tanto que você trabalhou para conquistar aquilo? Quando adquire algum bem (carro, casa, roupas) você precisa pensar e justificar para você mesmo ou para os outros que esforçou bastante para ficar se sentindo bem com o que adquiriu? Se algo vier muito fácil, você aceita e usufrui tranquilamente, ou aproveita mas com sentimento de culpa?
Existe ainda a crença do merecimento ligada a questões espiritualistas e religiosas. “Fulano não teve o merecimento para se curar de tal doença”. “Eu não tive o merecimento para sair da situação financeira difícil que vem desde a infância.” “Se for do merecimento de fulano, ele irá conseguir”. “Se você não saiu ainda dessa situação é porque não é do seu merecimento”. Fica simples demais justificar dessa forma. Desenvolve-se um sentimento de que, se tem algo negativo na sua vida, é porque essa pessoa “merece” passar por aquilo, até quando ninguém sabe. Por muitas vezes isso acaba gerando uma perpetuação do sofrimento por auto punição. As vezes as pessoas se tornam passivas e deixam de compreender mais profundamente as razões daquele sofrimento, perdendo também a chance transformar aquela realidade.
Deveríamos aproveitar o exemplo da natureza, dos animais e das plantas, que não questionam nem justificam se merecem algo ou não. Eles sempre aproveitam a abundancia quando esta chega até eles. E quando passam por dificuldades fazem o melhor que podem para sair delas, sem preocupar ou sentir culpa se fizeram ou deixaram de fazer algo para passar por aquilo.
Declare-se merecedor, e vá em busca do que você deseja. Seja persistente pois não temos como saber quando iremos alcançar a solução. Se a solução vier rápida e facilmente, aceite e aproveite. Não compre o titulo que alguém tente lhe passar de ‘não merecedor’ pois isso acaba apenas criando passividade e culpa. Acredito que todos nós, de forma consciente ou inconsciente demos causa ao nosso sofrimento, ou atraímos ou pelo menos contribuímos para ele. Ainda assim, mesmo sendo nossa responsabilidade, todos nós merecemos nos libertar do sofrimento.
Como todo e qualquer pensamento, sentimento e crença negativa, podemos usar a EFT para limpar profundamente esta crença de forma a nos libertar da sensação de não sermos merecedores de qualquer coisa que seja.a
Neste final de semana, estarei em Curitiba ministrando um worksshop de EFT e prosperidade financ.
pausa para reflexão
A lição da borboleta
Categoria: Autoajuda
- "Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. A Lição da Borboleta
- Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
- Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
- O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
- Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
- O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
O MESTRE OSHO
Nunca adie
Todas as pessoas que dizem "Se você for virtuoso, depois da morte terá a recompensa" estão mentindo, pois quem sabe o que vem depois da morte? Ninguém volta para contar.
Essas pessoas que nos dizem isso não sabem de nada, apenas repetem, como papagaios.
Eu digo: nunca adie. Adiar é um truque muito sutil da mente. Viva o momento na totalidade. Lembre-se sempre de que este é o único momento que você tem — não há outro momento, não há outro mundo. Este mundo é Deus, não há outro deus.
Quando essa visão se firma em você, ela transforma toda sua vida. E então as pequenas coisas ficam tão belas, o mundo se torna sagrado, o comum de repente se torna extraordinário.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
MARAVILHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSO
CONTARDO CALLIGARIS
Todos os reis estão nus
Todos os reis estão nus
| Que Deus nos guarde de todos os que não enxergam sua própria nudez, sejam eles reis ou não |
JÁ ESTÁ em cartaz (pré-estreia) "O Discurso do Rei", de Tom Hooper. O filme foi indicado ao Oscar em doze categorias; a atuação de Colin Firth (o rei) é tão inesquecível quanto a de Geoffrey Rush (o terapeuta).
Resumo. Quando George 5º morreu, o filho primogênito lhe sucedeu (com o nome de Eduardo 8º), mas por um breve período: logo ele abdicou, por querer uma vida diferente daquela que o ofício de rei lhe proporcionaria. Com isso, o cadete, duque de York, tornou-se rei -inesperadamente e num momento decisivo: era a véspera da Segunda Guerra Mundial.
O duque de York (e futuro George 6º) era tímido, temperamental e, sobretudo, gago -isso numa época em que, graças ao rádio, a oratória dos ditadores incendiava as praças do mundo: na hora do perigo, para que serve um rei se ele não consegue ser a voz que fala para o povo e por ele?
O filme, imperdível, conta a história (verídica) da relação entre o rei e seu terapeuta, Lionel Logue, um fonoaudiólogo australiano pouco ortodoxo. Eis algumas reflexões saindo do cinema.
1) Qualquer terapia começa com uma dificuldade prática: uma impotência, a necessidade de um conselho, uma estranha tensão nos ombros, uma gagueira. A relação terapêutica se constrói a partir dessa dificuldade: o terapeuta é quem saberá nos livrar do transtorno, seja ele fonoaudiólogo, terapeuta corporal, eutonista, psi (de qualquer orientação) etc.
Quer queira quer não, a ação do terapeuta é dupla: relaxaremos o ombro, exercitaremos a dicção ou endireitaremos o pensamento do paciente, mas, de uma maneira ou de outra, acabaremos mexendo nas fontes de um mal-estar mais geral que talvez se manifeste no transtorno.
2) Há, às vezes (mais vezes do que parece), escondidas no nosso âmago, ambições envergonhadas ou vergonhosas, que não confessamos nem a nós mesmos. Quando sua realização se aproxima, só podemos inventar jeitos de fracassar, porque, no caso, não nos autorizamos a querer o que desejamos.
Obviamente, detestamos a voz do terapeuta que se aventura a nos dizer o que queremos mas não nos permitimos. Essa voz atrevida é a única aliada de desejos que são nossos, mas que encontram um adversário até em nós mesmos.
3) No trabalho psicoterapêutico, o segredo de polichinelo é que, por mais que suspendamos diplomas em nossas salas de espera, somos todos leigos e aventureiros. Não sei se existem cursos ou estágios que ensinem a ouvir o que Logue ouve e entende do desejo escondido do duque de York. Certamente não há formações que ensinem a coragem maluca do terapeuta do rei, seu esforço para se colocar, sem medo, ao serviço do que o duque e futuro rei não quer saber sobre si mesmo.
4) Pensando bem, Logue (como Freud) tinha, sim, uma formação que o qualificava como conhecedor da alma humana e especialmente da dos reis: a leitura de Shakespeare.
5) Quase sempre, chega o dia em que um paciente descobre que seu terapeuta sabe muito menos do que ele (o paciente) imaginava. O paciente pode até pensar que o terapeuta, atrás de seu bricabraque de saberes práticos, é um impostor. É ótimo que isso aconteça, pois, geralmente, é sinal de que o paciente descobriu que ele também é um impostor. No caso, o terapeuta não é qualificado para ser terapeuta, exatamente como o rei não é qualificado para ser rei. (Parêntese: em geral, é assim que nasce uma amizade: os dois se tornam amigos por aceitarem estar ambos nus, como o rei da fábula - mesmo que seja só por um instante.)
Não há como ser terapeuta ou rei sem alguma impostura. Todos carregamos máscaras. Avançamos mascarados, enfeitados por mentiras que nos embelezam. Até aqui, tudo bem: essa impostura é uma condição trivial e necessária da vida social. Os melhores conhecem sua impostura e sabem que não estão à altura de sua máscara.
Os piores se identificam com sua máscara. Acreditar nas máscaras que vestimos é um delírio que nos torna perigosos. Não há diferença entre o rei que acreditasse ser rei, o terapeuta que acreditasse ser terapeuta e o anjo exterminador que saisse atirando e matando, perfeitamente convencido de ser uma figura do apocalipse. Os três teriam isto em comum: acreditariam ser a máscara que eles vestem.
Enfim, que Deus nos guarde de todos os que não enxergam sua própria nudez.
ccalligari@uol.com.br
AMANHÃ NA ILUSTRADA:
Carlos Heitor Cony
A MENTE HUMANA
- A Mente Humana
- A mente humana grava e executa
- tudo que lhe é enviado.
- Seja através de palavras,
- pensamentos ou atos,
- seus ou de terceiros,
- sejam positivos ou negativos.
- Basta que você os aceite.
- Essa ação sempre acontecerá,
- independente se traga
- ou não resultados positivos prá você.
- Um cientista de Phoenix Arizona queria provar essa teoria.
- Precisava de um voluntário
- que chegasse às últimas conseqüências.
- Conseguiu um em uma penitenciária.
- Era um condenado a morte,
- que seria executado
- em uma cadeira elétrica.
- O cientista lhe propôs o seguinte:
- Ele participaria
- de uma experiência científica,
- na qual seria feito um pequeno corte
- em seu pulso,
- o suficiente para gotejar o seu sangue
- até a última gota.
- Ele teria uma chance de sobreviver,
- caso o sangue coagulasse.
- Se isso acontecesse,
- ele ganharia a liberdade,
- caso contrário,
- ele iria falecer pela perda do sangue, porém,
- teria uma morte
- sem sofrimento e sem dor.
- O condenado aceitou,
- pois era preferível
- do que morrer na cadeira elétrica,
- e ainda teria a chance de sobreviver.
- O condenado
- foi colocado em uma cama alta,
- dessas de hospital
- e amarraram seu corpo
- para que não se movesse.
- Fizeram um pequeno corte em seu pulso . Abaixo do pulso, foi colocado
- uma pequena vasilha de alumínio.
- Foi dito a ele que ouviria
- o gotejar de seu sangue na vasilha.
- O corte foi superficial
- e não atingiu nenhuma veia ou artéria,
- mas foi suficiente para que ele
- sentisse o pulso sendo cortado.
- Sem que ele soubesse, debaixo de sua cama
- tinha um frasco de soro
- com uma pequena válvula.
- Ao cortarem seu pulso,
- abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele
- que estava pingando na vasilha de alumínio.
- Na verdade,
- era o soro do frasco que gotejava.
- De 10 em 10 minutos,
- o cientista sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco
- e o gotejamento diminuía.
- O condenado acreditava
- que era seu sangue que estava diminuindo.
- Com o passar do tempo,
- foi perdendo a cor
- e ficando cada vez mais pálido.
- Quando o cientista fechou a válvula........
- ....o condenado
- teve uma parada cardíaca e morreu.
- Sem ter perdido uma gota de sangue.
- O cientista conseguiu provar
- que a mente humana cumpre
- ao pé da letra,
- tudo que lhe é enviado e aceito pela pessoa, seja positivo ou negativo
- e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte psíquica
- quer seja na parte orgânica.
- Essa pesquisa é um alerta
- para filtrarmos o que enviamos
- para nossa mente,
- pois ela não distingue o real da fantasia,
- o certo do errado,
- simplesmente grava e executa
- o que lhe é enviado.
- ? Quem pensa que vai fracassar,
- já fracassou
- antes mesmo de tentar?
- Somos
- o que pensamos
- e acreditamos ser
- Há duas maneiras de se viver a vida
- Uma é acreditar que não existe milagre
- A outra
- é acreditar
- que todas as coisas
- são milagres
- ? Reflita no que você está fazendo com você mesmo.?
- Beijos
- Rosana Carniel
sábado, 5 de fevereiro de 2011
REENCARNAÇÃO DE PLATÃO
Por Ana Lucia Santana
O filósofo Sócrates, como Jesus Cristo, apenas defendeu seus pensamentos verbalmente, não deixando escritos. Seus ideais foram disseminados por seu principal discípulo, Platão. Entre outros conceitos afirmados por seu mestre, ele afirmava que as almas, após uma passagem pelo Hades, reino dos mortos, eram novamente levadas ao universo dos seres vivos, no qual experimentavam inúmeras existências, por um tempo mais ou menos longo. Alguns acreditam que a reencarnação é uma ideia que prepondera tão somente na religiosidade oriental, mas ela também foi largamente propagada na esfera ocidental. Diversos cultos religiosos, envoltos em enigmas e desconhecidos rituais iniciáticos, desenvolviam uma vasta diversidade de ritos e convicções espirituais em torno da reencarnação.
Determinadas fraternidades religiosas antigas, como o Orfismo, culto greco-romano, vigente entre os séculos VI e VII a.C., mantinham a crença em uma alma que não se entregava à morte e, assim, podia se refugiar em um corpo encarnado, como ser humano ou algum outro mamífero.
Os seguidores de Orfeu, entidade mítica, defendiam também que a alma podia ser fracionada e preservada em cativeiro no interior da matéria. Mas, se ela construísse uma existência fundamentada no bem e na luz, privando-se de alimentos como a carne, de vinho e da prática sexual, teria a oportunidade de encontrar o paraíso após a morte; do contrário, ela seria punida em uma região infernal. Eles não acreditavam, porém, na vida eterna, e sim na reencarnação.
Os discípulos de Pitágoras foram profundamente influenciados por esta doutrina e, por sua vez, inspiraram Platão. Ele defendia igualmente que o espírito reencarnava diversas vezes e tinha a intuição de que o Planeta Terra era circundado por sete círculos planetários e uma oitava faixa de estrelas estáveis. A atuação do Criador emanaria de um campo situado além desta última esfera, e seria a responsável pela movimentação do Universo.
Platão concorda com os pitagóricos que a alma é uma essência autônoma; ela pré-existe ao corpo humano no qual reside, e é capaz de se perpetuar além da existência atual, mesmo sem a presença do organismo físico. Para ele, as substâncias espirituais provinham de outros planetas, vinham à Terra, colavam-se aos corpos materiais e finalmente esforçavam-se para se liberarem e retornarem ao mundo estelar.
Através do pensamento platônico a reencarnação se converteu em um dos elementos mais significativos da mentalidade ocidental na Antiguidade; com este conceito o filósofo transcende as doutrinas de Sócrates e Pitágoras. Ele enfoca este tema principalmente em seus diálogos Menon, Fédon, Fedro e a República.
Platão descreve nestas obras sua visão de uma trajetória humana cíclica, através da qual o Homem atravessa períodos de morte e renascimento; segundo ele, morrer não significa atingir o fim da vida, pois somente a matéria deixa de existir, a alma continua sua viagem, mais viva do que nunca, nascendo de novo em outro organismo humano e principiando uma nova etapa, que se somará às existências anteriores. O filósofo também afirma que a alma humana, ao percorrer o caminho traçado pelas divindades, terá o poder de mirar as Verdades Eternas, as quais se encontram na esfera superior dos céus, em uma região que se assemelha a uma residência metafísica, denominada Hiperurânio, ou seja, o famoso mundo das ideias elaborado por Platão, do qual a realidade material é apenas uma mera reprodução.
Fontes:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/reencarnar3.htm
http://licoesdosespiritos.blogspot.com/2009/06/platao-e-reencarnacao.html
Alessandro César Bigheto. Educação e Reencarnação em Platão, in Dora Incontri. Educação e Espiritualidade – Interfaces e Perspectivas. Editora Comenius, Bragança Paulista, 2010, pp. 282-284.
Determinadas fraternidades religiosas antigas, como o Orfismo, culto greco-romano, vigente entre os séculos VI e VII a.C., mantinham a crença em uma alma que não se entregava à morte e, assim, podia se refugiar em um corpo encarnado, como ser humano ou algum outro mamífero.
Os seguidores de Orfeu, entidade mítica, defendiam também que a alma podia ser fracionada e preservada em cativeiro no interior da matéria. Mas, se ela construísse uma existência fundamentada no bem e na luz, privando-se de alimentos como a carne, de vinho e da prática sexual, teria a oportunidade de encontrar o paraíso após a morte; do contrário, ela seria punida em uma região infernal. Eles não acreditavam, porém, na vida eterna, e sim na reencarnação.
Os discípulos de Pitágoras foram profundamente influenciados por esta doutrina e, por sua vez, inspiraram Platão. Ele defendia igualmente que o espírito reencarnava diversas vezes e tinha a intuição de que o Planeta Terra era circundado por sete círculos planetários e uma oitava faixa de estrelas estáveis. A atuação do Criador emanaria de um campo situado além desta última esfera, e seria a responsável pela movimentação do Universo.
Platão concorda com os pitagóricos que a alma é uma essência autônoma; ela pré-existe ao corpo humano no qual reside, e é capaz de se perpetuar além da existência atual, mesmo sem a presença do organismo físico. Para ele, as substâncias espirituais provinham de outros planetas, vinham à Terra, colavam-se aos corpos materiais e finalmente esforçavam-se para se liberarem e retornarem ao mundo estelar.
Através do pensamento platônico a reencarnação se converteu em um dos elementos mais significativos da mentalidade ocidental na Antiguidade; com este conceito o filósofo transcende as doutrinas de Sócrates e Pitágoras. Ele enfoca este tema principalmente em seus diálogos Menon, Fédon, Fedro e a República.
Platão descreve nestas obras sua visão de uma trajetória humana cíclica, através da qual o Homem atravessa períodos de morte e renascimento; segundo ele, morrer não significa atingir o fim da vida, pois somente a matéria deixa de existir, a alma continua sua viagem, mais viva do que nunca, nascendo de novo em outro organismo humano e principiando uma nova etapa, que se somará às existências anteriores. O filósofo também afirma que a alma humana, ao percorrer o caminho traçado pelas divindades, terá o poder de mirar as Verdades Eternas, as quais se encontram na esfera superior dos céus, em uma região que se assemelha a uma residência metafísica, denominada Hiperurânio, ou seja, o famoso mundo das ideias elaborado por Platão, do qual a realidade material é apenas uma mera reprodução.
Fontes:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/reencarnar3.htm
http://licoesdosespiritos.blogspot.com/2009/06/platao-e-reencarnacao.html
Alessandro César Bigheto. Educação e Reencarnação em Platão, in Dora Incontri. Educação e Espiritualidade – Interfaces e Perspectivas. Editora Comenius, Bragança Paulista, 2010, pp. 282-284.
HEDONISMO
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DEPRESÕES E SUAS ATUALIDADES
Por Ana Lucia Santana
Em O Tempo e o Cão: a atualidade das depressões, a autora e psicanalista Maria Rita Kehl aborda mais profundamente o tema da depressão, este mal contemporâneo tão vivenciado pelo ser humano, porém ainda um enigma para as pessoas. Ela enfoca esta perturbação emocional principalmente do ponto de vista da postura subjetiva. Maria Rita analisa a depressão enquanto uma sintomática típica da sociedade moderna, como o leitor pode observar nos três ensaios que compõem esta obra. Ela parte das vivências e meditações conquistadas no trabalho clínico com os pacientes portadores deste desequilíbrio emocional.
A escritora inicia esta abordagem realizando um resgate histórico do conceito de melancolia anterior a Freud, quando ela caracterizava aqueles que viviam à margem da sociedade e dos padrões convencionais, alimentavam uma culpa incomum por este comportamento, demonstravam sua sensação de não merecimento da afetividade alheia e de si mesma, mas tinham condições de reagir, de realizar uma avaliação crítica do idealismo cultural com o qual não se encaixavam.
Depois que Freud, o criador da Psicanálise, importou esse símbolo da esfera estética para o campo psicanalítico, privatizando-o, este conceito passou a ser incorporado ao indivíduo; hoje este antigo sintoma coletivo é conhecido como depressão, deixou de ser social e se individualizou.
Outra parte importante deste livro se refere ao relacionamento do paciente com a passagem do tempo, denominada de temporalidade pela autora. Ela se vale, neste ponto, das ideias cultivadas pelos filósofos Henry Bergson e Walter Benjamin. O terceiro texto dá conta do trabalho psicanalítico clínico. Aqui Maria Rita procura, particularmente, diferenciar a melancolia da depressão.
Ela define o sentimento melancólico como a manifestação de um desconforto existencial; a dor que irradia desta perturbação tende a se solidificar, passando, assim, a enquadrar o ser em uma patologia que o levará a ver o mundo de forma distorcida; suas respostas a essa visão corresponderão a esta nova postura.
A psiquiatria moderna vê a depressão como mais uma doença que deve ser combatida com medicamentos. Apesar de alguns pacientes realmente necessitarem de remédios, a psicanalista afirma que não se deve simplesmente silenciar o sintoma, pois isso significa sepultar, pela segunda vez, a oportunidade de ter uma visão clara do que ocorre em seu inconsciente; consequentemente o depressivo deixa de se libertar da obrigação de se identificar excessivamente com o Outro, elemento em grande parte responsável pela eclosão da depressão.
Maria Rita Kehl é psicanalista, doutora em psicanálise pela PUC de São Paulo, escreve poemas e ensaios. Entre suas obras se destacam Sobre ética e psicanálise, de 2002, e Videologias, uma parceria com Eugênio Bucci, de 2004. Este ensaio sobre a depressão não é voltado para um público específico, e sim direcionado a todos que almejam entender mais profundamente esta temática.
Fontes:
http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=978-85-7559-133-8
http://www.mariaritakehl.psc.br/conteudo.php?id=249
A escritora inicia esta abordagem realizando um resgate histórico do conceito de melancolia anterior a Freud, quando ela caracterizava aqueles que viviam à margem da sociedade e dos padrões convencionais, alimentavam uma culpa incomum por este comportamento, demonstravam sua sensação de não merecimento da afetividade alheia e de si mesma, mas tinham condições de reagir, de realizar uma avaliação crítica do idealismo cultural com o qual não se encaixavam.
Depois que Freud, o criador da Psicanálise, importou esse símbolo da esfera estética para o campo psicanalítico, privatizando-o, este conceito passou a ser incorporado ao indivíduo; hoje este antigo sintoma coletivo é conhecido como depressão, deixou de ser social e se individualizou.
Outra parte importante deste livro se refere ao relacionamento do paciente com a passagem do tempo, denominada de temporalidade pela autora. Ela se vale, neste ponto, das ideias cultivadas pelos filósofos Henry Bergson e Walter Benjamin. O terceiro texto dá conta do trabalho psicanalítico clínico. Aqui Maria Rita procura, particularmente, diferenciar a melancolia da depressão.
Ela define o sentimento melancólico como a manifestação de um desconforto existencial; a dor que irradia desta perturbação tende a se solidificar, passando, assim, a enquadrar o ser em uma patologia que o levará a ver o mundo de forma distorcida; suas respostas a essa visão corresponderão a esta nova postura.
A psiquiatria moderna vê a depressão como mais uma doença que deve ser combatida com medicamentos. Apesar de alguns pacientes realmente necessitarem de remédios, a psicanalista afirma que não se deve simplesmente silenciar o sintoma, pois isso significa sepultar, pela segunda vez, a oportunidade de ter uma visão clara do que ocorre em seu inconsciente; consequentemente o depressivo deixa de se libertar da obrigação de se identificar excessivamente com o Outro, elemento em grande parte responsável pela eclosão da depressão.
Maria Rita Kehl é psicanalista, doutora em psicanálise pela PUC de São Paulo, escreve poemas e ensaios. Entre suas obras se destacam Sobre ética e psicanálise, de 2002, e Videologias, uma parceria com Eugênio Bucci, de 2004. Este ensaio sobre a depressão não é voltado para um público específico, e sim direcionado a todos que almejam entender mais profundamente esta temática.
Fontes:
http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=978-85-7559-133-8
http://www.mariaritakehl.psc.br/conteudo.php?id=249
INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
Por Ana Lucia Santana
A Inteligência Espiritual é um terceiro complexo de faculdades intelectuais, o qual insere nossas atitudes e vivências em uma contextura irrestrita de significação e valor, dando-lhes um caráter mais consistente. Hoje ter um nível mais elevado de quociente espiritual – QS – torna o indivíduo apto a exercitar uma existência mais plena de significado. Desta forma a inteligência espiritual implica em se ter o poder de acreditar em uma psique criadora e cósmica, bem como na possibilidade de se relacionar com ela; saber que esta dimensão existe amplia a fé humana. Traduzindo, quanto maior a consciência da presença divina, mais o Homem vivencia e se relaciona com Deus.
O Mestre esclareceu a Humanidade sobre este legado, propiciando a compreensão desta esfera, através da sua própria prática da Inteligência Espiritual, exemplificando a necessidade da reforma íntima para que se possa alcançar serenidade interior e um meio mais adequado para o aprimoramento espiritual e a revelação de valores e sentidos renovados para a existência.
O fator de Inteligência Espiritual amplia as perspectivas humanas e sua inventividade, além de estimular o indivíduo a seguir sempre adiante. Através desta capacidade o Homem é capaz de transcender os desafios da jornada e resolver as questões de significado e valor. Este quociente está intimamente vinculado à carência humana de finalidade, de decifrar o sentido de sua vida.
Esta concepção é bem vasta e vem sendo ainda mais aperfeiçoada ao longo dos anos pelos pesquisadores. Ela engloba temas como o propósito da existência; o desenvolvimento de virtudes; a aposta na fé e na esperança como instrumentos para enfrentar os obstáculos da caminhada; a esfera metafísica e espiritual do ser humano; a compreensão do significado da genuína liberdade, a qual se desdobra no perímetro estabelecido por normas éticas e morais; a liberação, no ser, de energias negativas e destrutivas; os testemunhos de Jesus; os valores não adquiridos por recursos materiais, entre outras tantas questões.
É importante perceber que a inteligência espiritual pode ser ampliada conforme o Homem se relaciona com a consciência do Criador. Até princípios do século XX o QI ou quociente de inteligência era o único elemento oficialmente aceito pelos meios científicos para a aferição da inteligência do ser humano. Os anos 90 foram marcados, por sua vez, pelo aparecimento da inteligência emocional, que já revelava a insuficiência do fator intelectual, pois ele nada podia definir sem a contribuição da dimensão do campo emocional.
O século XXI, por sua vez, desperta para a realidade da Inteligência Espiritual, sem a qual não se pode compreender verdadeiramente a vida humana. A física e filósofa norte-americana Danah Zohar e seu cônjuge, o psiquiatra Ian Marshal, vêm comprovando a existência, no cérebro humano, de um setor do qual irradiam as vivências espirituais do Homem, o “Ponto de Deus”.
Vários setores empresariais começam a se interessar por essa nova medida da inteligência, já visando aprimorar esta esfera humana, para que assim o ser humano possa encontrar em suas tarefas profissionais um maior significado existencial. São blocos corporativos que, além do lucro, visam também agir no meio em que promovem seus produtos, seja em questões ambientais, educacionais, seja na área da saúde.
Fontes:
http://www.engenhariaespiritual.com/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=28
http://www.universocatolico.com.br/index.php?/a-inteligencia-espiritual-o-ponto-de-deus-no-cerebro-humano.html
O Mestre esclareceu a Humanidade sobre este legado, propiciando a compreensão desta esfera, através da sua própria prática da Inteligência Espiritual, exemplificando a necessidade da reforma íntima para que se possa alcançar serenidade interior e um meio mais adequado para o aprimoramento espiritual e a revelação de valores e sentidos renovados para a existência.
O fator de Inteligência Espiritual amplia as perspectivas humanas e sua inventividade, além de estimular o indivíduo a seguir sempre adiante. Através desta capacidade o Homem é capaz de transcender os desafios da jornada e resolver as questões de significado e valor. Este quociente está intimamente vinculado à carência humana de finalidade, de decifrar o sentido de sua vida.
Esta concepção é bem vasta e vem sendo ainda mais aperfeiçoada ao longo dos anos pelos pesquisadores. Ela engloba temas como o propósito da existência; o desenvolvimento de virtudes; a aposta na fé e na esperança como instrumentos para enfrentar os obstáculos da caminhada; a esfera metafísica e espiritual do ser humano; a compreensão do significado da genuína liberdade, a qual se desdobra no perímetro estabelecido por normas éticas e morais; a liberação, no ser, de energias negativas e destrutivas; os testemunhos de Jesus; os valores não adquiridos por recursos materiais, entre outras tantas questões.
É importante perceber que a inteligência espiritual pode ser ampliada conforme o Homem se relaciona com a consciência do Criador. Até princípios do século XX o QI ou quociente de inteligência era o único elemento oficialmente aceito pelos meios científicos para a aferição da inteligência do ser humano. Os anos 90 foram marcados, por sua vez, pelo aparecimento da inteligência emocional, que já revelava a insuficiência do fator intelectual, pois ele nada podia definir sem a contribuição da dimensão do campo emocional.
O século XXI, por sua vez, desperta para a realidade da Inteligência Espiritual, sem a qual não se pode compreender verdadeiramente a vida humana. A física e filósofa norte-americana Danah Zohar e seu cônjuge, o psiquiatra Ian Marshal, vêm comprovando a existência, no cérebro humano, de um setor do qual irradiam as vivências espirituais do Homem, o “Ponto de Deus”.
Vários setores empresariais começam a se interessar por essa nova medida da inteligência, já visando aprimorar esta esfera humana, para que assim o ser humano possa encontrar em suas tarefas profissionais um maior significado existencial. São blocos corporativos que, além do lucro, visam também agir no meio em que promovem seus produtos, seja em questões ambientais, educacionais, seja na área da saúde.
Fontes:
http://www.engenhariaespiritual.com/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=28
http://www.universocatolico.com.br/index.php?/a-inteligencia-espiritual-o-ponto-de-deus-no-cerebro-humano.html
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
SENTIDO DA PALAVRA AMOR
Por Ana Lucia Santana
O amor, no mundo moderno, envolve sempre emoções intensas, mesmo quando se manifesta de uma forma mais calma e equilibrada, nos momentos de generosidade, de afeto carinhoso, ou quando se está saudoso de alguém. De qualquer forma ele possui hoje, na língua portuguesa, inúmeros sentidos, tais como amizade, piedade, comiseração, desejo, paixão, encanto, entre outros.
Mas, ao estudarmos as origens desta expressão, percebemos que em tempos remotos, na Antiguidade Clássica, não se via o amor como um afeto mais forte; sua vertente romântica ainda não era conhecida, e esse conceito de uma emoção poética e veemente deixaria os gregos e romanos antigos transtornados. Apesar disso, não se deve imaginar que eles fossem frios e indiferentes; apenas esta modalidade sentimental, ao ser experimentada, deveria ser eliminada.
Este sentimento passou a existir junto com o ser humano, mas seu significado se modificou ao longo do tempo e através de incontáveis culturas, conquistando historicamente um status cultural, conforme a época e a civilização em questão. Atualmente seu sentido mais comum está relacionado ao estabelecimento de uma ligação afetiva com o outro ou um determinado artefato que tenha a propriedade de acolher esta sensação, e de retribuí-la emitindo impulsos sensoriais e psíquicos indispensáveis a sua preservação.
Os romanos da Antiguidade, porém, conferiam ao amor um sentido passivo, o qual levava os cidadãos de Roma a conceberem esta expressão com a conotação ‘ser amado’, não amar. Em algum momento indefinido da história desta civilização, possivelmente por pressão dos germanos, este termo conquistou um significado ativo; agora o ser não apenas recebia o afeto, mas também o concedia a outrem.
Já os gregos utilizavam quatro verbos para se referirem ao amor, e somente um deles se referia ao sentimento predominante entre casais. ‘Filéo’ é o amor fraterno; ‘Agapeu’ está relacionado ao prazer e ao desejo, ao sentimento cultivado na relação marido/ esposa; Stergo tem o sentido de afeto protetor, estabelecido entre familiares; e Eros é o sentimento envolvido na relação homem/ mulher.
Platão revela, no seu diálogo Fedro, a concepção de Sócrates sobre as origens do sentimento voluptuoso; a Humanidade o via como Eros, o ser provido de asas, enquanto as divindades o definiam como algo menos singelo: ptérôs, aquele que doa asas.
Esta conotação sagrada revela que o amor é não só autônomo, mas, não cabendo em si mesmo, deseja partilhar com alguém este sentimento. Alguns estudiosos acreditam que seu real sentido reside na intersecção destas duas significações, Eros e Ptérôs. Ou seja, o ser ama o outro e, ao mesmo tempo, percebe que ama a si mesmo.
Fala-se em amor platônico como um sentimento utópico, indiferente a qualquer conveniência ou prazer, o protótipo do afeto não concretizado, proibido, completamente puro. Mas esta é uma visão idealizada, fruto de uma compreensão equivocada da obra de Platão, uma vez que ele situa este sentimento no mundo das ideias, mas não se pode esquecer que este universo das verdades eternas é bem concreto e palpável para o filósofo.
Assim, segundo Platão, o amor é carência; quem ama procura no alvo de seu sentimento a Ideia que um dia contemplou enquanto sua alma estava desligada do corpo, a qual ele não encontra no plano material, pois sua reprodução sensível não lhe basta. Mas ele preenche este vácuo e ganha plenitude em uma relação correspondida.
Com a passagem dos séculos o amor e a paixão se libertam do sentido passivo e conquistam a conotação ativa; várias expressões têm seus significados transformados, pois a língua é um instrumento totalmente seletivo; assim, ela realiza suas opções e destaca o que é mais importante, segundo as preferências de cada sociedade.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amor
Língua Portuguesa Especial. Etimologia. As origens do cotidiano. Ano I/ Janeiro de 2006.
Este sentimento passou a existir junto com o ser humano, mas seu significado se modificou ao longo do tempo e através de incontáveis culturas, conquistando historicamente um status cultural, conforme a época e a civilização em questão. Atualmente seu sentido mais comum está relacionado ao estabelecimento de uma ligação afetiva com o outro ou um determinado artefato que tenha a propriedade de acolher esta sensação, e de retribuí-la emitindo impulsos sensoriais e psíquicos indispensáveis a sua preservação.
Os romanos da Antiguidade, porém, conferiam ao amor um sentido passivo, o qual levava os cidadãos de Roma a conceberem esta expressão com a conotação ‘ser amado’, não amar. Em algum momento indefinido da história desta civilização, possivelmente por pressão dos germanos, este termo conquistou um significado ativo; agora o ser não apenas recebia o afeto, mas também o concedia a outrem.
Já os gregos utilizavam quatro verbos para se referirem ao amor, e somente um deles se referia ao sentimento predominante entre casais. ‘Filéo’ é o amor fraterno; ‘Agapeu’ está relacionado ao prazer e ao desejo, ao sentimento cultivado na relação marido/ esposa; Stergo tem o sentido de afeto protetor, estabelecido entre familiares; e Eros é o sentimento envolvido na relação homem/ mulher.
Platão revela, no seu diálogo Fedro, a concepção de Sócrates sobre as origens do sentimento voluptuoso; a Humanidade o via como Eros, o ser provido de asas, enquanto as divindades o definiam como algo menos singelo: ptérôs, aquele que doa asas.
Esta conotação sagrada revela que o amor é não só autônomo, mas, não cabendo em si mesmo, deseja partilhar com alguém este sentimento. Alguns estudiosos acreditam que seu real sentido reside na intersecção destas duas significações, Eros e Ptérôs. Ou seja, o ser ama o outro e, ao mesmo tempo, percebe que ama a si mesmo.
Fala-se em amor platônico como um sentimento utópico, indiferente a qualquer conveniência ou prazer, o protótipo do afeto não concretizado, proibido, completamente puro. Mas esta é uma visão idealizada, fruto de uma compreensão equivocada da obra de Platão, uma vez que ele situa este sentimento no mundo das ideias, mas não se pode esquecer que este universo das verdades eternas é bem concreto e palpável para o filósofo.
Assim, segundo Platão, o amor é carência; quem ama procura no alvo de seu sentimento a Ideia que um dia contemplou enquanto sua alma estava desligada do corpo, a qual ele não encontra no plano material, pois sua reprodução sensível não lhe basta. Mas ele preenche este vácuo e ganha plenitude em uma relação correspondida.
Com a passagem dos séculos o amor e a paixão se libertam do sentido passivo e conquistam a conotação ativa; várias expressões têm seus significados transformados, pois a língua é um instrumento totalmente seletivo; assim, ela realiza suas opções e destaca o que é mais importante, segundo as preferências de cada sociedade.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amor
Língua Portuguesa Especial. Etimologia. As origens do cotidiano. Ano I/ Janeiro de 2006.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
OBSERVE BEM
Linguagem Corporal
Certamente nada é mais cotidiano do que mentir, e por outro lado, poucas coisas são tão mal vistas. Mas todos mentimos, não é mesmo?
Em quais situações você avalia que temos uma mentira?
Como reconhecer a linguagem corporal da mentira
Corpo
Normalmente o "mentiroso" tende a se retrair ao contar uma mentira, encolhendo braços, pernas e ocupando "pouco espaço".
Olhos
Normalmente o "mentiroso" evita contato visual com o interlocutor. Entretanto algumas vezes as pessoas podem fazer isso para lembrar-se de um fato.
Rosto
- Muitas vezes as pessoas usam as mãos para esconder o rosto, cobrindo a boca ou coçando o nariz ao falar.
- Os movimentos faciais do mentiroso limitam-se a região da boca e não envolvem todo o rosto.
Linguagem Verbal
- Aqueles que mentem tendem a colocar pouca ênfase no que estão dizendo, diminuindo a expressividade e a oratória.
- Muitas vezes o mentiroso coloca detalhes na história afim de torná-la convincente, e especialmente porque os silêncios são incômodos para quem está mentindo.
- As mentiras soaram mais naturais se não forem ditas, mas ficarem implícitas na conversa. Se a pessoa não faz uma afirmação, mas a induz, há uma chance que essa conclusão seja falsa.
- O mentiroso tende a usar suas palavras ao responder suas perguntas, por exemplo ao ser perguntado se "Você quebrou o Jarro da sala?" A resposta seria: "Não, não quebrei o jarro da sala".
Emoção
- As demonstrações de emoção são mais prolongadas ou curtas que o normal, normalmente há mudanças bruscas de humor.
- Tempos errados entre gestos e falas, por exemplo quando alguém sorri após uma dizer que adorou o presente, mas a um lapso entre o sorriso e a sentença.
Assunto
- O mentiroso exibira certo relaxamento se mudarmos de assunto subitamente, uma pessoa dizendo a verdade tende a responder ficando um pouco mais tensa, pois pode não compreender a mudança.
- Responder com humor ou sarcasmo muitas vezes mascara um assunto incomodo.
Lembre-se que esta tabela é apenas indicativa,o contexto é o elemento principal e não devemos avaliar as pessoas por apenas poucos destes sinais.
Certamente nada é mais cotidiano do que mentir, e por outro lado, poucas coisas são tão mal vistas. Mas todos mentimos, não é mesmo?
Em quais situações você avalia que temos uma mentira?
Como reconhecer a linguagem corporal da mentira
Corpo
Normalmente o "mentiroso" tende a se retrair ao contar uma mentira, encolhendo braços, pernas e ocupando "pouco espaço".
Olhos
Normalmente o "mentiroso" evita contato visual com o interlocutor. Entretanto algumas vezes as pessoas podem fazer isso para lembrar-se de um fato.
Rosto
- Muitas vezes as pessoas usam as mãos para esconder o rosto, cobrindo a boca ou coçando o nariz ao falar.
- Os movimentos faciais do mentiroso limitam-se a região da boca e não envolvem todo o rosto.
Linguagem Verbal
- Aqueles que mentem tendem a colocar pouca ênfase no que estão dizendo, diminuindo a expressividade e a oratória.
- Muitas vezes o mentiroso coloca detalhes na história afim de torná-la convincente, e especialmente porque os silêncios são incômodos para quem está mentindo.
- As mentiras soaram mais naturais se não forem ditas, mas ficarem implícitas na conversa. Se a pessoa não faz uma afirmação, mas a induz, há uma chance que essa conclusão seja falsa.
- O mentiroso tende a usar suas palavras ao responder suas perguntas, por exemplo ao ser perguntado se "Você quebrou o Jarro da sala?" A resposta seria: "Não, não quebrei o jarro da sala".
Emoção
- As demonstrações de emoção são mais prolongadas ou curtas que o normal, normalmente há mudanças bruscas de humor.
- Tempos errados entre gestos e falas, por exemplo quando alguém sorri após uma dizer que adorou o presente, mas a um lapso entre o sorriso e a sentença.
Assunto
- O mentiroso exibira certo relaxamento se mudarmos de assunto subitamente, uma pessoa dizendo a verdade tende a responder ficando um pouco mais tensa, pois pode não compreender a mudança.
- Responder com humor ou sarcasmo muitas vezes mascara um assunto incomodo.
Lembre-se que esta tabela é apenas indicativa,o contexto é o elemento principal e não devemos avaliar as pessoas por apenas poucos destes sinais.
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