A Luz é tudo o que é e o que não é. A Vibração desta expressão está bem além da linguagem.
Ela deriva diretamente do primeiro Sopro primordial e do derradeiro Sopro último, no qual tudo se inscreve e tudo se escreve.
Já não é mais útil alimentar uma qualquer compreensão.
Tudo é Um.
Nós somos Absolutos.
Nenhum relativo pode subsistir para além de um tempo particular.
A expressão é a do Sopro original. Ela é mesmo a natureza do Todo, a essência mesmo do que vocês denominariam o nada.
Da mesma forma que o Absoluto está além de tudo, como de toda representação, esta expressão vos convida a ser a Criança Libertada, a Criança da Liberdade, aquela da Lei do Um.
Vocês são o Amor.
Eis o que diz esta Vibração.
Unindo além de toda falsificação: «no início era o Verbo».
A minha presença e a vossa presença, como vocês a vivem, participam da Onda da Vida, do Dom da Graça, em cada palavra que eu pronuncio e em cada palavra que vocês escutam.
Pergunta: UM AMIGO disse que convinha olhar para além do que nos é dado a ver. Poderia desenvolver?
O ver que foi relatado não tem um sentido, nem uma função. O ver será sempre uma projeção, de uma maneira ou de outra, de qualquer coisa.
Ver para além do que é dado a ver é, portanto, conceber que existe outra coisa.
Esta outra coisa não aparece senão quando vocês decidem ver, efetivamente, depois de não pararem para aquilo que foi dado e que foi projetado.
É um convite a abolir a projeção ela mesma, a voltar, de qualquer maneira, o olhar, fazer com que esse olhar não seja mais preenchido com um pedido de sentido ou com um pedido de compreensão ou com um pedido de comparação.
O olhar torna-se, aí também, neutralidade.
Esse olhar, que é, portanto, um retorno por si só, vos convida a olhar atrás da aparência, vos convida, aí também, a uma forma de Transcendência, vos pedindo para deixar vir o que está, assim, projetado.
Deixando vir a vocês o que foi visto, ultrapassando todo julgamento, toda apreciação.
Vocês ultrapassam verdadeiramente o fato de ver.
Existe, portanto, uma mudança, se o podemos dizer, de sentido, vos fazendo passar da projeção à introjeção. Isso se tornou possível desde o instante em que vocês se instalaram na Vibração do Hic e Nunc porque, nesse momento, o que é dado a ver não vai no mesmo sentido.
Há, portanto, de qualquer maneira, uma forma de restituição à origem, passando da projeção à introjeção, vos fazendo descobrir que não pode ser visto ou olhado o que já está presente, antes de toda projeção, em vocês.
Esta Transcendência transcende o que é visto habitualmente, dando a ver, não mais um objeto, uma pessoa ou uma situação, mas o que os sustem, da mesma forma.
Tudo se torna Vivo.
O que vocês veem, nesse momento, não é mais o décor, mas simplesmente a Vida. E é exatamente o mesmo para tudo o que vocês denominam sentido.
O sentido não é o que é destinado a vos dar a perceber o que parece se encontrar no exterior da vossa forma. Da mesma forma que existiram, sobre esta Terra, certos Yogas do Som, há um momento em que é preciso ultrapassar o som.
É o mesmo, assim, para cada sentido.
O objeto que vocês tocam com a mão vos parecerá, pelo sentido do tocar, evidentemente, como exterior, dando aí, também, a perceber as características.
Se vocês aprendem a tocar para além do que é tocado, aparecem as percepções energéticas, Vibratórias e, num estado mais pronunciado, vos dão a perceber o objeto, a coisa ou a pessoa, antes mesmo de ela ter nascido, se ter formado ou criado.
Assim é para cada sentido a que vocês estão acessíveis a partir desse corpo.
Pergunta: Como aliar a gratidão para o que nós recebemos e o fato de saber que não há nada que dá e nada que recebe?
Muito simplesmente sendo o que tu És.
Desde o instante em que a Graça se torna a tua Morada, não pode ser útil, nem necessário, projetar uma qualquer graça.
Tu te tornas a gratidão ela mesma.
Existe, neste pedido, o Amor a emitir para o que te parece, ainda, exterior a ti mesmo.
Se tu dás graça e exprimes uma gratidão, vira-a para ti, porque nós estamos, de maneira indelével, em ti, bem além desta forma e deste limite.
O convite que vos é formado e proposto pela Onda da Vida e pelo Manto Azul da Graça é, efetivamente, esta palavra que volta sem parar «para além». Mas lá, para além, não é num outro lugar, não é num outro tempo, nem numa outra vida.
Ele se inscreve neste instante.
Não há para além algo que o senso comum possa entender.
Frequentemente o homem faz referência ao além como o que é exterior, num depois da vida, quando este corpo e esta forma não estão mais.
Hoje, a Onda da Vida vos convida a Ser para além do Aqui e do Agora.
Pergunta: No espaço de um instante eu duvidei muito da existência do pensamento, sentindo nesse momento preciso uma grande vertigem me levando muito longe. Por medo da loucura, controlei tudo. Se me tivesse abandonado a esse movimento, eu teria encontrado o Absoluto ou a loucura?
O Absoluto está presente. O que resta do observador, do Eu e do Si, teve medo.
Mas ter medo te faz, portanto, apreender que tu tomaste alguma coisa que deves fazer, porque o medo não te pertence.
A vertigem não é senão a tradução do medo.
A vertigem não traduz, definitivamente, senão a resistência à perda do ilusório e do efêmero.
É nesse instante que não é preciso ter medo, mas, antes, realizar o Abandono do Si.
É a isso que te convida e te convidará a experiência.
O medo não é, definitivamente, através dessa vertigem, senão a expressão de uma projeção.
Ele não tem nenhuma consistência, nenhuma realidade.
Como o disse UM AMIGO: vejam passar, ultrapassem, sejam Transparentes, não parem e não se retenham, não agarrem nada, não façam nada.
Pergunta: Existe um limite no deixar fazer ou é preciso mergulhar nele completamente?
Tudo depende de quem pronuncia esta frase. Cabe a ti, portanto, determinar de que espaço e de que realidade vive, em ti, esta frase.
Lembra-te simplesmente, como disse o Yoga da Eternidade, que a partir do instante em que tu aceites nada fazer, isso não impede a pessoa de fazer o que tem a fazer na sua vida.
Isto não é o mesmo olhar. Não é a mesma coisa que faz ou que não faz.
Uma parte faz, a outra não faz.
A parte que faz é o ego. Deixa-o fazer: tu não és o que ele faz.
Tu podes muito bem, do ponto de vista do Si ou do Absoluto, não fazer nada, enquanto a pessoa que tu habitas faz não importa o quê, uma atividade qualquer.
O não fazer nada e a imobilidade do Yoga da Eternidade não são um convite a se deixar fazer pelo ego, mas antes, aí também, um fator te conduzindo, talvez, à Transcendência.
Pergunta: Qual é a diferença das Crianças da Lei do Um e das Crianças de Bélial? Estas últimas são tocadas da mesma forma pela Onda da Vida?
As Crianças de Bélial são aqueles que querem manter a divisão e a separação.
As Crianças do Um são as Crianças Libertadas e as Crianças da Liberdade.
As Crianças de Bélial reivindicam o livre-arbítrio, o fato de existir fora de toda a Fonte e de toda a Unidade, o que, certamente, é estritamente impossível.
Eles são também as Crianças da Lei do Um, mas para um outro tempo.
Pergunta: Sonhar, tendo consciência que sonhamos, pode ser um caminho para o Absoluto?
Não, de modo nenhum. Isso pode ser uma via de abordagem do Si.
Mas o Absoluto não é mais o sonho que o sonhador.
Pergunta: Há uma relação entre o sono profundo e o Absoluto?
Sim. O sono profundo vos permite ser Absoluto.
Porque, quem está presente? Quem vê o mundo? Quem vê a pessoa que tu és?
No sono profundo, o próprio sentido da noção de existência não existe.
Não há mais nada.
Este vazio, vivido como a percepção ou a não percepção, do mundo como da pessoa, é, portanto, não consciente e Absoluto.
Pergunta: Quando o mental se acalma, se coloca em repouso, eu passo para um estado de ausência de consciência. A que corresponde este estado? É um processo inacabado ou antes uma finalidade, e é isso sair do observador e se tornar a experiência?
Sim, isso pode ser, de fato, como isso. Só te resta reconsiderar a proposta que qualquer coisa está inacabada.
Lembra-te: o Absoluto É.
Ele não tem nem caminho, nem distância, nem separação, nem objetivo.
Tu o És, porque tu aí Estás.
Pergunta: Pode-se passar a Porta Estreita durante uma fase de sono profundo?
Isso cabe a ti ver, ao acordar.
Tu estás estabelecido na Transparência?
Tu estás estabelecido na neutralidade e na espontaneidade?
Tu és afetado ou não afetado pelo que se passa?
A resposta está aí.
Pergunta: O Duplo vai continuar ainda a se apresentar?
Ele estará cada vez mais próximo, na Consciência, como em outros momentos e em outros estados.
Pergunta: Se ouvir chamar pelo seu nome, por Maria, é uma aproximação do Absoluto?
Sim. Isso é uma aproximação a responder ao Apelo de Maria.
A um dado momento, este Apelo te fará viver bem mais do que o Apelo.
Isso é um convite a ser o próprio Criador de ti mesmo, no Absoluto.
Pergunta: O nosso corpo reflete os estremecimentos da Terra, que têm lugar neste momento?
Isso é inteiramente sobreposto.
O que se passa sobre a Terra e nesta Terra se passa sobre o vosso corpo e no vosso corpo.
Para além da analogia e da similitude, é exatamente a mesma Verdade.
Pergunta: O termo «para além» tem uma similitude com «a água de lá», no sentido do «aqui»?
Sim. Isso vos faz passar do sentido da pronunciação do que é inteligível, no mental, ao que é, efetivamente, o sentido primeiro: a água de lá.
A água de lá é a água fecundada pelo Fogo e a Água fecundando o Fogo.
Alquimia do Céu e da Terra.
Alquimia do Supramental e da Onda da Vida.
Última sequência do Casamento místico.
A água e o Fogo primordial.
Lua/ Sol.
Masculino/ Feminino.
O Duplo.
O para além não é mais em para baixo.
Ele é aqui. Não é em outro lugar ou depois.
Ele é antes.
A Água confere a Transparência e a Pureza.
Ela é vivificante e nutriente.
Ele é Fonte.
Ela é Agua viva, a da Vida.
A Água do alto e a Água de baixo, inscrita desde o primeiro Sopro.
A mesma Água não podendo ser mais separada em Água do alto e em Água de baixo, tornando-se, então, a Água de lá.
Lembrem-se que nomear as coisas, os objetos e as pessoas, é já sair da Vibração e da Transparência.
Nomear atribui uma forma, uma função, uma ideia.
É assim que nas Dimensões ditas Unificadas, não há nenhum nome. Há o Sopro e a Vibração transcritos, por vocês, em nome de Arcanjos, de Anciãos ou de qualquer outra coisa, porque isso é, para vocês, uma construção que tranquiliza, porque é nomeada e, por vocês, identificada e identificável. Mas isso só se refere a este mundo.
O Sopro é o que anima. Existem outras linguagens, para este termo, traduzindo melhor, de qualquer maneira, o sentido.
A Onda da Vida é um Sopro.
Ela não é somente Vibração, nem energia.
A Onda é movimento.
A Vibração é ressonância.
A energia é circulação.
O Sopro é, de qualquer maneira (se podemos usar estas palavras), o espírito que anima ou ruach. Este ruach, este Sopro, é o mesmo em toda a vida. Ele é, portanto, indiferenciado, não casual e independente de toda a apropriação. Ele pertence tanto ao mundo das emanações, como ao mundo da forma.
Mas, desde que a forma esteja presente, o Sopro fica escondido porque tomou forma.
É isso que vocês encontram, vos permitindo não mais serem, somente, essa forma.
Pergunta: Todos os reinos, incluindo o dos cristais, contêm este Sopro?
Na totalidade. Nada, nenhuma forma, dele pode ser privada.
Existem diversos degraus de densidade e de densificação ou de cristalização. Mas é o mesmo Sopro.
O Sopro está, assim, presente numa gama de Vibrações, da mais baixa à mais alta. Simplesmente, nesse mundo em que vocês estão, foi de tal maneira rarefeito, como amputado, mas jamais extinto.
O que se liberta, hoje, da Terra (a Onda da Vida), vos dá a viver para além, aqui mesmo, nesta forma. É o mesmo Sopro.
O Absoluto é Sopro e forma. A alma primordial (neshamah) é portadora do mesmoruach [espírito]. A língua Vibral, original, é Sopro. Ela não é, certamente, uma língua, no sentido em que vocês a entendem e percebem. Podemos dizer ser a linguagem Vibratória universal da Vida.
Nós não temos mais perguntas. Nós vos agradecemos.
Eu sou ANAEL, Arcanjo.
Crianças da Liberdade, eu estarei em Comunhão e em Graça, com vocês e em vocês, no compartilhamento do Dom da Graça.
Eu saúdo a Eternidade e a Beleza.
Até daqui a instantes.
… Compartilhamento do Dom da Graça …
Mensagem do Arcanjo ANAEL no site francês:
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
PESSOA ESPONJA Autor: Hugo Lapa (terapeuta de vidas passadas) Não é novidade para muitos estudiosos do espiritualismo a existência de indivíduos que possuem grande sensibilidade, e por isso acabam captando as vibrações que emanam do ambiente e das pessoas. Pessoas assim são chamadas de “esponjas”, pois têm um comportamento parecido com a esponja, ou seja, têm a capacidade de sugar o líquido que entra em contato com ela. Alguns chamam isso de “efeito esponja”, o processo de absorver do ambiente e de alguém seus fluidos, suas energias e vibrações, em especial as negativas e desarmônicas. Há pessoas que freqüentam certos ambientes e após algum tempo sentem-se carregadas de energias intrusas, como se elas tivessem extraído do ambiente uma parte das vibrações que ele contém. Alguns pesquisadores afirmam que essa atração energética ocorre principalmente por intermédio do chakra do plexo solar. Isso por que esse centro de força é responsável por captar e distribuir as energias vitais em nosso corpo. Nesse processo, ele também capta e distribui as energias negativas que são assimiladas em certos locais, sejam igrejas, instituições públicas, residências, cemitérios, ou qualquer outro lugar. Ao ter contato com qualquer pessoa ocorre o mesmo: podemos nos sentir cansados, irritadiços, com mal estar ou sonolentos, podemos sentir um formigamento percorrendo nosso corpo, ou ainda sentir que nossa energia foi exaurida e que ficamos com o pior que havia naquela pessoa. O outro sente-se bem e o “esponja” sente-se muito mal. Por outro lado, é bem possível que o indivíduo esponja seja muito necessário em nossa sociedade, pois se não fosse sua capacidade de captar e eliminar alguns fluidos emanados de ambientes e pessoas, haveria demasiada concentração de energias negativas num dados ambiente, e este se tornaria muito difícil de ser freqüentado. Há necessidade de pessoas que passem de local em local assimilando e drenando essas vibrações, caso contrário, alguns ambientes conteriam uma excessiva carga negativa, e seus habitantes estariam fadados a complicações e até enfermidades. Por esse motivo, algumas pessoas vêm ao mundo com essa missão de sugar e transmutar essas energias deletérias, e com isso assimilar os problemas dos outros e aprender alguma coisa com isso. Quando um indivíduo esponja assimila as energias negativas de outrem, ele está tomando para si, ao menos em parte, um pouco da experiência do outro. Dessa forma, ele pode se colocar no lugar do outro e sentir o que o outro sente, mesmo que apenas por alguns momentos. Isso o ajuda a assimilar experiências e conseguir se libertar delas. Além de ajudar outras pessoas, ele aprende muito com isso. No entanto, é muito importante que essa pessoa, muito sensível, se torne capaz de não apenas captar as vibrações alheias, mas também anulá-las, expeli-las, eliminá-las, ou mesmo transmutá-las, o que seria o mais recomendável. Em suma, o efeito esponja pode ser muito positivo quando a pessoa aprende a transmutar essas energias, pois pode ajudar muitas pessoas; por outro lado, pode se tornar uma desgraça quando ela se identifica com os problemas dos outros e toma tudo para si, sem conseguir transformar essas energias em algo positivo e elevado. Alguns terapeutas padecem dessa missão. Ao entrar em contato com os clientes, fazer uma imposição de mãos, ou mesmo apenas dialogar com eles, sentem que, ao final da intervenção, estão exaustos e acabaram ficando com boa parte da energia que originalmente era do atendido. Isso ocorre principalmente com pessoas que trabalham práticas de cura por imposição de mãos. As mãos podem emanar energias benéficas e elevadas, mas também podem ajudar a aspirar ou chupar as mazelas e aflições de outros. O terapeuta atento e bem treinado precisa saber como transmutar esta condição para que não fique retendo as moléstias de outrem. Alguns mestres espirituais mais desenvolvidos espiritualmente são capazes de haurir as energias dos outros, e até mesmo trazer para si suas enfermidades. No livro “Vivendo com os Mestres do Himalaia” Swami Rama conta que, certa vez, seu mestre foi chamado para tratar um caso de lepra que estava quase tirando a vida de um menino da região. Seu mestre havia enviado o discípulo, o próprio Swami Rama, mas ele foi incapaz de tratar o garoto. Então o mestre foi ao local e se postou diante do menino. Repentinamente, a doença do menino foi desaparecendo e o mestre começou a apresentar os mesmos sintomas. O mestre então saiu do local e colocou as mãos sobre uma árvore, passando para ela a doença. A árvore pereceu e o mestre voltou ao local onde estava a criança. Todos puderam observar que a criança já não mais apresentava os sintomas da doença, e foi diagnosticada como curada. Outro caso de uma pessoa que parecia absorver dos outros suas moléstias era o Padre Pio de Pietrelcina. Dizem que Padre Pio fez um pedido a Jesus desejando que lhe fosse dada a graça de pegar para si mesmo o sofrimento dos outros. Após esse dia, Padre Pio ficava constantemente doente, e começaram a aparecer em várias partes da Itália casos de pessoas que haviam sido supostamente curadas após orar pedindo ajuda ao Padre. Aparentemente, Padre Pio era capaz de absorver o sofrimento e a doença dos outros e senti-los em si mesmo, e assim, trabalhava essas moléstias em seu interior e ele mesmo se curava. Esses exemplos servem para ilustrar como é de fato possível uma pessoa chupar, sugar e reter as energias externas, de lugares e pessoas. Isso é particularmente verdadeiro dentro de uma família. Um dos membros de uma família pode ser um sensitivo com essa incrível capacidade, e pode não apenas tomar para si as energias dos familiares, como concentrar nele mesmo toda a problemática do seu núcleo familiar. É muito possível que alguns familiares sintam isso e inconscientemente passem a depositar neste elemento todas as dificuldades e turbulências que caracterizam o drama familiar. Neste caso, o familiar pode começar a ser colocado na posição de bode expiatório, e tudo de sórdido e disfuncional que há na família seja transferido para um membro, geralmente o mais fragilizado e mais sensível. De qualquer forma, não se deve acreditar que toda pessoa com sensibilidade do tipo “esponja” seja necessariamente transformada no bode expiatório, mas algumas vezes isso acaba ocorrendo. O fato é que há elementos de uma família que são transformados no depósito de todo o lixo emocional de uma família, e isso acaba os prejudicando severamente e pode até mesmo abrir caminho para doenças e quadros sintomáticos de transtornos mentais. Isso ocorre por que os familiares não desejam admitir seus problemas, seus desgostos, os dissabores de sua vida, e mesmo sua infelicidade, e por isso passam a jogar tudo numa só pessoa, e fazê-la como bode expiatório, ou como depósito do lixo emocional familiar. Fazem dela o responsável por tudo o que lhes ocorre de ruim, e por isso colocam-no numa posição de inferioridade diante dos demais. Há também familiares que se aproveitam da fragilidade de alguns parentes para auferir alguma vantagem dele, seja financeira ou emocional, exercendo um poder e usando a pessoa como suporte que os impede de decair e ir para o fundo do poço (onde provavelmente já se encontram sem saber). Algumas pessoas desejam colocar o outro para baixo para se sentirem por cima. Ao invés de se erguerem com suas próprias pernas, com seus próprios meios e recursos, eles recusam esse esforço e passam a desejar rebaixar o parente para que possam sentir-se, ou ter a ilusão de estarem por cima. Nem é preciso dizer que isso é um dos caminhos mais rápidos para a frustração, posto que ilusoriamente estamos nos valendo de nossa posição e da fraqueza do outro para deter o controle de nossa descontrolada e turbulenta existência. |
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Esperança por Thais Accioly
"Assim como nasce
O sol todos os dias Alimentando O tojo Perfumado, eternamente, Pelas flores Amarelo ouro, Canta minha alma Todo dia Este acalanto, Que aquece e ilumina A penumbra ao redor, Espantando as sombras Para que brilhe Mais alto A vida que pulsa Em meu coração Que entoa: Esperança". A esperança é uma emoção ativa, baseada em dados de realidade, e também na transcendência da fé, diferente do otimismo, este bem menos profundo, tendo um aspecto mais mental. O otimismo é na maioria das vezes alicerçado pelas ocorrências do cotidiano, se tudo está bem o otimismo floresce, se tudo está ruim o otimismo desaparece. A esperança caminha de outra forma, quando tudo está ruim ela mantém-se mais forte, e quando tudo está bem, permanece ativa. Pode-se dizer que a esperança é tijolo de construção da vida humana, é matéria-prima da vida anímica e matéria viva da nossa existência, por isso deve ser dinâmica, e precisa ser cultivada, alimentada e trabalhada, para que o homem e a mulher ao vivenciá-la atuem de forma a concretizar seus anseios. Com esperança, os dias mais duros e sombrios, que nos ferem como espinhos, são vistos a partir de um cenário interno de bem-estar e de serenidade. Sem esperança, os dias, ainda que ensolarados e prósperos, são cinzentos, arrastados, sem graça, melancólicos e desprovidos de prazer. Torna-se insuportável viver sem esperança... Por isso, aquele que quiser robustecê-la precisa agir, começando por fortalecer também a fé. E a fé para ser forte, operante e não se tornar estéril deve se basear na observação calma, paciente e sábia da vida e da natureza, para que transcenda às coisas desse mundo. Pois, quando não é baseada na sabedoria transcendente, ela desmorona com facilidade, transformando-se muitas vezes em ira contra a vida e o Criador. No pólo oposto da esperança, há sempre a dúvida, a inquietação da incerteza, que se não for passageira, durando somente o instante saudável da verificação do rumo tomado, destrói o ânimo, inundando a pessoa de inseguranças, pessimismo, depressão, angústia e ansiedade, levando muitas vezes à apatia e a falta de ação focada. Para trabalhar essa crença emocional chamada esperança, deve-se também observar a vida na natureza, olhando para o passado para apreciar o presente, aprendendo sobre o tempo, sobre o momento da semeadura, do cultivo, da colheita, das finalizações, e dos recomeços, ciclicamente. Para que surja a visão de futuro, e a compreensão mais clara da vida, usar o recurso da meditação e das preces é indicado. Ler biografias de pessoas notadamente esperançosas, como por exemplo, sobre a vida de: Mandela, Martin Luther King, Mahatma Gandhi, Jesus Cristo, Dra. Elisabeth Kubler Ross, Marie Curie, Patch Adams, Dick e Rick Hoyt, entre tantos outros expoentes da esperança dos mais diversos seguimentos de nossa sociedade. Mas também podemos associar a estes "exercícios" o uso das essências florais. O Dr. Edward Bach, criador das Essências Florais Inglesas conhecidas como Florais de Bach, atento a este estado de espírito da desesperança e do quanto ele contribuía para o surgimento de patologias ou para a manutenção e agravamento das doenças humanas, buscou na natureza a flor do Gorse para preparar uma essência floral que agisse como um tônico para a Esperança. O Gorse - Ulex europaeus, é um espinheiro comum na Europa, originário da Índia, mas que também existe aqui no Brasil. Essa planta também é conhecida com Giesta, Ginestra, Genêt, ou Tojo. É uma planta muito resistente, aguenta bem o fogo, assim como aguenta o gelo, e é comum vê-lo florescer, com suas perfumadas flores amarelo ouro, por debaixo do gelo nos campos da Inglaterra. Sua flor é aromática e doce, e com ela pode-se fazer uma deliciosa bebida primaveril, um verdadeiro néctar, e também sorvete e perfume. Dr. Edward Bach percebeu que assim como o Gorse resiste às agruras do tempo, mantendo a doçura da sua flor amarelo ouro, a essência floral preparada a partir dessa flor, renova a esperança, adoçando a vida, fortalecendo a fé, trazendo uma ensolarada alegria, bem como a renovação da vitalidade e do otimismo, ainda que se esteja vivendo tempos de vida difíceis, quando já não se acredita mais na possibilidade da volta do bem estar. E ao acordar a esperança na alma cansada e dorida, é como se o alvorecer de um novo dia surgisse aquecendo esta alma humana, estimulando-a a que passe pelas adversidades da vida mantendo-se ativa na construção do bem-estar rumo à realização dos sonhos acalentados. |
Desapego - Osho, Bodhidharma, The Greatest Zen Master.
A maior fonte de sofrimento para o ser humano é o apego. Desde cedo, fomos condicionados a nos apegar a tudo o que consideramos indispensável para que possamos nos sentir seguros e confortáveis.
Ao longo da vida, entretanto, vamos descobrindo que este apego nos torna extremamente vulneráveis. Desapegar não significa viver uma vida sem desejar qualquer conquista ou sem criar laços de afeto com outros seres humanos.
O problema é que colocamos nosso equilíbrio interior na dependência de tudo aquilo que é externo a nós. Geralmente isto acontece porque aprendemos a ter nosso valor como pessoa, avalizado sempre pelas vitórias que obtemos no mundo.
Embora elas sejam essenciais para nossa sobrevivência, não podemos esquecer que tudo nesta dimensão é impermanente e, portanto, passível de desaparecer a qualquer momento.
Enquanto não conseguirmos vivenciar profundamente esta verdade e buscar outros valores que nos sustentem em qualquer circunstância, seguiremos escravos dos apegos que tanto nos fragilizam.
Fortalecer a confiança no poder que todos indistintamente possuímos é o passo essencial para que comecemos a nos libertar de tudo aquilo que nos aprisiona.
Uma existência plena de paz e felicidade passa, obrigatoriamente, pela capacidade de reconhecermos em nós a fonte de amor e abundância que nos originou. Ela estará sempre disponível, pois não depende de nada nem de ninguém para ser provida.
"Todas as nossas misérias e sofrimentos não são nada mais do que apego. Toda a nossa ignorância e escuridão é uma estranha combinação de mil e um apegos. Nós estamos apegados a coisas que serão levadas no momento da morte, ou mesmo, talvez, antes.
Você pode estar muito apegado a dinheiro, mas você pode ir à bancarrota amanhã. Você pode estar muito apegado a seu poder e posição, mas eles são como bolhas de sabão. Hoje eles estão aqui; amanhã eles não deixarão nem um traço.
...Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, nosso dinheiro, nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de sabão; senão, você estará em contínua miséria e agonia.
...Compreender que a vida é feita da mesma matéria que os sonhos é a essência do caminho. Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de você. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo.
Não se agarre a nada. Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes.
Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você. A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar - nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia.
Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, você se encontra sereno, calmo e tranqüilo, numa alegria sutil. Haverá um riso no seu ser.
...Se você se tornar desapegado, você será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E você rirá de si mesmo, porque você também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho".
Osho, Bodhidharma, The Greatest Zen Master.
As palavras são como raios por Elania Piffer
As palavras são como raios: umas são lançadas e provocam grandes arrombos; outras só fazem ruídos e são esquecidas; e outras não são, sequer, ouvidas.
Quando quiserem dizer algo para alguém importante para vocês, deixem que haja um momento para que possam se favorecer de um estado de espírito e de um momento propício. Dessa forma, as palavras são absorvidas para fazer a transformação necessária naqueles que as ouvem.
Pensem bem antes de dizer algo; coloquem-se no lugar do outro; tentem sentir aquilo que irá dizer; digam o que sentirem sem ferir; digam aquilo que for necessário e oportuno. Calem-se, se for preciso; avancem com as palavras, se a situação permitir, mas não lancem palavra como raios. Tenham suavidade para proferi-las. Só assim, conseguirão as mudanças que precisam proporcionar a cada um de vocês e ao outro, dando a oportunidade de tornar claro o que é necessário para todos conhecerem.
É certo que, em nem todos os momentos, conseguirão tamanha benevolência consigo e com o outro, mas é um exercício que deve ser vivido por cada um que anseia escalar os degraus da evolução.
O equilíbrio é a somatização da força interior, do campo de energia e da vontade. No campo de energia, existem várias ramificações, dentre elas o campo eletromagnético, onde também existe parte da entonação da fonte de energia que emana das palavras. Portanto, pensem bem antes de iniciar uma abertura do canal de energia ligado à liberação das palavras.
As palavras são muito sensíveis e velozes, tamanha potência que circula em torno da atmosfera humana. Não pensem que estarão livres desse esgoto mental e verbal, caso somente mantenham o que querem proferir, mesmo estando em seus pensamentos. Não, não é assim que funciona.
A força ligada à mente que, em contato com os desejos, transforma o que pensam em algo concreto numa fração de segundos. Basta que pensem que já estão manipulando a energia ao seu redor, adquirindo uma forma de pensamento para se unirem a sua energia central e, assim, a sua energia vital até atingirem a sua energia físico-orgânica. Quando chegarem a este estágio, estarão no processo de adoecimento e não conseguirão sozinhos, libertarem-se do emaranhado de energias que circularão em seu entorno.
Um conselho desse simples irmão que deseja lhes ajudar: encham o peito de energia prânica[1], respirem e inspirem pelo menos 15 vezes, com frequência de 3 a 5 vezes por dia. Com o passar dos dias e com a conquista do equilíbrio, vão reduzindo a frequência. O ideal é que esse exercício seja feito uma vez por dia ou três a cinco vezes na semana, para toda a vida. Isso porque a constituição energética do corpo necessita absorver e eliminar energias que estão paralisadas em seus corpos. Essas energias se tornam estagnadas e podem, ao longo do tempo, tornar-se uma barreira para a entrada de novas energias que se encontram à disposição de todos.
Os sítios sagrados são locais onde se deve buscar a captação da energia prânica condensada e fazer uma grande limpeza energética corporal em todos os estágios dos seus corpos.
Esses conselhos são somente dicas de um irmão que acompanha sua caminhada e que não utiliza a roupagem física como vocês, mas que deseja muito vê-los entusiasmados pela própria vida e pela vida daqueles que os cercam e os querem bem. No instante em que procurarem se manter em equilíbrio com todo o universo, entendam, também, que toda energia universal estará voltada para lhes trazer saúde, paz, alegria e bons momentos em suas vidas.
Fiquem bem, queridos filhos e filhas. Aproveitem os bons momentos que sopram na atmosfera desse planeta e lancem palavras de conforto aos seus para que elas cheguem ao seu destino e lhes garantam a melhoria a que se propõem.
Garrorocho
Obs: essa mensagem foi direcionada a um pequeno grupo, mas está sendo divulgada para que outros possam se identificar e se favorecer das suas orientações.
por Elania Piffer - elaniapiffer@gmail.com
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