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transcendendo.......

O silêncio fala mais que mil palavras. O silêncio enche o ar de vibrações que nenhum som é capaz de produzir. Quando nos quedamos diante de nós mesmos e deixamos que a nossa alma flua, não necessitamos de palavras. O silêncio, que a tudo imobiliza, inunda o coração e fala por nós. Por mais que as palavras sejam maravilhosas, as rimas por vezes se quebram e se transformam em soluços. Então, o silêncio pode ser a máxima expressão do nosso íntimo. (Lisieux)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011


A CHAVE MESTRA

In Grandes Mestres



A Chave Mestra‏ (OSHO)
A mente é um bom mecanismo, mas não um bom mestre.

A mente pode servi-lo se você for o mestre e ela for a serva.

Contudo, se a serva se tornar o mestre e começar a lhe governar, esse é o estado de insanidade.

Eis porque digo que toda humanidade está normalmente insana.

O que é a mente?

É tudo emprestado, e emprestado de fontes diferentes: dos pais, dos vizinhos, dos professores, dos sacerdotes, das bibliotecas.

O estado da não-mente é desconhecido para o ocidente, e é somente no estado da não-mente que a pessoa se torna cônscia daquilo que está além da mente...

Porque quando toda a tagarelice da mente cessa e não há mais ruído, a delicada pequena voz do ser é ouvida.

Pela primeira vez a pessoa torna-se cônscia: estou aqui, eu não estava naquele lugar lotado, sempre estive fora dele.

Um único momento de conhecer a si mesmo para estar acima da mente lhe deu uma chave mestra.

Agora a mente não pode nunca se tornar seu mestre.

Agora a mente não pode continuar acumulando tudo que ela desejar.

Uma vez que o ser se estabelece, a mente se torna muito submissa, imediatamente.

A meditação é uma rota direta para o ser.

Ela simplesmente transcende a mente.

E uma vez que você está centrado em seu ser, a mente, que ficava saltando para cima 
e para baixo fingindo ser seu mestre, subitamente se torna submissa; ela imediatamente silencia, abandona toda sua parafernália.

E um homem do ser pode usar a mente exatamente do mesmo jeito que você utiliza qualquer mecanismo.

Mas se o mecanismo começa a lhe usar, esse é um estado feio.

O homem deve lembrar que ele é o mestre de seu corpo e de sua mente.

Certamente o mestre tem que estar além de ambos...

Meditação leva você ao ser.

É uma rota direta para o além.

E uma vez que o mestre está lá, a mente se rende imediatamente.

Nessa rendição está a saúde, porque o mestre está em seu lugar e a serva está em seu lugar; a harmonia está restaurada.

E ser harmonioso é tudo que a saúde significa.

(Osho)
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 09:47 0 comentários
Todos devem examinar a própria consciência”, VOPUS | Gnose A Revolução da Consciência 



Por Samael Aun Weor 


As pessoas confundem a Consciência com a Inteligência ou com o Intelecto e a quem é muito inteligente ou muito intelectual dão o qualifica¬tivo de muitoConsciente. Nós afirmamos que a CONSCIÊNCIA no homem é, fora de toda dúvida e sem temor de nos enganarmos, um tipo muito especial de "APREENSÃO DE CONHECIMENTO INTERIOR" totalmente inde¬pendente de qualquer atividade mental..

A faculdade da CONSCIÊNCIA nos permite o conhecimento de NÓS MESMOS.

A CONSCIÊNCIA nos dá conhecimento íntegro do que é, de onde se está, do que realmente se sabe, do que certamente se ignora.

A Psicologia Revolucionária ensina que só o próprio homem pode chegar a conhecer a si mesmo.

Somente nós mesmos podemos saber se estamos conscientes em dado momento ou não. Só a própria pessoa pode saber de sua própria Consciência, e se esta existe em um momento dado ou não.

O próprio homem, e ninguém mais que ele, pode dar-se conta por um instante, por um momento, de que antes desse instante, antes desse mo¬mento, realmente não era consciente, tinha sua Consciência adormecida; depois, esquecerá essa vivência ou a conservará como lembrança, como a recordação de uma forte experiência.

É urgente saber que a a Consciência no ANIMAL RACIONAL não é algo contínuo, permanente...

Normalmente a Consciência dorme profundamente no animal inte¬lectual, equivocadamente chamado homem.

Raros, muito raros são os momentos em que a Consciência está des¬perta;o animal intelectual trabalha, dirige automóveis, se casa, morre, etc., com a consciência totalmente adormecida, e só desperta em momen¬tos muito excepcionais.

A vida do ser humano é uma Vida de Sonho, mas ele crê que está desperto e jamais admitiria que está Sonhando, que tem a Consciência Dormida.

Se alguém chegasse a Despertar, se sentiria espantosamente enver¬gonhado de si mesmo, compreenderia de imediato sua palhaçada, seu ri¬dículo. Esta vida é espantosamente ridícula, horrivelmente trágica e rara-mente sublime.

Sw um boxeador Se um boxeador chegasse a despertar de repente em plena luta, olha¬ria, envergonhado, todo o honrado público, e fugiria do horrível espetácu¬lo ante o assombro das multidões adormecidas e inconscientes.

Quando o ser humano admite que tem a Consciência adormecida, podem estar seguros de que já começa a despertar.

As escolas reacionárias de psicologia antiquada que negam a existên¬cia da Consciência e até a utilidade de tal termo demonstram o estado de Sono mais profundo. Os seguidores de tais escolas dormem muito profun¬damente, em um estado praticamente infraconsciente e inconsciente.

Os que confundem a Consciência com as funções psicológicas, pensa¬mentos, impulsos motores e sensações realmente estão muito inconscientes, dormem profundamente. Os que admitem a existência da Consciência, mas negam completamente os distintos graus de Consciência, demonstra falta de experiência cons¬ciente, sonho da Consciência.

Toda pessoa que alguma vez despertou momentaneamente sabe mui¬to bem, por experiência própria, que existem diferentes níveis de Consciência, observáveis em si próprio.

Primeiro: TEMPO. Por quanto tempo permanecemos conscientes?
Segundo: FREQUÊNCIA. Quantas vezes despertamos Consciência?
Terceiro: AMPLITUDE Y PENETRAÇÃO. De que se era consciente?
a Psicologia Revolucionária e a antiga Philokalia afirmam que, me¬diante grandes super-esforços de tipo muito especial, pode-se despertar a Consciência e torná-la contínua e controlável.

A Educação Fundamental tem como objetivo Despertar Consciência. De nada servem dez ou quinze anos de estudo na escola, no colégio e na Universidade, se ao sair das aulas somos autômatos adormecidos.

Não é exagero afirmar que, mediante algum grande esforço, o animal intelectual pode ser consciente de si mesmo apenas por um par de minutos.

É claro que nisto costuma haver raras exceções, que devemos buscar com a lanterna de Diógenes; esses casos raros estão representados pelos Homens verdadeiros: Buda, Jesus, Hermes, Quetzalcoatl, etc.

Estes fundadores de religiões possuíram Consciência contínua, foram grandes Iluminados.

Normalmente as pessoas não são conscientes de si mesmas. A ilusão de ser consciente de forma contínua nasce da memória e de todos os pro¬cessos do pensamento.

O homem que pratica um exercício retrospectivo para recordar toda sua vida pode realmente relembrar, recordar quantas vezes se casou, quan¬tos filhos teve, quem foram seus pais, seus professores, etc., mas isto não significaDespertar Consciência, é simplesmente recordar atos inconscien¬tes, e isso é tudo.

É necessário repetir o que já dissemos em precedentes capítulos. Existem QUATRO ESTADOS DE CONSCIÊNCIA. Estes são: SONHO, estado de VIGÍLIA, AUTO-CONSCIÊNCIA e CONSCIÊNCIA OBJETIVA.

O pobre Animal Intelectual equivocadamente chamado Homem, só vive em dois desses estados. Uma parte de sua vida decorre no Sono e a outra no mal chamado estado de Vigília, o qual também é Sono.

O homem que dorme e está Sonhando, acha que Desperta pelo fato de regressar ao estado de Vigília, mas em realidade durante este estado de Vigília continua Sonhando.

Isto é semelhante ao amanhecer, se ocultam as estrelas devido à luz solar, mas elas continuam existindo ainda que os olhos físicos não as percebam.

Na vida normal, comum e corrente, o ser humano nada sabe da Auto-Consciência e muito menos da Consciência Objetiva.

No entanto, as pessoas são orgulhosas e todo o mundo se acredita Auto-Consciente; o animal intelectual acredita firmemente que tem Cons¬ciência de si mesmo, e de nenhuma maneira aceitaria que lhe dissessem que é um adormecido e que vive inconsciente de si mesmo.

Existem momentos excepcionais em que o animal Intelectual desper¬ta, mas esses momentos são muito raros; podem apresentar-se em um ins¬tante de perigo supremo, durante uma intensa emoção, diante de alguma nova circunstância, em alguma nova situação inesperada, etc.

É verdadeiramente uma desgraça que o pobre animal intelectual não tenha nenhum domínio sobre esses estados fugazes de Consciência, que não possa invocá-los, que não possa torná-los contínuos.

Entretanto, a Educação Fundamental afirma que o homem pode con¬seguir o controle da Consciência e adquirir Auto-Consciência.

A Psicologia Revolucionária tem métodos e procedimentos científicos para despertar Consciência.

Se queremos despertar Consciência necessitamos começar por examinar, estudar e depois eliminar todos os obstáculos que se apresentam em nosso caminho...

Samael Aun Weor, Educação Fundamental. Capítulo XXXVII. A consciência
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 09:37 0 comentários

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MULHERES QUE MUDAM E MUDARAM A HISTÓRIA



21 mulheres mais destacadas da história

Por Adminha e







21 mulheres que de alguma forma ou outra mudaram a história do mundo e do Brasil. Como mulher parabenizo a todas aquelas que se esforçam a cada dia para ter e manter seu espaço reconhecido na sociedade, aos homens que nos vêem como pares, como amigas, mães, irmãs, parceiras.





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Cleópatra VII, rainha: Cleópatra Filopator Nea Thea (69-30 a.C.) herdou de seu pai o trono de Egito. Seus romances com Julio César e Marco Antonio converteram-na numa das soberanas com mais poder da antiguidade.




Joana d'Arc, heroína: A combatente francesa (1412-1431) assumiu o comando do exército real em várias batalhas durante o reinado de Carlos VII. O papa Bento XV nomeou-a santa em 1920. Morreu na fogueira por heresia.




Ana Bolena, rainha consorte: A segunda esposa (1501-1536) do monarca inglês Enrique VIII morreu decapitada na Torre de Londres após que seu marido a acusasse de adultério. Seu próprio pai, sir Thomas Boleyn, condenou-a.




Carlota Joaquina, rainha: Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon (1775—1830) foi infanta de Espanha, princesa do Brasil e rainha de Portugal por seu casamento com D. João VI. Ficou conhecida como A Megera de Queluz, pela sua personalidade forte e porque escolheu viver no Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa.




Maria Quitéria, militar: Maria Quitéria de Jesus (1792-1853) foi uma militar brasileira, heroína da Guerra da Independência. Considerada a Joana D'Arc brasileira, é a patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Vestiu-se de homem para alistar-se no exército. Morreu aos 61 anos no anonimato nos arredores de Salvador.




Anita Garibaldi, revolucionária: Ana Maria de Jesus Ribeiro (1821-1849), foi a companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, sendo conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos". Ela é considerada, até hoje, uma das mulheres mais fortes e corajosas da sua época.




Maria Curie, cientista: Maria Sklodowska (1867-1934) tomou o sobrenome de seu marido, Pierre Curie. Por sua nação de origem, Polônia, deu nome a um elemento químico. Pioneira no estudo da radioatividade, obteve dois prêmios Nobel.




Mata Hari, espiã: Margaretha Geertruida Zelle (1876-1917) serviu-se de sua capacidade de sedução para trabalhar como espiã dos franceses para o Governo alemão. Um tribunal francês ordenou que fosse fuzilada por alta traição.




Virginia Woolf, escritora: Pela moradia londrina de Bloomsbury desta novelista (1882-1941) passaram autores como J. M. Keynes e E. M. Foster. Suicidou-se se afogando por medo de uma incipiente loucura.




Cora Coralina, poetisa: Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889—1985) era uma mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.




Carmen Miranda, cantora e atriz: Maria do Carmo Miranda da Cunha(1909-1955) foi uma cantora e atriz luso-brasileira e precursora do tropicalismo. Carmem foi a maior celebridade em sua época, algo como Britney hoje. Encontraram na morta no quarto de sua casa em Beverly Hills após colapso cardíaco fulminante por causa da sua dependência de barbitúricos.




Teresa de Calcutá, missionária: Gonxha Agnes (1910-1997) fundou a congregação Missionárias da Caridade para ajudar aos pobres. Dois anos após sua morte, João Paulo II abriu a causa de sua canonização. Recebeu o Nobel da Paz em 1979.




Edith Piaf, cantora: Criada por sua avó, que dirigia uma casa de prostitutas, Edith (1915-1963) revelou seu talento e sua grande voz nas canções populares que cantava nas ruas junto com seu pai, Louis A. Gassion.




Indira Gandhi, política: Filha de Jawaharlal Nehru, o primeiro premiê da Índia, foi Primeira Ministra de seu país em duas ocasiões até seu assassinato em outubro de 1934. Estrategista e pensadora política brilhante.




Irmã Dulce, religiosa: Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (1914—1992), melhor conhecida como o Anjo bom da Bahia, foi uma religiosa católica brasileira que notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos necessitados.




Evita Peron, política: Marcada por uma infância no campo e filha não reconhecida, Eva (1919-1952) trabalhou como atriz, modelo e locutora e se casou com o presidente argentino Peron. Lutou pelos direitos dos trabalhadores e da mulher.




Marilyn Monroe, atriz: Norma Jean Mortenson (1926-1962) protagonizou clássicos como "Os Homens Preferem as Loiras" (1953) ou "O Pecado Mora ao Lado", mas sobretudo é o maior mito erótico do século XX. Diz-se que teve um romance com os irmãos Robert e John F. Kennedy.




Grace Kelly, atriz: Esta estadunidense (1929-1982) abandonou sua carreira como estrela de cinema para se casar, em 1956, com o príncipe Rainier de Mônaco. Morreu em acidente de trânsito quando viajava com sua filha Estefani.




Leila Diniz, atriz: Leila Roque Diniz (1945—1972), conhecida como a "Mulher de Ipanema", defensora do amor livre e do prazer sexual é sempre lembrada como símbolo da revolução feminina , que rompeu conceitos e tabus por meio de suas idéias e atitudes. Morreu num acidente aéreo aos 27 anos, no auge da fama, quando voltava de uma viagem feita para a Austrália. Sua amiga, a atriz Marieta Severo e o compositor e cantor Chico Buarque de Hollanda criaram a filha de Leila.




Benazir Bhutto, política: Líder do Partido Popular de Paquistão (1953-2007), foi a primeira mulher que ocupou o cargo de premiê de um país muçulmano. Dirigiu o Paquistão em duas ocasiões. Foi assassinada em plena campanha política.




Diana de Gales, princesa: Conhecida como a princesa do povo (1961-1997) por sua atitude solidária com os mais desfavorecidos, esteve casada com o príncipe Charles, com quem teve os príncipes William e Harry. Morreu ao lado do namorado em um controvertido acidente de trânsito quando fugia da perseguição de paparazzis.




Você, filha, amiga, namorada, amante, esposa, mãe, heroína: Suas palavras acarinham, seus carinhos embevecem, seu sorriso ilumina o dia escuro, seu amor é o sol que aquece... seu colo é o sonho de um menino que de proteção carece.





Leia mais em: 21 mulheres mais destacadas da história - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2336#ixzz1eCsByXBl
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 00:09 0 comentários

quarta-feira, 30 de novembro de 2011


O Preconceito Contra as Mulheres na História

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Aureni Ribeiro · Porto Velho, RO
19/9/2009 · 1 · 0
Uma série de conceitos preconceituosos de grandes pensadores contribuiu para relegar a mulher a uma posição de inferioridade e reprimir qualquer manifestação do feminino na história

A imagem de fragilidade e submissão sempre esteve ligada à mulher na história, principalmente na antiguidade, idade média e moderna. Muitos pensadores, teólogos e filósofos contribuíram para aumentar sua posição de inferioridade, mas o que não impediu que muitas mulheres se rebelassem contra tal atitude em todos os tempos.

Muitos são eles que contribuíram para o preconceito contra o sexo feminino ao longo dos tempos veja alguns deles. Na antiguidade Platão dizia “que os homens covardes que foram injustos durante sua vida, serão provavelmente transformados em mulheres quando reencarnarem”; Aristóteles afirmava que “a fêmea e fêmea em virtude de certas faltas de qualidade”.

Na idade média as mulheres foram classificadas de três formas como prostitutas, bruxas ou santas servindo como modelo a virgem Maria. As prostitutas eram as que se entregavam aos vícios da carne e utilizavam seus corpos para saciar os desejos ou para ganho. As mulheres bruxas eram as que de alguma forma iam contra os dogmas da igreja, muitas mulheres que tinham de alguma forma acesso as artes, as ciências ou a literatura padeceram nas mãos da santa inquisição. Buscar alguma forma de conhecimento custou à vida de milhares de mulheres. As mulheres da idade média tinham que ser moldes de virtudes da Virgem Maria, dóceis, puras e devotadas aos seus maridos. Religiosos como São Tomas de Aquino dizia que “ela era um ser acidental e falho e que seu destino é o de viver sob a tutela de um homem, por natureza é inferior em força é dignidade“ Tertuliano dizia que “era a porta do Demônio”.

Na idade moderna não foi muito diferente, renomados pensadores tiverem sua parcela de contribuição nas justificativas de sexo frágil. Rousseau no século 18, disse que a mulher e um ser destinado ao casamento e a maternidade, Lamennais chamava – a de “estátua viva da burrice”, Diderot escreveu que embora pareçam civilizadas “continuam a ser, verdadeiras selvagens” e que ela era propriedade do homem. Napoleão não menos Machista afirmava “a mulher é nossa propriedade e nos não somos propriedade dela”. Kant a considera “pouco dotada intelectualmente, caprichosa indiscreta e moralmente fraca”; Schopenhauer coloca a mulher entre o homem e o animal e diz “cabelos longos inteligência curta”; Nietzsche “o homem deve ser educado para a guerra a mulher para a recreação do guerreiro” para Balzac a única glória das mulheres estava em fazer pulsar o coração de um homem, para Proudhon a mulher que trabalhava era umas ladra que roubava o trabalho de um homem.

Exemplos são o que não faltam na história de preconceitos contra o gênero feminino, como alguns que continuam a resistir ao tempo e vem mascarado, a exemplo temos a música, que cada vez mais traz em suas letras “piriguetes, safadonas, cachorronas, mulheres melancias, maças, enfim mulheres frutas” rótulos que acabam fazendo sucesso entre o público masculino, mas que limitam as mulheres ao culto de seus corpos.

Mesmo com a implacável perseguição ao longo dos séculos, que colocou as mulheres em uma posição de inferioridade, houve uma mudança cultural dos papeis atribuídos às mulheres. Muitas mulheres tiveram um papel essencial para tais mudanças e acabaram colocando seus nomes na história entre elas se destacam: Anita Garibaldi “a heroína de dois mundos”, Betty Friedam norte – americana uma das precursoras do feminismo escreveu vários livros sobre o tema, Caroline Herschel astrônoma e matemática alemã, Frida Kalo pintora mexicana, Katharine Graham jornalista americana foi a primeira mulher poderosa da mídia e presidente do The Washington Post, Cleópatra, Elizabeth I, Evita Perón, Indira Gandhi, Lady Di, Joana D’Arc., Madre Teresa de Calcutá, Margaret Thatcher, Maria Bonita, Marilyn Monroe e Simone de Beauvoir entre outras tiveram grande importância em diversas áreas.

Se a repressão perdurou por várias fases históricas hoje as mulheres respiram mais aliviadas com a conquista de vários direitos como o avanço no mercado de trabalho, apesar do sexo masculino ainda ganhar mais e o direito ao voto. E como diz a frase da primeira dama da Califórnia Maria Shriver “mulheres bem-comportadas não fazem história”.

Blog Repórter da Amazônia
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:36 0 comentários

domingo, 20 de novembro de 2011












Autoconhecimento é fundamental para se relacionar


:: Rosemeire Zago ::





As relações em geral são sempre motivo de queixas e uma das mais frequentes é o modo pelo qual somos tratados, independente dos motivos. A frase: "O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença" de Érico Veríssimo, nos faz lembrar em como as pessoas tratam com indiferença aqueles com quem convivem e dizem amar. Não, com certeza isso não é amor! Algumas pessoas entram na vida de outras e fazem um verdadeiro estrago... e sequer demonstram arrependimento, sequer voltam para pedir desculpas ou saber como você está se sentindo. Quem já foi alvo da indiferença sabe a dor e o estrago que causa, e sabe também que os cacos serão um a um recolhidos, mas até isso acontecer quanto sofrimento provoca... E quem causou isso continua a vida, muitas vezes sem sentir o mínimo de dor, ao menos aparentemente, e vai machucando outros por onde passa.




Claro que um relacionamento afetivo tem sua base e suas peculiaridades, e se um faz algo, foi porque o outro permitiu; mas a verdade é que quem não está bem consigo mesmo, deveria no mínimo ter a responsabilidade de não se envolver com outra pessoa. Sim, muitas pessoas não têm a percepção de não estar bem, e quando se relacionam, o outro muitas vezes funciona como um verdadeiro espelho, ou seja, aquilo que não vê em si mesmo, projeta no outro, acreditando verdadeiramente que não lhe pertence. Usa o outro como espelho, sempre com o dedo acusador, sem se dar conta de que apenas está projetando no outro tudo que não consegue -ou não quer- enxergar em si mesmo. 




É importante pensar ainda que se "envolver" para um pode não ter o mesmo significado para o outro, pois a maioria apenas mantém relações superficiais. Enfim, as variáveis são muitas, o que não nos impede de refletir sobre as possíveis causas e suas consequências, e assim ficarmos mais atentos na próxima relação. Afinal, os erros e as experiências são para aprendermos. Portanto, cabe a quem conhece esse processo não cair em tal cilada.




As pessoas estão tão alienadas de si mesmas, vivendo tão na superficialidade, que se esquecem de valores básicos como educação e, acima de tudo, respeito. Mas como podem se preocupar com o que o outro sente se não identificam nem aquilo que está bem dentro de si mesmo? Como respeitar os sentimentos do outro, se não respeitam nem os próprios sentimentos? Diante de tantos desencontros, como se envolver, verdadeiramente, sem se machucar? 




Sim, o outro machucou, e nós, por vários motivos, conscientes ou não, permitimos, consentimos, nos iludimos, criamos expectativas, e ainda não consideramos vários sinais, sutis ou evidentes e o resultado disso tudo é um só: dor, dor e mais dor! Muitas vezes fazemos muito, cedemos muito, com a intenção que a relação dê certo; esperamos que dessa vez fosse diferente, mas não é! Decepcionamo-nos. E talvez se decepcionem conosco. Seja qual for a realidade, todos podemos aprender com tudo que acontece. Mas só aprende quem quer, quem deseja crescer, evoluir, e está aberto para perceber quanto o autoconhecimento é fundamental, do contrário situação semelhante voltará a acontecer, tanto para quem machucou como para quem foi machucado. 




Ficar apontando o dedo, criticando, julgando, só demonstra o quanto não se consegue olhar para dentro de si. Não é nada fácil ter a coragem para enfrentar um processo de análise, o qual tem como objetivo principal o autoconhecimento, por isso é muito mais fácil apontar o que o outro, supostamente, fez de errado. Propor-se e se comprometer a ficar toda semana sentado por uma hora, durante um período indeterminado, para se encontrar consigo mesmo, e assim buscar a origem de seus conflitos, identificar suas máscaras, entender os motivos de seus comportamentos, encontrar sua verdadeira essência, realmente não é para qualquer um!

Muitas vezes, quem nunca passou pelo processo, acusa o outro por todas as dificuldades encontradas no relacionamento, e se esse também não se conhece, facilmente irá assumir toda a culpa pelo que não deu certo. Isso acontece mais frequentemente nas relações afetivas, mas também encontramos conflitos por falta de autoconhecimento nas relações de amizade, familiar e profissional. Autoconhecimento deveria ser condição básica para qualquer tipo de relacionamento. Já dizia Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo", e eu acrescentaria: "... antes de se envolver emocionalmente com outra pessoa".




Quando uma pessoa -eu, você-, pretende, quer ou começa a se envolver com alguém, deve sim ter a responsabilidade de estar bem consigo mesmo para não jogar todos seus lixos no outro, pois é isso que acontece quando não se conhece a si próprios. Ninguém tem a responsabilidade de salvar, suprir necessidades emocionais do passado, ou mudar o histórico de vida de ninguém, pois isso é impossível, mas também ninguém tem o direito de piorar aquilo que já foi ou é tão difícil de ser superado. Ainda que a pessoa não saiba nada sobre o passado e as necessidades do outro, deve respeitá-lo acima de tudo como ser humano e lembrar que todos têm um histórico, uns mais difíceis de serem superados, outros menos. 




As pessoas sequer têm consciência de suas necessidades emocionais, as quais dão origem às máscaras, e saem em busca de quem as salve, quando elas mesmas não conseguem se salvar. Complicado? Pode parecer, mas não é. Todos nós utilizamos máscaras, pois é um processo inconsciente como proteção e defesa da dor, mas sem autoconhecimento vivemos como se essas máscaras fossem nossa essência, o que não é verdade, pois nossa essência está escondida, e só a descobrimos quando nos dispomos a nos conhecer. Diante desse quadro a maioria dos relacionamentos envolve apenas mascarados. Eu uso minhas máscaras (das quais sequer tenho conhecimento), você utiliza as suas, e o conflito se instala. E o amor só pode ser realmente sentido quando duas essências se encontram, é essa a grande diferença!

Num encontro de duas pessoas que estejam abertas para evoluir, há sempre a oportunidade de ambos aprenderem um com o outro e crescerem. Uma relação é feita a dois, cuja base é a troca... de afeto, carinho, atenção, amizade, cumplicidade, respeito, verdade, fidelidade, amor! E quando não se está preparado para tal troca e crescimento, é muito melhor encontrar-se antes consigo mesmo para só depois se permitir encontrar-se com o outro.


Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.

Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.

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Email: r.zago@uol.com.br



Postado por Liliam Padilha Ferreira às 13:58 0 comentários

domingo, 13 de novembro de 2011




Coragem para mudar


Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.
É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.
Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.
Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.
Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.
Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.
Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.
É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.
Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.
Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.
Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.
Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.
Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.
Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.
Convertamos sombras em luz.
Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.
Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.
Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.
Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.
O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranqüila.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.
Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.
Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.
Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.
A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.

Psicografia de Divaldo P. Franco – Vigilância.
Ditado por Joanna de Ângelis
 
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:31 0 comentários

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SOFRER POR AMOR

:: Thais Accioly :: 

Com freqüência atendo pessoas que chegam ao meu consultório sofrendo com o término de um relacionamento afetivo ou por estar vivendo um momento de crise na relação amorosa.
É comum um misto de dor, tristeza, raiva, mágoa, desolamento, medo, dúvida, frustração, desejo de revidar e desespero, tomar conta do mundo emocional nestas horas e os sentimentos ficam tão intensos e misturados que é até difícil identificar o que se sente, levando muitos a acreditar que estão sofrendo por amor. Será?
Será que o amor dói? Será que existe dor de amor?

Amor não dói. Amor cura e equilibra.
O que dói no final de um relacionamento ou quando ele passa por uma prova difícil é não vermos nossos sonhos realizados, nem sermos atendidos em nossos desejos, ou ainda, o orgulho ferido e a decepção.

O apego e o sentimento de posse também fazem sofrer e crer que não há possibilidade de vida fora daquele relacionamento ou daquela forma de se relacionar.
Todavia, quando o que prevalece em nossos sentimentos é o amor, não há espaço para medos, dúvidas, inveja, raiva, desejos de vingança, ódio, posse ou desespero.
Mas se eu amo tanto, como pode, de repente, o amor virar isso, tanta mágoa, tanta raiva, tanta confusão? Costumam perguntar.
É, o amor não pode mesmo virar raiva ou mágoa.

O que normalmente ocorre é que o amor convive com nossas inseguranças, com nossos medos e dúvidas, com a raiva, com os apegos, com o desejo de vingança, com o ciúme, com o orgulho e com o egoísmo e com todas essas nossas facetas tão humanas que ainda não foram suficientemente educadas e trabalhadas, e que por isso, numa crise podem tornar-se predominantes escondendo ou turvando o amor por causa das urgências e das necessidades que nos impõem.

Assim, ao perdermos o contato com o amor, não somente com o amor que sentimos pelo parceiro, mas principalmente com a capacidade de amar, o sofrimento toma conta de nosso mundo interior fazendo com que se ache que o que está nos fazendo sofrer é o amor que nutríamos até então.
Mas sentir amor não dói.

Quem ama de forma aberta, madura, quando vê partir seu companheiro ou se vê envolto numa crise relacional, sente tristeza, o que é normal; às vezes, até um inconformismo momentâneo, talvez uma pitada de raiva, mas o amor, ou a capacidade de amar, por ser maior que todos esses sentimentos, é predominante e tem o poder de reequilibrar este coração, que se sente forte e vitorioso, ainda que arranhado. E, mantendo-se sereno, não cultiva desejos de revide, nem desesperos, nem dúvidas, medos ou ódios. Quem ama sente-se capaz de amar sempre e de novo, e mais uma vez, se preciso for.
O desafio, então, é aprender a amar de verdade. Aprender a construir em si um amor que não seja esquecido no primeiro erro do ser amado, que não se esconda quando o ego não se sentir atendido em seus desejos ou caprichos. Amor que consiga enxergar suas próprias necessidades permanecendo em contato com as necessidades do seu parceiro criando um equilíbrio no querer.

Amor capaz de sacrifícios sem lamúrias.
Amor capaz de perdoar e seguir em frente acompanhando o soerguimento daquele que errou.
Amor capaz de encher a vida de felicidade.
Portanto, se sentimos que sofremos por causa de uma relação afetiva, ao invés de culparmos o amor, seria mais interessante se perguntar se o sofrimento não foi causado por uma carência afetiva, por uma baixa auto-estima; se não é a vontade, o desejo de possuir e comandar a vida do outro de forma que ele nos atenda ou de modo que ele seja o que sonhamos; se não é o egoísmo e/ou orgulho ferindo nossa sensibilidade, que nos faz sofrer.
Aprendendo a amar, libertamos a nós mesmos de muitos sofrimentos e melhoramos a qualidade das relações afetivas transformando-as em relações verdadeiramente amorosas.

Acredito que melhor seria dizer que o que pode nos trazer dor é não sabermos conviver e nem nos comunicar bem; é o perfeccionismo que atrelamos ao sucesso da relação afetiva; é querer moldar o outro à imagem que temos do ideal procurado; é não termos autoconhecimento, nem auto-estima; é pensar que o outro tem poder de nos fazer felizes ou infelizes; é achar que temos poder e direitos sobre a vida do companheiro; é acreditar que se vive um conto de fadas e por isso entender que o ser amado é infalível, incapaz de ferir, e que nós somos especiais, de tal forma que, ninguém pode nos trair, aborrecer, desobedecer ou nos deixar.

Assim, a todos os que me procuram reclamando das dores de amor, ofereço, através da terapia floral, primeiramente, o conforto restaurador e equilibrador das belas forças da natureza e, a seguir, o antídoto para seu sofrimento que vem do autoconhecimento associado a reconexão com seu propósito de vida, com a auto-estima e com suas qualidades e virtudes, especialmente, acreditem, a do amor.
E ao permitir que ele, o amor, inunde de novo o mundo interior, renovam-se as forças da vida, a coragem de prosseguir e a possibilidade de ser feliz.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 11:15 0 comentários

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Todos nós nascemos sem um ego. Quando uma criança nasce, ela é apenas consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem, sem ego. Aos poucos, o ego é criado pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros sobre você.

Um vizinho chega e diz "Que criança bonita!", e olha para a criança com um olhar de apreciação. Então o ego começa a funcionar. Alguém sorri, uma outra pessoa não sorri. Algumas vezes a mãe é muito carinhosa, outras vezes está muito zangada.

E a criança vai aprendendo que não é aceita como ela é. Seu ser não é aceito de forma incondicional: há condições a serem satisfeitas. Se ela grita e chora e há visitas na casa, sua mãe se zanga. Se ela grita e chora, mas não há visitas na casa, sua mãe não se importa.

Se ela não grita, nem chora, sua mãe a recompensa sempre com beijos amorosos e com carinho. Quando há visitas, se a criança sabe ficar quieta, em silêncio, sua mãe fica muito feliz e a recompensa. A criança vai aprendendo as opiniões dos outros sobre si mesma olhando no espelho dos relacionamentos.

Você não pode ver a sua face diretamente. Você tem que olhar em um espelho, e no espelho você pode reconhecer sua face. Esse reflexo se torna sua ideia de sua face, e há milhares de espelhos a seu redor, todos eles refletindo algo. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém é indiferente.

E então, aos poucos, a criança cresce e continua acumulando as opiniões de outras pessoas. A essência total dessas opiniões dos outros constitui o ego. A pessoa começa a olhar para si mesma da forma como os outros a veem. Começa a se olhar de fora: isso é o ego.

Se as pessoas gostam dela e a aplaudem, ela pensa ser bela, estar sendo aceita. Se as pessoas não a aplaudem e não gostam dela, rejeitando-a, ela se sente condenada. Ela está continuamente procurando formas e meios para ser apreciada, para ser repetidamente assegurada de que possui valor, que possui um mérito, um sentido e um significado. 

Então a pessoa passa a ter medo de ser ela mesma. É preciso encaixar-se na opinião dos outros.

Se você deixar de lado o ego, subitamente se tornará novamente uma criança. Você não estará mais preocupado com o que os outros pensam sobre você, não prestará mais atenção àquilo que os outros dizem de você.

Nesse momento, terá deixado cair o espelho. Ele não tem mais sentido: a face é sua, então por que perguntar ao espelho?

Osho, em "Osho de A a Z: Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora"
Imagem por Sharon Drummond
Publicado no blog palavras de Osho
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 13:28 0 comentários
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