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transcendendo.......

O silêncio fala mais que mil palavras. O silêncio enche o ar de vibrações que nenhum som é capaz de produzir. Quando nos quedamos diante de nós mesmos e deixamos que a nossa alma flua, não necessitamos de palavras. O silêncio, que a tudo imobiliza, inunda o coração e fala por nós. Por mais que as palavras sejam maravilhosas, as rimas por vezes se quebram e se transformam em soluços. Então, o silêncio pode ser a máxima expressão do nosso íntimo. (Lisieux)

segunda-feira, 14 de junho de 2010



O Poder da Mídia em Nosso País... e a Dança!
(do carro-chefe, ao comboio todo)

" Você vai rir muito quando ler o artigo abaixo, mas vai ficar de boca aberta ao final.

Quando ouvimos falar que a mídia representa "o Quarto Poder" em uma nação, é preciso avaliar como isso é verdade e o quanto estamos sujeitos a ela e a todas as suas variáveis. Veja, por exemplo, as notícias e o direcionamento do comportamento dos brasileiros: tudo isso está regido pela Rede Globo, de forma direta (através de tudo o que ela produz), e pelas demais emissoras, rádio, revistas e jornais, de forma indireta, que acompanham e reforçam a informação iniciada no canal regente. Subliminarmente, através das novelas, dos programas, da música que vai ao ar, edifica-se, quase que instantaneamente, a determinação do que será consumido em larga escala em nosso país.

O volume financeiro que esse grande império catalisa é incalculável. O volume social idem: milhões de pessoas assistem a algo na TV e, no dia seguinte, saem para viver a fantasia do que assistiram. Aderem à moda, ao vocabulário, à identificação, projetam os personagens e, principalmente, COMPRAM.

Outros canais da mídia menos potentes, mas também atuantes, caminham junto, como um comboio, amplificando esse efeito da Globo e ampliando ainda mais a fogueira de consumo. O "O Quarto Poder" deveria ser chamado "O Primeiro", pois atua no inconsciente de toda uma nação. Levanta e derruba instituições. Enaltece ou confina à clandestinidade quem ela desejar."
Jorge Sabongi


Antigamente, quando assistia aos programas de televisão, acreditava em 100% de tudo o que via. Tudo parecia tão mágico: pessoas bonitas, roupas sempre limpas e novas, cores deslumbrantes, movimentos perfeitos, cenas de sonhos, sem imperfeições. Os artistas tinham uma aura de semideuses.

Na verdade, tudo o que vemos é preparado!

As pessoas são todas maquiadas antes de entrar em cena. O figurino é escolhido, visando combinar cores e ambientes. As cenas são repetidas diversas vezes e, por fim, editadas, montando cada movimento, de forma a parecer sem falhas. As cenas são de um mundo irreal em nosso país, tanto financeiro como na ostentação (visam apenas projeção e identificação); e os artistas não são semideuses, mas sim "eleitos momentâneos". Seu destino a longo prazo, em 90% dos casos, é o anonimato.

Atualmente, após anos de observação e leitura específica, ficou fácil perceber, nitidamente, cada passo dado em algum programa televisivo e o motivo pelo qual ele foi colocado ali. Nem se preocupam em disfarçar mais. E vocês não tenham dúvidas: é tudo preparado sim, principalmente para o seu consumo!

Veja o Big Brother, por exemplo: o que tem a ver um CD das músicas do BBB para ser vendido? No entanto, ele é lançado e vendido, com propaganda diária. É bom deixar claro que propaganda de um CD na Rede Globo, em programas de grande audiência, representam, para as gravadoras, mais ou menos 250.000 cópias de vendas no dia seguinte, nas lojas de discos de todo o país, que, por força da moda e para não perderem seus clientes, acabam disputando a compra. Parece um bom negócio? As gravadoras também acham, por isso colocam um conjunto fraquíssimo (aos olhos de todos) como se fosse a sensação do momento, evidentemente pagando para um Domingão do Faustão, por exemplo, uma quantia generosa para o CD deles ser mostrado na TV e para cantarem, durante 3 ou 4 minutos, no programa. Fazem isso no Gugu também, no mesmo final de semana, e pronto... as vendas na 2a. feira disparam! As pessoas acreditam no que vêem. Ninguém quer ficar por fora da moda. Nem se questionam se estão sendo arrastadas na correnteza. Você não consome música que gosta, mas sim música que lhe forçam a ouvir.

O terrível é que isso acontece com praticamente TUDO na TV. Dos programas de elite aos mais populares. CDs, livros, eventos e marcas. A divulgação custa. É o tradicional "jabá". Acontece nas rádios, para tocarem uma determinada música, 50 vezes por dia, como sendo "o último sucesso" ou "solicitação de nossos ouvintes". Evidente que tudo é pago. O "velho guerreiro", Chacrinha, para quem se lembra, fazia uma alusão a isso, e também uma gozação. Toda vez que um cantor vinha em seu programa divulgar um novo disco, com o qual ele não concordava, gritava: "Vocês querem jabááááá´....?" E jogava pedaços de carne seca para o público que se acotovelava para pegá-los. Aí vinha o cantor, enviado pela gravadora, para cantar (com play-back, é claro! - eles só faziam a mímica com os lábios e seguravam o microfone) e o "velho guerreiro" mostrava o disco do sujeito para as câmeras. Era hilário!

Ele era um dos únicos da TV brasileira a falar, aberta e declaradamente, nas entrevistas e em seu programa, desse tabu.

E a era dos pagodeiros, então? Todos fazendo mímica, fingindo que estavam cantando e dançando, todos juntinhos, harmonizados. Que degradação! Caíram as vendas de CDs de pagode e as gravadoras perceberam que o filão estava esgotado. Pararam, então, de investir! Coincidentemente, sumiram os pagodeiros.
Não sei se você chegou a perceber que até nos programas infantis, tinham pagodeiros lançando seus CDs. E as crianças ao fundo, coitadas, nem entendiam o que estava se passando. Ficavam olhando umas para as outras, esperando "mudar a brincadeira".

Conjuntos nacionais, cujos músicos entram em cena para lançarem um CD, quando tocam a música, você percebe que as guitarras não estão ligadas nos amplificadores, e a bateria é apenas uma caixinha e um prato, para o baterista tocar em pé. E eles estão só fazendo gestos com a boca. Tudo enganação. Minutos pagos pelas gravadoras para venderem mais CD no dia seguinte.

E isso acontece nos shows de Natal, nos shows de final de ano, sem contar os sambas-enredo martelados três meses antes do Carnaval, todos os dias, em video-clips, com escolas de samba montadas, cheias de efeitos especiais, para parecer que estão na avenida. Some quantos componentes existem em todas as escolas de samba do Rio e SP, e você terá uma idéia de quantos CDs podem ser vendidos.

Os programas de auditório, para fazer jus a todo o glamour de vendas, têm, na primeira e segunda filas, modelos contratadas por um cachê, exclusivamente para mostrarem seu sorriso bonito e baterem palmas, enquanto o programa estiver no ar e as câmeras percorrerem a platéia. Mais atrás, fica o público simples que aguarda em longas filas, durante a manhã, nas entradas das emissoras, antes de serem escolhidos para entrar. Então, num panorama geral, fica todo mundo bonito e um visual rico.

Não se pode negar que as novelas contam, nas últimas décadas, a história do comportamento e cotidiano brasileiro. Também não se pode negar que elas "empurram nossa cultura agressivamente", nos detalhes das cenas que vão ao ar diariamente. Evidentemente, elas criam a moda: inserem jargões, manias novas, roupas em lançamento, idéias polêmicas como se fossem normais, em todas as casas de brasileiros, até que acabamos achando tudo, absolutamente, muito normal. O Fulano que é casado com a Ciclana, e que sai com a Beltrana, que por sua vez ama o mais pobre da novela, que é sempre injustiçado até o último capítulo, quando, num passe de mágica, todos ficam simpáticos se abraçam e vivem felizes para sempre. Você pode dizer: "mas isso é só um entretenimento e é irreal!" Sim, mas a longo prazo, em sua mente, parecerá real. Você assimilará de tal forma, que parecerá que você "precisa" daquilo que é mostrado de forma irreal nas novelas para ser feliz, mesmo sabendo que isto é pura fantasia. Dizem que a paixão existe enquanto existe a fantasia; quando a fantasia acaba, a paixão perde a razão de existir.

E, é claro, tem os CDs da trilha sonora (nacional e internacional), o merchandising através das imagens subliminares (ou não tão subliminares assim). Três segundos que um rótulo de cerveja fica visível numa novela, já impulsiona o consumo em todos os que, imediatamente, batem os olhos na marca. Milhões de pessoas assistindo e, no dia seguinte ou quase que imediatamente, todo mundo consumindo cerveja. Virando moda. Despertando o desejo (quando você assistir a uma cena em que o rótulo está virado ao contrário, sem a marca aparente, é porque não quiseram pagar pela publicidade, mas, naquele caso, era necessária a garrafa ali, por exemplo, num diálogo de uma mesinha de praia).

O que mais revolta, entretanto, é a questão do "manter-se alheio", o descaso, a opinião tendenciosa que dirige, em larga escala, o pensamento e a conduta dos expectadores. O mundo pode estar desabando, mas a novela continua passando. Um fato importante pode estar acontecendo, que envolve o mundo, mas o programa infantil e seus patrocinadores não são tirados do ar em detrimento da notícia, salvo numa "edição extraordinária" de 30 segundos.

Evidente que um acontecimento importante do outro lado do mundo não traz respaldo financeiro e não paga as contas da empresa. Mas o compromisso não é com os telespectadores? São eles quem garante a audiência e a compra dos produtos dos patrocinadores dos programas, mas são relegados a segundo plano. Primeiro o interesse financeiro.

O futebol só começa no estádio depois da novela do horário nobre. Os desfiles das escolas de samba, no Carnaval, depois do BBB. Nada interrompe o curso normal da programação, que tem toda uma gama financeira já engendrada para acontecer. E, é claro, tem espaço para todos, inclusive para os patrocinadores do futebol ("Oferecimento... Tal, o banco que é sua casa!...”e outros num total de 5 de cada vez), que negociam verdadeiros contratos milionários, por frases de efeito e a marca aparecendo na tela por 5 segundos, nos grandes eventos.

O jornalismo é editado ao máximo. Notícias que necessitariam de mais informações são oferecidas em menos de 15 segundos. Nada profundo, tudo superficial, somente com frases de efeito. Tudo isso em nome dos comerciais que vão passar nos intervalos, que são os mais caros da mídia (horário nobre - milhões de pessoas assistindo).

Repare como os repórteres falam todos do mesmo jeito, têm sempre a mesma empostação de voz. Ninguém se sobressai. Não se dá oportunidade ao talento humano de fazer uma boa reportagem. Impessoalidade é a palavra de ordem. Até no Globo Repórter o âncora fala com a mesma empostação.

E os outros canais de mídia vão como um comboio, atrás de tudo o que a "matriz" personifica. É o cúmulo programas femininos comentando, em outros canais, os personagens e as situações vividas por estes nas novelas da Rede Globo, exibidas no dia anterior (tudo como forma de "pegar carona" na audiência). Tiram a possibilidade de características inovadoras para si mesmos. São cópias mal feitas e um produto vendável naquele momento. Não arriscam algo mais inteligente nem se aventuram em algo que possa cativar seu público.

Falando em programas femininos, tem muita coisa interessante para comentar. Mulheres são o principal alvo do consumo (depois das crianças, em programas infantis). Vemos dezenas deles recheados dos patéticos fofoqueiros de plantão e, o mais engraçado, muito merchandising. Então, por exemplo, a Ana Maria está entrevistando alguém e é avisada pelo fone de ouvido que o Ibope subiu, levanta-se e vai para um painel, previamente preparado, para anunciar a venda de um produto, e que ela garante: "ela usa na casa dela". Pronto... já vendeu milhões pelo Brasil. Volta ao entrevistado e fala: "Queria agradecer a sua participação..." (em outras palavras... "pode sair por lá, já vendemos o nosso peixe e deixamos todo mundo esperando você falar mais alguma coisa enquanto isso, mas não vai falar mais nada, não!"). Todos os grandes apresentadores têm participação nesse merchandising. Ganham uma porcentagem. Eles sabem o quanto é ridículo anunciar uma "máquina de fazer coxinhas" ou "um produto que garante emagrecimento e que tira estrias ou celulite", mas existe um ganho embutido aí.

As revistas vão no mesmo sentido. Qual é o assunto da vez? A dupla caipira "tal", que foi ao programa do Faustão e do Gugu, e, suspeita-se, tem um filho com uma fã "x". É filho ou não é? DNA neles! "Vamos vender revistas!" Saiu na Globo vira notícia para toda a mídia. Representa um novo filão financeiro.

E os artistas que vão para a Ilha de Caras fazer poses para as fotos das revistas, mostrando um mundo irreal de sonhos que, na maioria dos casos, não faz parte da vida deles? Aquelas comidas, maravilhosamente fotografadas e apetitosas? Não é a realidade da grande maioria que está ali. Muitos são "a bola da vez". Tem que aparecer de alguma forma, caso contrário serão esquecidos e irão para a clandestinidade. Mas tudo bem... a revista oferece, gratuitamente, a coleção dos CDs tais, para quem fizer uma assinatura anual.

Instituiu-se, nos últimos anos, a cultura do inútil e da porcaria. Programas que favorecem o emburrecimento vão ao ar em larga escala, em todos os canais, questionando a inteligência e o bom senso dos brasileiros, todos os dias. Isso vende, dá audiência.

O Ibope não mede o Brasil inteiro na audiência, mas sim uma amostragem de 600 famílias, que têm um aparelho conectado às suas TVs. Essas 600 famílias determinam tudo o que assistimos, pois o que elas decidem assistir conta como pontos de audiência e repercute no volume financeiro das empresas, que querem investir em publicidade em tais programas, no dia seguinte e nos meses subseqüentes também. Se você assiste ou desliga sua TV como protesto, não faz a menor diferença no Ibope. Você não tem o aparelho de medição na sua casa. Não adianta nada. E todos os brasileiros respondem por isso.

Quem está dando audiência, está eleito. Quem não, ex-grupo. Se alguém ameaça a audiência, como foi o caso de diversos apresentadores de programas em vários canais, em um determinado momento, são todos contratados e, ligeiramente, "colocados na sombra", até que nos esqueçamos deles. Quando são talentos natos, é melhor arrumar um programa para ocupá-los, antes que comecem, de novo, a dar trabalho: como Jô Soares, Serginho Groisman, Babi (que eram do SBT), Luciano Huck (da Band), Ana Maria Braga (da Record), e por aí caminhamos. Há mais ou menos 20 anos, o eleito foi Fausto Silva, que fazia o Perdidos na Noite na Band. Foi puxado para fazer o Domingão até hoje.

Quem não consegue observar por diversos ângulos, realmente pensa que está em dia com a notícia ou com a realidade nacional, quando, na verdade, está sendo levado pela correnteza do inconsciente coletivo. Será apenas mais uma peça articulada para o consumo, engolindo, sem perceber, uma programação inócua a princípio, mas nefasta a longo prazo.

Não vou mencionar aqui o âmbito político, que estenderia este artigo a páginas e páginas. Deixo apenas uma palavra para você se lembrar, quando assistir a um noticiário político: "interesses". Pense neles, antes de tirar suas conclusões do que lhe é apresentado. Só uma pequena lembrança: na época do "impeachment do Collor", a minissérie do momento era "Anos Rebeldes". Qualquer semelhança com os "caras pintadas" é mera coincidência.

Enfim, chegamos à mídia com referência à visão da dança. Sempre penso no porquê de tanto descaso com relação à dança oriental. Recentemente, cheguei a uma conclusão plausível:

"O que a dança do ventre representa financeiramente para uma TV altamente comercial? Nada! Ela não traz absolutamente nenhum tipo de lucro". Exceto quando existe uma novela no ar, que mostra algo temperado com dança do ventre e a cultura árabe, como foi o caso d' "O Clone". Durou alguns meses e só. No mais, a dança serve como instrumento decorativo (bailarinas bonitas), apelo à sexualidade (câmeras explorando ângulos que não tem a ver com a dança, mas que inflamam a fantasia coletiva, por mostrar um corpo ligeiramente camuflado) e bailarinas servindo como instrumento de chacota pela maioria dos entrevistadores (isso quando entrevistam), pois não se dignificam ao mínimo respeito. O "chocar o público", mesmo que isso signifique "colocar a bailarina numa situação constrangedora", conta mais.

A dança árabe no Brasil está muito longe dos interesses da mídia. Dificilmente terá sua vez! Exceto numa situação altamente sensacionalista e vendável. É bom levar isso em consideração quando receber um convite para aparecer num determinado programa, principalmente de variedades, como "pano de fundo". Na maioria dos casos (99% deles) não vale a pena!

Saiba exatamente o seu papel e faça suas exigências!

Quando assistir a sua TV, procure observar de uma forma analítica, não como uma gratificação instantânea. Procure perceber o que vem por trás de TUDO o que é apresentado. Basta observar! Um Vídeo-Show que promove as novelas e seus globais, à tarde, para as mulheres. Um Globo Esporte que pega você no domingo de manhã, o seu horário nobre em casa, e não deixa você ficar com a família. Um BBB de mesmices, preparado para vender erotismo e, conseqüentemente, mais Playboys e fantasias (lembre-se que as fantasias seguram a audiência!). Um locutor de futebol, que dirige a cabeça dos torcedores com suas frases e jargões de efeito, antes de colocar um "Globo e você...oferecimento ... Marca Tal, que dá folga para seus pés". As possibilidades são imensas, basta parar e olhar!

Nossa inteligência é visivelmente menosprezada. Um imenso circo interativo para consumo.

Não se deixe levar pela correnteza, como as massas!

Jorge Sabongi - Fevereiro/2004

Nota: existe um filme bastante interessante, estrelado por Kirk Douglas (em preto e branco, de 1951) que chama-se "A Montanha dos Sete Abutres" (The Big Carnival). Nele, um sujeito fica preso numa mina na montanha após um desabamento. Um repórter poderia ajudá-lo à sair facilmente. Mas isso não trás retorno financeiro e notoriedade. Então, ele dá um jeito do sujeito ficar preso mais dias, dificultando sua remoção, a ponto de chamar toda a mídia e cobrar pela publicidade deste furo de reportagem. Comove o país e vende muitos produtos. Um filme que vai mudar sua visão com a mídia.

Outro filme interessante, é "O Show de Truman - O Show da Vida" com Jim Carrey, onde um sujeito vive confinado em uma cidade, feita para ele, com milhares de câmeras (um tipo de Big Brother), e serve como meio de vender milhares de produtos, via merchandising, por este programa campeão de audiência mundial. Críticas sensacionais.

Uma literatura adequada para entender bem este tema, sugiro o seguinte:

Propaganda e Marketing, Psicologia do Consumidor, Mídia
Televisão Subliminar Joan Ferrés espetacular abordagem do mundo televisivo e seus bastidores; o efeito da propaganda e dos programas; acredito que é um dos melhores no assunto.
País da TV Gonçalo Junior entrevistas interessantes por pessoas que fazem a TV em nosso país nas últimas cinco décadas; para entender como funciona o Ibope, as dublagens, os programas que mexem com o público e a raiz de tudo
A Criação de Mitos na Publicidade Sal Randazzo excelente informação sobre a criação de simbolismos para eleger marcas de sucesso
A Era da Manipulação Wilson Bryan Key como a mídia seduz e manipula sua mente - na publicidade, na imprensa, nos negócios e na política - e como você pode se proteger
A Linguagem da Propaganda Vestergaard/Schroder como a propaganda opera de forma sutil fazendo-nos adotar determinado modo de vida ou incorporando determinados padrões de necessidade.
Televisão e Educação Joan Ferrés Simplesmente espetacular. Um calhamaço de informações do mundo da TV e a forma como isso age no dia-a-dia das pessoas.
Publicidade - A Linguagem da Sedução Nelly de Carvalho para criar uma propaganda é necessário saber-se o efeito que ela deverá causar: isso determina seu conteúdo
Propaganda e Persuasão - na Alemanha Nazista Paula Diehl como os efeitos da propaganda, ajudaram o marketing político e conduziram toda a mudança em um povo
Mídia: O Segundo Deus Tony Schwartz uma observação de como a mídia vem alterando a existência humana, em termos coletivos e individuais.
O Poder da Imagem José S. Martins o uso estratégico das emoções criando valor subjetivo para a marca


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Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:12 0 comentários

globalização e imagem



Globalização, mitologia , imagem, posicionamento da marca e simbologia.


Desde os primórdios da sociedade, a competitividade é inerente ao homem nos aspectos individual e social. Com o passar dos anos, esta ação competitiva se intensificou devido à grande necessidade de conhecimento, informação e agilidade, principalmente no contexto do mundo altamente globalizado.

Globalização, termo tão utilizado, porém, pouco compreendido. O que teria a globalização com a sociedade competitiva? Qual seria essa correlação? No livro “Dicionário da Globalização”, Pierre Size acredita que:

A globalização é um termo utilizado há vários anos pelos economistas da moda para descrever um processo apresentado como recente, mas de fato, existente desde o inicio do século, e que foi descrito por Lênin, em “Imperialismo, Estágio Supremo do Capitalismo”: crescimento e primazia das exportações de capital, desenvolvimento da divisão internacional do trabalho, dos trustes multinacionais, interconexões das economias dos diferentes países, etc. Este nome surge pelo fato de que este se tornou uma amplitude particular desde os anos 80, em que a desregulamentação generalizada acelera as condições da concorrência no plano mundial e o desenvolvimento dos meios de transporte e telecomunicações supriram um a um os obstáculos à deslocalização de centros de produção. Ao mesmo tempo, as crises financeiras, que no passado levavam meses ou anos para se propagar, agora tocam todas as praças financeiras em alguns instantes. (SIZE, p. 55-56)

Devido a essa grande necessidade, entende-se também que a publicidade e a comunicação fazem parte desse processo atuando como interlocutores entre consumidor e empresa. Existe, hoje em dia, uma grande necessidade de um intercâmbio de informações, rápido e preciso e isso tem colocado a comunicação como um dos pontos centrais de importância no processo de globalização, que contribui na competitividade do mercado.

A publicidade cresce bruscamente com a alta competitividade do mercado, sendo produzida de forma mais qualitativa. Afinal, o mercado passa a ser um pouco mais exigente, conforme relato abaixo:

O final do século XX marca uma nova configuração econômica no mundo, a globalização irá obrigar o mercado a posicionar-se de forma diferenciada e este fato exige das agências uma reestruturação em termos de ganhos e de atendimento a seus clientes. Redução dos quadros, de ganhos e maior maturidade do setor são as principais mudanças ocorridas. Este fato, permite um salto na criatividade publicitária na década de 90. (Fonte: www.facasper.com.br/pp/site/historia/index.php)

Com tal fato, as campanhas publicitárias passam a buscar um efeito muito mais emocional do que racional. Com essa postura nas campanhas publicitárias, as empresas, juntamente com as agências de publicidade, tentam vender não só um produto, mas um conjunto de sensações.

Segundo José S. Martin, autor do livro “O Poder da Imagem”, idéia racional é tudo aquilo que requer uma reflexão prévia, o motivo básico da compra será a conveniência do produto, como a compra de comida. Idéias emocionais são atos levados por um sentimento positivo, emoção e percepção, construído através da imagem que faz com que o consumidor pague mais, como por exemplo, quando as pessoas compram mesmo sem ter dinheiro suficiente, fazendo dívidas só para se satisfazerem ou presentear alguma pessoa querida.

Porém não é possível separar totalmente o racional do emocional, pois todo ato da sua vida é racional, mesmo um ato levado pela emoção, quando é possível esclarece-lo, ele é racional. Um ato só se torna puramente emocional, quando não é possível explicar o porquê, quando ma atitude é tomada simplesmente por impulso.

Para se diferenciarem, as empresas vêm buscando várias saídas para fortalecer sua marca, utilizando-se do alto poder da imagem na vida das pessoas, poder esse advindo do valor que uma imagem bem construída esteticamente, representa na vida dos indivíduos. Desde muito tempo, esse poder da imagem, vem trazendo inúmeros significados, conceitos e idéias.

A mente humana tem o poder de associar produtos ou empresas à alguma imagem, seja ela boa ou ruim. Neste aspecto é que a publicidade se mostra importante, explorando a comunicação em toda sua extensão. A imagem é um dos braços mais fortes da comunicação e tem poder determinante no posicionamento e fortalecimento da marca, fazendo com que agências de publicidade e empresas associem algum tipo de imagem ao seu produto ou à sua empresa, traçando assim a melhor estratégia para divulgação da marca.

Para se entender o grau de eficiência da imagem no fortalecimento da marca pode-se estudar alguns casos de sucesso e de fracasso de opinião pública. O primeiro aspecto pode citar o caso da empresa “C&A” que, ao associar-se à imagem da modelo Gisele Bündchen, ganhou em valor agregado e também em números de vendas, cerca de 4% no ano de 2005, além de se tornar a marca Top Of Mind da categoria. (Folha de S. Paulo – 18/10/2005). No passado, essa marca era considerada popular, limitando-se ao público C e D, fazendo com que seus produtos assumissem um preço de mercado relativamente baixo. Entretanto, ao modificar a campanha de marketing e associar uma Top Model como Gisele Bündchen, imagem totalmente relacionada ao mundo da moda, a “C&A” conseguiu absorver algum valor. Além da publicidade, a campanha se voltou para os pontos de venda, melhorando-os e deixando-os com um aspecto mais moderno, e tratando cada cliente, principalmente o público feminino, de melhor forma.

Por outro lado, temos o caso da “Nívea” que também utilizou em uma de suas campanhas a Top Model Gisele Bündchen. Essa campanha não surtiu o mesmo efeito segundo a opinião pública apesar de ter sido usada a mesma Top Model da campanha da “C&A”. Acredita-se que por se tratar de uma Top Model, Gisele não se encaixou no perfil das consumidoras da marca, ou seja, essas consumidoras não se identificaram com a imagem da Top Model.
José S. Martin, em seu livro “O Poder da Imagem” explica muito bem essa importância da estratégia e do fator emocional ao construir e agregar o valor da marca, falando:

Na prática corrente a atividade de pesquisa e planejamento estratégico não leva em consideração de uma forma organizada a subjetividade do consumidor por segmento de mercado, ficando, em geral a cargo da dupla de criação da agência incorporar a carga emocional à marca. Como a carga emocional associada a uma marca pode atrair fortemente um segmento e repelir outro, é necessário ter como objetivo compreender e definir como se polarizam as motivações para definição de uma segmentação de mercado relevante para uma determinada classe de produto. Com isso estaremos mais preparados para enfrentar o campo de batalha e traçarmos uma estratégia mais eficiente. (MARTIN, José S.)

Empresas que são inseridas no mercado atual, totalmente globalizado, devem, acima de tudo, se preocupar com a imagem que está sendo passada para o cliente, visando a influência da mesma no aspecto do posicionamento e fortalecimento da marca.

A linguagem da Publicidade a partir do conceito de mito. A construção social do mito. O mito atualmente e trato pela sociedade. Por fim como o mito e a sociedade se dialogam?

Nos dias atuais é muito comum ter-se a transformação de uma pessoa, ou objeto, em mito. Essa transformação se dá quando a pessoa ou objeto extrapola a sua essência e se torna algo intocável. A publicidade tem um papel muito importante neste processo de mudança, construindo vários mitos da sociedade atual.

Em “Mitologias”, Roland Barthes conceitua o mito, da seguinte forma: ser mito é ser intangível. É tudo aquilo que virou história, é quando a pessoas ou objeto é glorificado de tal forma que acaba se tornando um estereotipo de desejo.

Nesta área que a publicidade ganha forma e se estabelece como percussora ao transmitir a semiologia e posicionar a mitologia como uma realidade idealizada pelos publicitários. Tal fato deu-se somente por conseguir impôr maneiras de falar, agir e pensar, através dos meios de comunicação a partir de figuras de linguagem ou até mesmo imagens. Por fim, ele aborda que a função específica do mito é transformar um sentido em forma, o mito é sempre um roubo de linguagem. O que seria isso? O mito poderia desenvolver seu esquema a partir de qualquer sentido. Como que o mito é construído então, e até a onde a publicidade é influenciada pelo mito ou vice-versa?

O sentido da construção é chamado de “ancoragem”, que significa proporcionar o elo entre a imagem e a situação espacial e temporal que os meios pretendem estabelecer.

Ex: Você esquece o histórico do signo (Gisele) e a transforma em Mito.
Ilustrado da seguinte forma, conceitos de signo = significado + significante

O exemplo de significante e significado é simples. Como uma caneta que quando ela está no seu contexto é apenas uma caneta, que é o significado. Quando a tampa é retirada, a tampa passa a ser o significante. Por fim quando colocamos em uma Marca como Monblanc, a caneta que era algo simples, torna algo de luxo e poderoso ( um mito). A publicidade ataca nesse ponto, ainda mais que o cérebro não consegue distinguir a realidade. Isso reflete em alguns pontos como, na prática, a ideologia supõe que no discurso pode ser enganada, encobrindo uma verdade a ser descoberta.

A publicidade que torna o significado como o mito.

A publicidade é uma atividade que manifesta em uma representação racional de uma realidade suposta, embora tenha apelos emocionais. Ela consegue destoar todo o contexto da situação e glorificar e idealizar conceitos, reforçando significações já estabelecidas.

A publicidade pode ser assimilada e tratada pela a sociedade, como “postura burguesa da apropriação”, abordado por Roland Bathers. Tudo isso acontece porque a mesma vive em um mundo diferente, sempre reinventando estereótipos de discursos ou imagens familiarizadas que caem no gosto popular, geralmente acessíveis e aceitas pelo o consumidor. Consiste mais no poder das palavras e imagens. Funciona como um sonho, o que Barthers denomina por “romance perfeito”.

Entende-se também que a sociedade consome a propaganda como um mito. Devido a alta carga de emocional em seu contexto de texto ou imagem que ele é aplicado constantemente na propaganda, ocorrendo o convencimento a persuasão. Deve-se lembrar que a publicidade está sempre em uma realidade idealizada, e às vezes com uma finalidade racional.

Ao analisar a campanha da “C&A”, questionamos o porquê da escolha de uma das mais famosas Top Models do mundo para ser garota propaganda de roupas destinadas ao publico C D, já que no exterior a Gisele está associada à campanhas de luxuosas marcas.

A campanha da “C&A” com a Gisele Bündchen vivenciou diretamente essa questão, de imagem e posicionamento da marca. Por ter um bom planejamento de campanha, direto e objetivo, a empresa conseguiu atingir a opinião pública. No caso da “Nívea” foi um pouco diferente. Por mais que ambas empresas usem a mesma garota propaganda, elas obtiveram um resultados opostos de acordo com o gosto popular.

Desta analise surge uma questão. Porque a “Nívea” não obteve êxito na opinião pública, já que a empresa utilizou mesma modelo que a “C&A”. Partimos do pressuposto que a “Nívea” poderia pensar em algo mais próximo da realidade, o que aproxima mais o target, como é feito na Natura que expõe mulheres mais velhas com peles belíssimas.

Já a “C&A”, quando utiliza em sua campanha a Gisele, associa roupas com a beleza e glamour que a Gisele traz consigo. A empresa associa através da mitologia, como já foi falado anteriormente. Ela deixa todo o seu significado antigo e passa a ser o signo que nós incorporamos, por isso somos influenciados nos nossos gostos e atos. Essa foi a grande idéia da “C&A”. Ninguém melhor que a Gisele para falar de moda.

A história da “C&A” traz também uma marca preocupada não só com a imagem e sim com o posicionamento. Sua imagem na mente das pessoas é algo que prioriza em suas estratégias de marketing para aumentar o crescimento das vendas.

A “C&A” vende roupas, calçados e acessórios de uso diário: são roupas femininas, infantis e masculinas que seguem os últimos lançamentos da moda. Essa é uma tendência mundial marcante na construção dos portifólios de produtos: antes , o critério era mais próximo das commodites: hoje, seu conceito é mais por critérios de life style. Na verdade, a C&A foi a primeira loja de seu gênero a compreender que o posicionamento da loja ´tão ou mais importante do que as ofertas e liquidações, para criar ou manter uma clientela permanente.

Segundo Ralph Benny Choate, graduado pela ESPM, especialista de moda afirma que: “A moda aparentemente caminha na direção de assumir uma posição central no processo de comunicação no mundo cada vez mais globalizado, em que as informações fluem, e a moda reflete o que acontece, e canaliza isto em tendências... A construção de marca é fundamental, pois a roupa expressa toda uma maneira de se viver de quem a usa. Uma marca bem posicionada, além, de valorizar os ativos da empresa, garante a fidelidade de seus consumidores...”. .
(fonte:www.nead.unit.br/professor/matheusfelizola/arquivos/textos/Case_CA.pdf)

Isso contextualiza o que foi falado anteriormente. A “C&A” ataca diretamente esse ponto onde a moda expressa sua personalidade.
Como a moda consegue assumir uma posição central no processo de construção?

A Globalização faz com que a informação circule cada vez mais rápido, atingindo diretamente a comunicação e seus meios. Essa evolução de opiniões e hábitos é constante. Isso acontece também no mundo da moda, onde estilos mudam constantemente, ou seja, este fato retrata a moda influenciando diretamente a opinião pública.

Como no caso da Gisele, quando perdemos todo o sentido da realidade de seu significado e compramos roupas associando a pessoa. A partir do momento que o valor da imagem nos seduz e esquecemos significado e priorizamos o Signo, tornando-o o mito como algo que queremos ou buscamos ser. Esse ponto que a “C&A” explora bastante adequada quando busca na Gisele a identificação da sua marca. Principalmente quando ela constrói seu posicionamento em cima disso.

De qualquer forma, pela primeira vez de maneira marcante, a “C&A” estaria utilizando uma fórmula clássica de atração de target, que é o jogo da emulação. Segundo o especialista em comportamento em comportamento do consumidor e professor da ESPM, Mário René Schweriner, a emulação é simplificadamente a “construção do seu eu ideal público a partir de uma referência externa marcante”. No caso Gisele é o símbolo, é a idealização de mulher/ sucesso/ conquista/ beleza/ juventude, e somente sua imagem agregada à marca já seria suficiente para trazer a esta marca um conceito ainda mais positivo. Conceito esse que seria ainda reforçado pelo testemunho de uso próprio e de reconhecimento de qualidade das roupas da marca, segundo padrões internacionais, isto é: utilizar peças de vestuário do mesmo padrão de Gisele, copia - lá em características e padrões de conduta para uso privado e público, trazendo imediatamente para a consumidora uma premiação e uma percepção de reconhecimento e de valor social que ela precisaria lutar muito para conquistar. fonte: www.nead.unit.br/professor/matheusfelizola/arquivos/textos/Case_CA.pdf


-SEMIÓTICA –

Dentro de tudo que foi discutido, é percebido que na publicidade as variáveis que influenciam na construção do signo juntamente com o significante no processo de composição de mitos é a publicidade. Essa assimilação de um significante a um significado é trazida pela propaganda como forma de mito. Como temos grandes dificuldades de assimilar o que é real, passamos a transformar objetos em mitos e assim, sermos influenciados por atitudes e hábitos que nos são mostrados através da propaganda. Isso se resume quando vemos uma propaganda com um mito como a Gisele Bündchen, quando ela dá seu depoimento glorificando as roupas da “C&A”, passamos a acreditar que realmente na “C&A”, tem as melhores roupas e consequentemente é bem provável que seremos consumidores do local.

O mito quando estudado, passa a ser considerado como um processo semiológico praticado em torno de uma determinada classe, no caso, a “C&A” atinge a burguesia, antes não consumida por tal classe. Para Barthes, o mito é o fenômeno semiológico que oblitera seus vínculos sociais, políticos e históricos para que seus valores sejam apresentados como algo factual. Trata-se da indiscriminada proliferação de valores burgueses na cultura de massa, que naturaliza esses valores, tornando-os fatos por meio dos quais a sociedade concebe e sanciona a si mesma.

O mito transpõe a cultura de massa, generaliza-se, torna-se assimilável praticamente a toda e qualquer significação tal como em voga socialmente. Em face dessa generalização do mito, Barthes concebe o trabalho do semiólogo como um ato político, uma vez que visa desfazer o dogmatismo e o pragmatismo que alheiam a sociedade dos valores que a estruturam, isto é, de sua própria linguagem.

As pessoas quando mitificam algo ou alguém, querem copia - lá a qualquer preço. Usam produtos, parecem s-e com seus deuses Os mitos emergentes vendem. As pessoas se vêem nos mitos e querem consumi-los obsessivamente. No processo de mitologização cria-se um campo psíquico de respostas aos sonhos proporcionados. Vestindo-se do mito, o individuo consegue tangibilizá-lo, assumindo a sua própria identidade.

Dessa forma a propagada intensifica essa relação a partir do momento que a sociedade consome só para se encaixar em um determinado contexto, colocando-se favorável a este contexto.

Com base nesse artigo e nos assuntos neles discutidos, colocamos algumas questões em aberto para serem estudas posteriormente em outros artigos, são elas:

- Até que ponto o mito consegue influenciar no ato da compra;
- O que as pessoas são capazes de fazer para aproximar de seus mitos;
- Como alguns mitos não conseguem vender certos produtos, qual seria o real fator que faz com que o mito juntamente com a publicidade consegue obter sucesso segundo a opinião pública?




Referências Bibliográficas

(fonte: www.nead.unit.br/professor/matheusfelizola/arquivos/textos/Case_CA.pdf

“Dicionário da Globalização”,size, p. 55/56

Fonte: (www.facasper.com.br/pp/site/historia/index.php)

Folha de São Paulo 18/10/05

Poder da Imagem – Jose S. Martins

Mitologias – Roland Barthes

O Poder da Emulação – Luiz Fernando D. Garcia

Sobre o Autor
moda
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:04 0 comentários

TRANSCEDENDO O EGO



infidelidade infelizmente faz parte da rotina de muitos, e lidar com a traição não é uma tarefa fácil, é uma tarefa bem árdua, uma vez que esta desencadeia sentimentos e emoções bem desagradáveis e perniciosos, o que acaba gerando um tremendo mal-estar em todos os envolvidos.
Importante salientar que a deslealdade, quando premeditada, é extremamente doentia, pois a pessoa já entra no relacionamento com a intenção de fazer "estragos" futuros.
Normalmente o que se verifica é que o traidor age muito com o objetivo de "arranhar" e/ou denegrir a imagem do outro; mas é interessante observar é que este acaba denegrindo e/ou arranhando a própria imagem, uma vez que não será mais visto pelos demais em sua volta com os mesmos olhos, pois outros olhares estarão vendo uma pessoa diferente, deformada. Portanto, além de causar "cicatrizes" ao traído, terá sobre sua pele também cicatrizes que não irão sumir e/ou apagar, mesmo com o passar do tempo, visto que, em meio às circunstâncias da vida, as lembranças sempre virão à tona.
Sabemos que o ato de trair sugere mesquinhez bem como mediocridade e a famosa vulgaridade. Sabemos também que a falta de caráter constitui em um fator sine qua non para que ocorra a traição. Quando pensamos em caráter pensamos em hábitos saudáveis, virtudes, atitudes e comportamentos que todo ser humano deveria possuir; assim, as pessoas não podem permanecer com máscaras o tempo todo, pois um dia elas cairão. Lembramos que pessoas de caráter zelam por seus comportamentos e atitudes, preocupando-se com a conseqüência dos mesmos.
Uma vez percebidos os rastros deixados pela inconseqüente traição, reparar um ato de deslealdade não é uma tarefa fácil, porque as agruras da traição permanecem. Assim, restaurar a confiança em meio a esta turbulência, constitui uma tarefa bastante árdua.
É difícil acreditar, mas temos que conscientizar-nos de que a competência e a ascensão na vida profissional, assim como na vida pessoal, incomodam muita gente. Na maior parte das vezes são essas pessoas do tipo incompetente, de mal com a vida, revoltadas, mal sucedidas, mal amadas e com evidentes frustrações nos campos da batalha profissional e pessoal que anseiam em prejudicar o outro e realizam a traição com tanta facilidade.
É difícil acreditar que certas pessoas possam se transformar em verdadeiros "ratos" desprezíveis, quando da execução de planos diabólicos e mirabolantes, cujo objetivo é o de atormentar, maltratar, humilhar, envergonhar e definhar a carreira profissional e pessoal do outro.
Igualmente é difícil de acreditar que, quando tomado por tais planos perniciosos, o ser humano esquece até que possui família - e o pior - torna-se incapaz de perceber que vivemos em meio à inexorável "lei" da ação e reação, pois quem está com os pés sobre a terra a tudo sujeito está.
Chega a ser desconcertante observar que, aquele que se dedica ao desprezível ato de traição, não perceba que quanto mais se preocupa com a vida do outro, tanto mais a sua própria vida não caminha, ou pelo menos não anda conforme deveria, uma vez que, ao se preocupar e ao realizar planos diabólicos para tentar derrubar o outro, esquece sua própria vida, vivendo assim em função do outro.
É muito triste saber que temos que conviver com certas "ervas daninhas" em nosso dia a dia, mas a boa notícia é que após uma traição, ficamos mais atentos com relação a essas pessoas.
É preciso lembrar que a colaboração, assim como a confiança e a lealdade, são palavras "mágicas" e imprescindíveis ao alcance do sucesso organizacional. Sem colaboração, confiança e lealdade, fica realmente muito difícil a caminhada. Assim, construir uma relação de confiança é preciso.
E diante de tudo isso eu acho que o melhor caminho é seguir é o de o Osho, se formos fiéis à nós mesmo, os danos serão menores , uma vez que é quase que inerente esse tipo de comportamento à maioria das criaturas humanas, ( interessante observar que, nas espécies ditas não racionais esse tipo de comportamento não existe.) as escolhas tornam-se mais difíceis eu sei, mas o que fazer ....somo humanos.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 10:34 0 comentários

quinta-feira, 10 de junho de 2010



Foucault é amplamente conhecido por suas críticas às instituições sociais, especialmente a psiquiatria, a medicina, as prisões, e por suas idéias e da evolução da história da sexualidade, as suas teorias gerais relativas à energia e à complexa relação entre poder e conhecimento, bem como para estudar a expressão do discurso em relação à história do pensamento ocidental, e têm sido amplamente discutido, a imagem da "morte do homem" anunciada em "As Palavras e Coisas", ou a idéia de subjetivação, reativado no interesse próprio de uma forma ainda problemática para a filosofia clássica do sujeito. Parece então que mais do que em análises da "identidade", por definição, estáticas e objetivada, Foucault centra-se na "vida" e nos diferentes processos de subjetivação.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 10:46 0 comentários

EM FUSÃO COM DEUS




Deus é uma fusão
Eu digo que não sei; você não pode encontrar um homem mais ignorante que eu. Não há nenhuma verdade e não há nenhum caminho. Eu não alcancei nenhum lugar, estou simplesmente aqui e agora.

Se você puder seguir este homem ignorante, a sua mente vai desistir. Porque a mente sempre segue o conhecimento, e quando a mente desiste não há nenhuma necessidade de ir para lugar algum. Tudo está disponível, sempre esteve disponível; você nunca perdeu isto.

Só por causa de sua busca, você não pôde olhar para isto. Sua mente, focada no futuro, na meta, não pode olhar.

A verdade o cerca, você existe nisto. Da mesma forma que os peixes existem no oceano, você existe na verdade. Deus não é uma meta, Deus é o que é aqui e agora. Estas árvores, estes ventos que sopram, estas nuvens que se movem, o céu, você, eu, é isto que Deus é. Não é uma meta.

Abandone a mente e o divino. Deus não é um objeto, é uma fusão. A mente resiste a uma fusão, a mente é contra a rendição; a mente é muito esperta e calculista.

Osho, em "Um Pássaro em Voo: Conversas Sobre o Zen"
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 10:25 0 comentários





Estudos Relacionam Violência a Agressões Contra Animais



Assassinos em série mataram ou torturaram animais, quando crianças. Esta conclusão foi o resultado da análise da história de vida desses criminosos, realizada nos Estados Unidos pelo Federal Bureau of Investigation (FBI, a polícia federal norte-americana), na década de 1970.

Pela primeira vez, a relação entre crueldade contra animais e crueldade contra pessoas foi reconhecida no país. Hoje considerada como sinal de distúrbios psiquiátricos, a crueldade animal virou tema de livro para adolescentes. Publicado em julho de 2001, pela HSUS (sigla para Sociedade Humanitária dos Estados Unidos), uma das maiores organizações de proteção animal do mundo, Understanding Animal Cruelty (Entendendo a crueldade contra o animal) está disponível no website da entidade.

A publicação, dirigida também a professores, examina conceitos e causas associadas ao problema, leis sobre maus-tratos de animais e a relação entre esse tipo de crueldade e a violência doméstica. Há ainda questões que incentivam o pensamento crítico e sugestões de atividades a serem desenvolvidas pelo próprio leitor.

Um estudo nacional sobre o perfil dos casos de crueldade animal nos Estados Unidos, conduzido pela HSUS, em 2000, descobriu que 94% da crueldade animal intencional foi cometida por homens; 31% dos responsáveis tinham 18 anos ou menos. "Agressores sexuais juvenis e suas experiências com pets", um estudo desenvolvido pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Erlangen, na Alemanha, também demonstrou a conexão entre violência contra animais e violência contra o homem.

O trabalho foi apresentado durante a 9ª Conferência Internacional sobre as Interações Homem Animal, em setembro, no Rio de Janeiro, e deve ser publicado até o final do ano.

Quem Maltrata Animais Maltratara os Homens

Barnard (2000) refere haver várias razões psicológicas para a perpetuação do abuso: falha da inibição (crianças que não conseguem controlar seus impulsos agressivos contra animais, freqüentemente crescem e tornam-se adultos que têm dificuldade em inibir esses impulsos contra pessoas; tipicamente, ou seus pais falharam ao tentar controlar o comportamento agressivo ou realmente foram incentivados nesse comportamento com recompensas.

Agressividade não é usualmente devido ao sadismo, pois pode-se ter um impulso agressivo, o problema é a deficiência em interromper a progressão da ação desse impulso. O autor refere aqui participantes de rinhas de galo e de brigas de cães, e a maioria dos pesquisadores que utilizam animais, pois seus valores foram desenvolvidos em uma cultura cuja ciência não reconhece o sofrimento, e nutrem defesas contra o reconhecimento do sofrimento de seres sencientes não-humanos.

O autor postula que, se fosse apenas sadismo, uma grande mudança de personalidade deveria ocorrer para que reconhecessem a crueldade de seus atos, mas aprendendo sobre as conseqüências de suas ações muitos foram levados à diminuição dos seus impulsos agressivos); racionalização (o autor cita que há uma forte tendência em defender o que é habitual, e racionalizar permite encontrar razões para explicar as ações. Nessa instância, dissecações são racionalizadas como uma simples e permitida experiência escolar. A racionalização piora quando há fatores econômicos envolvidos); animais como lembranças da fase infantil (crianças naturalmente reconhecem os fatores comuns entre diferentes espécies, sentem um vínculo com animais, e incorporam esse vínculo as suas brincadeiras e histórias. Quando crescem, as crianças tendem a deixar as relíquias da infância para trás. Portanto, associações com animais podem trazer desconforto principalmente aos homens, pois se preocupar e cuidar do sofrimento de animais pode trazer de volta a infância que ele está tentando esquecer. Algumas pessoas usam perversamente a imagem de animais ou as envolvem em suas atividades cruéis como parte de sua luta no reconhecimento da fase adulta - como significado de masculinidade. O autor reconhece que, felizmente, as pessoas aprendem sobre as complexidades dos não-humanos e seus papéis no desenvolvimento no mesmo plano que o delas, e uma apreciação das outras formas de vida rapidamente torna-se uma marca de sofisticação e não de infantilidade); dominação e estratégias entrelaçadas (machos humanos também são preocupados com a exibição de força que indique sua adequação genética. O jogo da dominação é importante na caça e especialmente em rodeios, onde virtualmente cada uma das modalidades envolve arremessar animais ao chão, amarrando-os, e imobilizando-os. Essas exibições de dominância são intencionais, talvez inconscientemente, para impressionarem as fêmeas e competir com os outros machos); protelando a autoridade (muitas pessoas assumem que doutores e cientistas possuem conhecimento, e julgamento moral, superiores à média humana); fantasias sobre animais (as pessoas projetam seus impulsos agressivos sobre os animais. Felinos são geralmente vistos como furtivos ou indiferentes, provavelmente por causa de seus músculos faciais que não permitem tantas expressões como cães e primatas. O autor sugere não ser um sentimento óbvio, e para as pessoas para quem hostilidade é o maior problema tendem a imaginar esse sentimento refletido nos gatos, ou a projetarem seus impulsos agressivos sobre eles. Pessoas que torturam animais vitimizam gatos muito mais freqüentemente do que cães. E porque há uma associação entre felinos e mulheres, homens que são violentos contra mulheres geralmente abusam de gatos também. Fantasias negativas sobre animais tendem a exagerar características relevantes e a conduzir ações contra eles); pensando em apenas duas categorias (crianças tendem a categorizar o mundo em termos de extremos como bom vs. mau; nós vs. eles; claro vs. escuro; preto vs. branco. Uma maior maturidade é necessária para perceber as tonalidades de cinza. Pensamentos nós vs. eles podem ter continuidade na fase adulta - o que pode ser explorado por políticos e diretores de cinema. Diferenças entre homens e animais podem parecer oprimir similaridades e confina-os em uma categoria distinta da humana. Esse tipo de pensamento leva ao preconceito, mesmo que moralmente relevante, como base de decisões éticas).

Na infância ocorre um desenvolvimento da capacidade de agir sobre um impulso antes do desenvolvimento da capacidade de inibir ou modular essa ação. Nós renunciamos ao canibalismo, humanos escravos foram libertados, e depois de tudo pelo qual a humanidade passou e depois de tudo o que realizou, espancar a esposa e maltratar animais é inaceitável.

A humanidade, como animais, está apenas emergindo da fase de balbuciar e destruir, e um dia olhará para trás com embaraço e vergonha do sofrimento que causou por tão longo tempo (BARNARD, 2000).

Com a negligência no que se refere à sensibilidade dos animais anda-se meio caminho até a indiferença a quanto se faça a seres humanos (Ementário 1902 do STF - 03/06/97) (FALABICHO, 2001)

Existe uma relação entre crueldade com seres humanos e com animais?

Muitos assassinos em série começaram matando animais. Pesquisas norte-americanas mostram que a crueldade animal pode ser sintoma de uma mente doentia. Em 1998, Russell Weston entrou no Capitólio, puxou uma arma e começou a atirar ao redor.

Quando terminou, dois policias estavam mortos e um visitante ferido. Poucas horas antes, Weston já havia atirado numa dúzia de gatos de rua alimentados por seu pai.

Ally Walker, estrela da televisão norte-americana, tem certeza de que os dois acontecimentos estão relacionados e que Russel não é um caso isolado. Em um documentário na TV, ela procura esclarecer que a violência contra animais muitas vezes antecede a violência contra pessoas. "Segundo dados do FBI, 80% dos assassinos começaram torturando animais", afirma Ally.

Relacionamos abaixo o nome dos criminosos, os crimes que cometeram e a crueldade anterior aos animais:

Albert de Salvo (O Estrangulador de Boston): Assassinou 13 mulheres. Na juventude prendia cães e gatos em jaulas para depois atirar flechas neles.

David R. Davis: Assassinou a esposa para receber o seguro. Matou dois poneys, jogava garrafas em gatinhos, caçava com métodos ilegais.

Edward Kemperer: Matou os avós, a mãe e sete mulheres. Cortou dois gatos em pedacinhos.

Henry L. Lucas: Matou a mãe, a companheira e um grande número de pessoas. Matava animais e fazia sexo com os cadáveres.

Jack Bassenti: Estuprou e matou três mulheres. Quando sua cadela deu cria enterrou os filhotes vivos.

Jeffrey Dahmer: Matou dezessete homens. Matava os animais deliberadamente com seu carro.

Johnny Rieken: Assassino de Christina Nytsch e Ulrike Everts. Matava cães, gatos e outros animais quando tinha 11 ou 12 anos.

Luke Woodham: Aos 16 anos esfaqueou a mãe e matou duas adolescentes. Incendiou seu próprio cachorro despejando um líquido inflamável na garganta e pondo fogo por fora e por dentro ao mesmo tempo.

Michael Cartier: Matou Kristen Lardner com três tiros na cabeça. Aos quatro anos de idade puxou as pernas de um coelho até saírem da articulação e jogou um gatinho através de uma janela fechada.

Peter Kurten (O Monstro de Düsseldorf): Matou ou tentou matar mais de 50 homens, mulheres e crianças. Torturava cães e fazia sexo com eles, enquanto os matava.

Randy Roth: Matou duas esposas e tentou matar a terceira. Passou um esmeril elétrico em um sapo e amarrou um gato ao motor de um carro.

Richard A. Davis: Assassinou uma criança de doze anos. Incendiava gatos.

Richard Speck: Matou oito mulheres. Jogava pássaros dentro do elevador.

Richard W. Leonard: Matava com arco e flecha ou degolando. Quando criança a avó o forçava a matar e mutilar gatos com sua cria.

Rolf Diesterweg: O assassino de Kim Kerkowe e Sylke Meyer. Na juventude matava lebres, gatos e outros animais.

Theodore R. Bundy: Matou 33 mulheres. Presenciava o avô sendo cruel com os animais.

Entretanto, mais assustadores ainda são os recentes tiroteios em diversos colégios dos Estados Unidos. Todos eles têm algo em comum: os adolescentes criminosos já se haviam destacado anteriormente por atos de violência contra animais.

Encarregados da Proteção aos Animais estão cientes desta tendência. Em São Francisco os funcionários já são orientados para reconhecerem o abuso infantil baseado na sua relação com o abuso animal.

Segundo dados da Comissão de Combate ao Abuso Infantil, os moradores da cidade muitas vezes denunciam com maior rapidez o abuso contra animais porque são visíveis. Segundo Ally Walker, "o abuso contra animais é um crime a ser levado a sério com conseqüências graves para todos". Em seu papel de apresentadora de TV a atriz espera ajudar a chamar a atenção da população para sinais precoces de comportamento assassino e, desta forma, salvar vidas — de animais e de pessoas.
Fontes:

PETA’s Animal Times, inverno 1998/99

The Cruelty Connection por Beverley Cuddy
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 00:11 0 comentários

quarta-feira, 9 de junho de 2010

HOMENAGEM A UMA GRANDE MULHER



Este Blog dog mídia JC Online 07062010





segunda-feira, 7 de junho de 2010
Serie: "Quem faz Algo Mais pelos Animais" III
Maria Padilha e sua Pipoquinha
A personagem desta segunda-feira da serie ‘Quem faz algo mais pelos animais em Pernambuco” é Maria Padilha. Psicóloga e Mestra em Educação, Maria é uma ferrenha ativista dos Direitos dos Animais, membro da WSPA, presidente da AADAMA e idealizadora da Campanha “Eles não votam, mas nós sim”, que faz um alerta à sociedade e à classe política para a implementação das políticas públicas para os animais. Ela também é “Facilitadora de uma Cultura de Paz” com formação na UNIPAZ - Universidade mundialmente conhecida , mas infelizmente ainda não reconhecida oficialmente. O Trabalho de Maria Padilha nos enche de orgulho e de certeza que este mundo pode dar certo e que uma ERA de Paz e respeito pelos animais está chegando.

Blog: Quando e como começou a se preocupar com os direitos dos animais?

R- Como defensora autônoma nos últimos 11 anos e "oficialmente" como presidente da AADAMA (Associação dos Amigos e Defensores dos Animais e do Meio Ambiente) em torno de 06 anos. Comecei estudando (auto-ditada) sobre a causa animal, li livros, visitei vários sites, fiz pesquisa na internet e participei de grupos de defensores que já atuavam em defesa dos animais. Exemplo o AMAR - Amigos dos Animais de Rua e quando achei que já podia falar com conhecimento sobre os direitos dos animais sugeri a um grupo de defensores/parceiros a criação de uma ONG no caso a AADAMA.


Blog: o que mais lhe incomoda em relação ao descaso com os direitos animais?

A postura dos seres humanos que não respeitam e nem demonstram compaixão para com os animais. Os tratam sem cuidado, como se fossem um mero objeto material e não seres vivos que sentem dor, têm sentimentos e inteligência.
Além da morte indiscriminada de cães e gatos sadios, pelos Centros de Vigilância Ambiental, que não fazem esforços para mudar sua linha de atuação adequando-se ao 8o. Informe Técnico da OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE e começar a respeitar a vida desses seres vivos.
" Tudo que existe e vive precisa ser cuidado para continuar a existir e a viver: Uma planta, um animal, uma criança, um idoso, o planeta Terra". Leonardo Boff

Blog: Quais ações vc já encampou para mudar esta realidade? E como esta a situação hoje

R- Bem melhor do que 10 anos atrás. A AADAMA atua fundamentalmente em três linhas de ação:

EDUCAÇÃO: Através de palestras e produção de material Pedagógico;

TREINAMENTOS E CAPACITAÇÃO: Professores das Escolas Estaduais, Municipais e Particulares de vários Municípios, Alunos do curso da Policia Militar e Crianças e adolescentes de escolas particulares, estaduais e municipais.

ARTICULAÇÃO: Com autoridades, outros segmentos da sociedade civil e ONGs parceiras para a formulação de projetos para políticas públicas e o estabelecimento de ações que garantam o bem-estar e os direitos dos animais.

Além de outras ações e orientações aos cidadãos sobre: violação dos direitos dos animais, organização de eventos, participação e formação de parcerias com outros movimentos sociais que desenvolvem trabalhos correlatos e campanhas.

Exemplos: COLETAS ASSINATURAS JUNTO COM O FÓRUM NACIONAL DE DEFESA E PROTEÇÃO ANIMAL PARA APRESENTAÇÃO DO PL DO DEPUTADO AFONSO CAMARGO EM 2005; PASSEATAS PARA SENSIBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE PARA O RESPEITO A VIDA DOS ANIMAIS E PROTESTO JUNTO AO CVA DE RECIFE; CRIAÇÃO DA CAMPANHA DO MOVIMENTO DE DEFESA ANIMAL “ELES NÃO VOTAM, MAS NÓS SIM” E CAMPANHA PELA CRIAÇÃO DA PROMOTORIA DE JUSTICA DE DEFESA ANIMAL DE RECIFE. (em andamento)


Blog: O que mais pode ser feito?

Quase tudo, mas nos últimos anos o movimento de defesa animal em níveis nacional e internacional vem crescendo muito à medida que nos tornamos mais consciente de que o ser humano não é o centro de tudo. Muito pelo contrário, os animais nos ensinam valores que infelizmente estão cada vez mais distantes do convívio entre as pessoas citando como exemplo a lealdade de um cão. Um bom caminho do que pode ser feito seria o estabelecimento de Políticas Públicas para um tratamento ético, humanitário e de respeito para com os nossos amigos animais. Quando esta mudança acontecer o Poder Público vai poder falar que está construindo uma cultura de paz.


Blog: considerações finais

Construir a paz é também respeitar os animais. O ser humano, o último a ser criado na escala da vida, esquece que todas as formas de vida estão interligadas na grande TEIA DA VIDA. Todos os seres vivos são interdependentes e se o ser humano não abrir-se para um novo Paradigma ( Biocêntrico) a vida no Planeta Terra corre sérios riscos com milhares de animais em extinção e conseqüência irreversíveis para toda a humanidade.

" Amor é a essência que tudo transforma, adoça a alma e ilumina a vida......"
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 00:54 0 comentários

sábado, 5 de junho de 2010

TRANSCEDENDO O EGO

"As coisas que você faz gritam tão alto que não escuto aquilo que você diz."

What you do speaks so loudly that I cannot hear what you say
Ralph Waldo Emerson
.

Palavras, ditas ou escritas, representam menos de sete por cento daquilo que você projeta ao mundo. Eu disse menos de sete por cento. Para uma criança, as palavras de um adulto representam menos de 1%. Palavras só ganham força quando ancoradas em suas ações.

Se você sente que está perdendo sua credibilidade com alguém, sejam sócios, seja uma criança ou seja seu amor, provavelmente suas palavras não estão ancoradas em ações. Quando aquilo que você diz não é refletido em suas ações constantes, as palavras perdem ainda mais força. E os sete por cento caem para seis... cinco... zero. Promessas quebradas, comportamento diferente daquele acordado entre as partes e desculpas esfarrapadas servem apenas para atrapalhar você.

E o mesmo ocorre quando você fala com...você. Quando você diz para si mesmo uma coisa qualquer mas não cumpre, está traindo a si mesmo. Por isso, não diga que seu compromisso é incondicional, quando não for. Pense assim: se você não pudesse falar e não soubesse escrever, como as pessoas poderiam avaliar você? Como aquela pessoa avaliaria você?

Por suas ações. Pelas escolhas entre o que fazer e não fazer. Seguir ou não seguir.

Sabe de uma coisa? Mesmo que você possa falar e escrever, isso não muda muito os números. Você ainda será avaliado pesadamente por suas ações - não por suas desculpas.

Agir é o verdadeiro diferencial entre você e o mundo. Pare de falar e comece a fazer. Agora. Agora pense e responda:
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 19:15 0 comentários

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O espetáculo do eu



A intimidade está à vista de todos: do Orkut aos reality shows, do You Tube aos fotologs, e é cada vez mais habitual que pessoas do mundo inteiro exponham sua vida privada por meio de fotografias, relatos e vídeos. Qual o sentido destas práticas contemporâneas?

Ao longo da última década, a internet passou a hospedar um conjunto de práticas “confessionais”. Milhões de usuários do mundo inteiro se apropriam de diversas ferramentas disponíveis on-line e as utilizam para exibir sua intimidade. Dia após dia, com a velocidade do tempo real, tanto os detalhes mais saborosos como os mais inócuos de sua vida são expostos nas telas interconectadas da rede global de computadores. Assim, os assuntos mais íntimos de qualquer um se derramam em blogs e fotologs, por meio de webcams sempre ligadas ou em sites como YouTube, Orkut, MySpace, Twitter e Facebook.

Trata-se de um verdadeiro festival da vida privada: imagens e relatos que se oferecem sem pudor algum diante dos olhares sedentos de todos aqueles que desejarem dar “uma olhada”. A tendência é bem atual e, de fato, excede as margens da web para inundar todos os meios de comunicação. Basta pensar no sucesso dos reality shows e dos programas de TV que ventilam toda sorte de dramas pessoais, ou no sucesso de vendas das revistas de celebridades e mesmo das biografias, tanto no mercado editorial como no cinema.

Por que tudo isto, que parece tão fútil, é digno de atenção? O fato é que essa súbita insistência em exibir retalhos de intimidades próprias e alheias é inédita: nestas novas práticas, o espaço público e a esfera privada se misturam de uma forma jamais vista. Cabe lembrar que, até pouco tempo atrás, esses dois âmbitos da existência eram opostos e irreconciliáveis, considerados mutuamente excludentes. Mas agora vemos como as telas eletrônicas revelam, sem recato algum, todos os detalhes de qualquer vida. E não se trata apenas de um intenso desejo de se mostrar; há também cada vez mais pessoas dispostas a consumir avidamente esses relatos, fotografias e vídeos.
No entanto, parece haver uma contradição neste fenômeno. Como é possível que os novos diários íntimos – pois é assim que são definidos habitualmente os blogs, por exemplo – se exponham diante dos milhões de olhos que têm acesso à internet? Seria essa exibição pública da intimidade um detalhe sem importância, que não altera a essência do velho diário íntimo em sua atualização cibernética? Ou se trata de algo radicalmente novo?

A rigor, todo esse murmúrio de confidências que emana dessas palavras e imagens parece ser mais “éxtimo” do que íntimo, para recorrer a um neologismo que procura dar conta da novidade. Porque embora existam muitas semelhanças entre os blogs atuais e os diários tradicionais – aqueles que proliferaram nos séculos XIX e XX –, também são enormes as diferenças entre os dois gêneros autobiográficos. Aqueles caderninhos rascunhados no silêncio e na solidão dos ambientes privados de antigamente, muitas vezes sob a luz das velas e envolvidos no mais respeitável dos segredos, tinham uma missão: resguardar todas as dobras daquela sensibilidade típica da modernidade industrial. Eram ferramentas que serviam para que esses sujeitos históricos tentassem se compreender: ajudavam-nos a criar seu próprio eu no papel. Já os blogs, os fotologs e as webcams de hoje, bem como certos usos do YouTube, do Orkut ou do Facebook respondem a outros estímulos e têm metas bastante diversas. Expressam características subjetivas bem atuais e servem a propósitos igualmente contemporâneos. Mas quais seriam essas peculiaridades e esses objetivos específicos? Trata-se de uma pergunta que vale a pena formular, porque a busca de respostas também pode nos orientar rumo à compreensão dos sentidos desses novos hábitos.

PARA SER ALGUÉM
Os antigos diários íntimos eram, para seus autores, cartas remetidas a si próprios. Eram textos extremamente privados, introspectivos e secretos, pois permitiam mergulhar na própria interioridade. Possibilitavam um afundamento em toda a riqueza e na misteriosa densidade da vida interior de cada um, a fim de decifrar tudo aquilo que se hospedava em suas recônditas profundezas. Já os novos diários éxtimos da internet são verdadeiras cartas abertas. Por isso, parece evidente que tanto seus propósitos como seus sentidos são outros. A própria definição muda, pois em vez de apontar para “dentro” de cada um, os novos meios de expressão e comunicação se voltam para “fora”, buscando conquistar a visibilidade e a celebridade.

Para ler na íntegra http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o_espetaculo_do_eu.html
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 23:47 0 comentários

O POTENCIAL MAQUIAVÉLICO


http://www.loveessaysbook.com/Amor-Irmao/Maquiavel-Amor.htm



Maquiavel, Píndaro, Mark Twain, a Natureza Humana e o Amor

Já se sabe: Maquiavel não acreditava numa política inspirada pelo amor. Nem acreditava no amor humano. Nas suas palavras:


Pode-se dizer isto, em termos gerais, a propósito dos homens, que eles são ingratos, inconstantes, fingidores e impostores, cobardes e gananciosos

Mas será que somos realmente os seres «ingratos, inconstantes, fingidores e impostores, cobardes e gananciosos», incapazes de amar, de que ele fala?

Que não somos santos e que estamos bem longe de tal, todos o sabemos. Mas terá pertinência os termos em que somos definidos por Maquiavel? Será que o nosso amor é tão falso quanto ele diz que nós o somos?

Maquiavel definiu-nos mal. Ela não captou a nossa ambivalência. Nós somos mais como uma lua, com duas faces, uma das quais escura, como disse Mark Twain: «Todo o homem é uma lua, com um lado escuro permanentemente escondido dos outros».

Temos em nós o mal, mas somos também capazes do bem, como refere Píndaro, e Maquiavel ignorou:


O homem é um sonho de uma sombra. Mas quando uma abençoada claridade chega, pousa sobre os homens uma luz radiante, e uma vida suave.

Mais: por via da nossa consciência e inteligência podemo-nos elevar, e elevar a nossa capacidade de amor. E negar Maquiavel (ainda que o nosso lado escuro esteja sempre pronto a espreitar, e a alimentar pesadelos).


Citações
Maquiavel e a sua Visão do Homem e da Política Maquiavel, 1469-1527, Político e historiador Italiano, O Príncipe

Pode-se dizer isto, em termos gerais, a propósito dos homens: eles são ingratos, inconstantes, fingidores e impostores, cobardes e gananciosos; enquanto trabalhares para seu bem e o mal estiver longe, eles estarão a teu lado, e oferecerão o seu sangue, a sua propriedade, as suas vidas, e os seus filhos; mas quando o mal chegar perto de ti, eles virar-te-ão as costas.


Sempre que desejares fundar um Estado e dar-lhe leis, parte do pressuposto de que todos os homens são maus e sempre dispostos a mostrar a sua natureza viciosa, sempre que a ocasião se lhes deparar.



Aquele que estabelecer uma tirania e não matar Bruto, e aquele que estabelecer um regime democrático e não matar os filhos de Bruto, não durará muito.


Se tens que injuriar alguém, que isso seja feito de forma tão severa que a vingança não tenha que ser temida.

É melhor ser temido do que amado, e mais prudente ser cruel que compassivo.


Uma vez que o amor e o medo raramente podem coexistir, se tens que escolher um dos dois, é muito mais seguro seres temido que amado.


Astúcia e dissimulação servem melhor o homem do que a força.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:26 0 comentários

E ASSIM CAMINHA A NOSSA HUMANIDADE





Amor Ao Saber ou à Mentira?
O homem ama trivialidades, banalidades e o senso comum

http://www.loveessaysbook.com/Amor-Verdade/Amor-Saber.htm



Segundo Aristóteles, somos uma espécie dotada com a sede do saber. «Todos os homens têm, por natureza, a paixão do conhecimento», considerou ele na sua Metafísica.

Só que também podemos ver a nossa curiosidade e ânsia de conhecimento, noutra perspectiva, bem menos exaltante, bem menos passional. O saber de que gostamos salda-se muitas vezes num saber prático e convencional. É o saber que alimenta a nossa capacidade de sobrevivência, e de relacionamento com os outros e com a vida. E é um saber que muitas vezes se confunde com o mito e o sonho.

Frequentemente andamos demasiado embrenhados com as nossas ideias, ilusões e fantasias. Ou com os nossos filhos e cônjuges, ou os afazeres profissionais, sem tempo ou vontade para espreitar pelos buracos que dão acesso ao outro lado da vida e a outros patamares de saber.

Para agravar as coisas, quando porventura olhamos através desses buracos, para o outro lado das nossas vidas e da realidade, o que vemos não nos agrada. Percebemos realidades incómodas - fraquezas, limitações, dores, ameaças, guerras, miséria…- ou realidades demasiado complexas e complicadas. E fugimos.

O mais das vezes preferimos o sonho e o mito - o mito de que somos fortes, de que somos retratos e filhos de Deus (em vez de descendentes de símios), de que estamos no centro do universo, de que o nosso país é o melhor do mundo. Ou o mito de que os homens têm amor ao saber...

Citações
Conhecimento e mito


O homem acredita sobretudo no que ele quer que seja verdade. Rejeita coisas difíceis por incapacidade de reflexão; coisas sensatas, porque vão contra os seus sonhos; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência, por arrogância e orgulho; e aceita as coisas em princípio inaceitáveis, por respeito à opinião corrente.

Francis Bacon, 1561-1626, filósofo e político inglês, Novum Organon



Na religião e na política as convicções são quase sempre obtidas em segunda-mão, e sem análise, de autoridades que não examinaram elas próprias as questões, que as tiraram em segunda mão de outros, cujas opiniões também não merecem o mínimo crédito.

Mark Twain, 1835-1919, escritor norte americano, Autobiografia




Os homens estão sempre prontos a considerar como verdadeiro aquilo que desejam que o seja.

Júlio César, 100-44 a.C., imperador romano, De Bello Gallico




Todos os homens ficam sujeitos a errar; e muitos homens, em muitos momentos, por paixão ou interesse, são tentados a fazê-lo.
John Locke, 1632-1704, filósofo inglês, Essay concerning the Human Understanding

As falsas opiniões parecem-se com a falsa moeda; inicialmente são cunhadas pelos grandes traficantes, mas depois são distribuídas por gente honesta, que perpetua inconscientemente o crime.
Joseph de Maistre, 1753-1821, escritor e filósofo francês, Les Soirées de Saint-Pétersbourg



A mentira para connosco mesmo revela a nossa aptidão para o desdobramento, visto que o Eu mentiroso consegue convencer-se da sua própria sinceridade.

E. Morin, sociólogo e filósofo francês, Método V
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 09:26 0 comentários

http://www.umsabadoqualquer.com/category/freud/



DEUS EM PLENA CRISE EXISTENCIAL
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 08:08 0 comentários

terça-feira, 1 de junho de 2010

EFEITOS DAS CORES NA MENTE HUMANA




01.fev
2010
Gislaine Lima - @agitai_
O efeito das cores na mente humana
por Gislaine Lima - @agitai_ às 12:36

Um novo estudo da University of British Columbia esclarece um debate que vem sendo travado há tempos por psicólogos e publicitários – que cor torna o cliente mais receptivo à propaganda? Azul ou vermelho?

Aparentemente, ambas as cores podem produzir o efeito. Tudo depende da mensagem que a propaganda deseja passar. O estudo, que pode ter, também, um impacto significativo em design de interiores, diz que o vermelho deve ser usado para atrair a atenção do consumidor a detalhes. O azul, por sua vez, estimula a criatividade.

“Tanto o azul como o vermelho foram considerados capazes de aumentar a capacidade cognitiva, em estudos anteriores” explica Juliet Zhu, professora da faculdade de administração da University of British Columbia. “No entanto, não podíamos dizer qual proporcionava um efeito maior. Agora sabemos que depende da mensagem que queremos passar” completa.

O estudo realizou testes cognitivos em 600 voluntários. Perguntas eram feitas em computadores – e a tela de fundo do programa era azul, vermelha ou branca.

O vermelho apresentou mais resultados positivos em tarefas que exigiam atenção a pequenos detalhes, ou uma leitura mais minuciosa (comparado com o azul, 31% a mais de acertos). Já o azul proporcionou mais acertos em situações que exigiam brainstorming, demonstrações de criatividade – usuários da tela azul tinham redações muito mais criativas do que os de tela vermelha.

“Graças a sinais de trânsito, ambulâncias e às canetas vermelhas dos professores, associamos essa cor a perigo, necessidade de atenção. Tomamos mais cuidado antes de responder algo, quando estamos expostos ao vermelho. Nos tornamos mais vigilantes” afirma Zhu.

“O azul é associado ao céu, ao oceano e à água. Sendo assim, as pessoas relacionam a cor à calma e à amplitude. O azul nos auxilia a deixar o óbvio e buscar soluções criativas” explica a professora.

Para estudar o impacto que essas descobertas têm na publicidade, os pesquisadores utilizaram uma série de propagandas e produtos fictícios, coloridos, e viram quais eram as reações dos consumidores diante deles. Os resultados foram impressionantes e confirmaram o que foi concluído das pesquisas anteriores.

Se o produto for uma pasta de dente, por exemplo, a cor vermelha na embalagem deixa as pessoas atentas para a especificação do produto – se ele é usado para combater cáries, placa, gengivite. Quando o azul era a cor predominante da embalagem, os voluntários ficavam mais atentos à questões estéticas, como clareamento dental e refrescância.
Efeito das outras cores:

Branco
Decoração: Um ambiente todo branco, para algumas pessoas, pode trazer prazer e calma, e para outras, frieza, tristeza e impessoalidade. O branco nos passa também uma sensação de limpeza, até exagerada. O branco só é branco, quando recebe uma luz intensa direta.
Cromoterapia : Ela potencializa as demais cores. Representa a luz divina.
Feng Shui: É uma cor neutra, que pode ser usada em qualquer ambiente. Muito cuidado quando o branco aparece em demasia em um ambiente, pois nos passa uma sensação de infinito, frieza, vazio e hostilidade. Deve-se quebrar o branco com quadros e móveis bem coloridos.

Preto – Cinza
Decoração: É usado em pequenos detalhes, principalmente quando queremos fazer um “efeito especial”, tanto dentro, como fora da casa. Ainda na área interna, é usado para fazer contrastes, principalmente com o branco. Muito usado no teto com pé direito muito alto, para dar a sensação de rebaixo.
Cromoterapia: É o oposto da luz, a escuridão total.
Feng Shui: É opressivo e depressivo. Representa o elemento água e deve se usar com muito cuidado. Em geral, é usado em pequenos detalhes na casa.

Verde
Decoração: É uma cor muito usada. No chão, nos lembra a natureza. Não incide muita luz, mantendo a cor original. Em locais abertos, complementa madeira e jardins.
Cromoterapia: É a cor da natureza, traz força equilibrada e progresso mental e corporal. Acalma o sistema nervoso e os sentidos. Também significa esperança e satisfação.
Feng Shui: É uma cor neutra que representa o elemento madeira. Muito cuidado em usar a cor verde em locais que predomina o vermelho, pois teremos um local muito quente. Deve-se usar nos banheiros para elevar a energia deste local. Para casas que abrigam pessoas com problemas de saúde, o verde é uma ótima opção.

Lilás - Violeta
Decoração: Tons mais claros podem ser usados em todos os ambientes. Se for uma cor monocromática, pode cansar.
Cromoterapia: Tem efeito purificador, tranforma as energias negativas em positivas. Ótimo para a saúde. Acalma o coração, a mente e os nervos.
Feng Shui: Traz tranquilidade, sossego e calma. Estimula a espiritualidade. Nas casas, deve ser aplicado em locais de meditação e oração. Em excesso, pode trazer depressão e ansiedade.

Laranja
Decoração: Inconscientemente, lembra sabores agradáveis, sendo muito usado em cozinhas. Abre e estimula o apetite. Pode ser usado na sala de jantar, em uma só parede, em tons bem suaves. Em tons mais escuros, sugere estabilidade.
Cromoterapia: Auxilia a mente a assimila novas idéias, mas deve ser usado com certo cuidado.
Feng Shui: Em pequenas doses, estimula os sentidos, a criatividade e a comunicação. Boa para áreas da casa que quer se estimular o diálogo, como sala de visitas, de jantar e cozinhas. Em excesso, pode provocar conversas demais e até rebeldia.

Amarelo
Decoração: É muito usado para esquentar áreas escuras e para dar mais iluminação. Em pisos, provoca sensação de avanço. Em grandes áreas e superfícies, pode incomodar por causa da incidência de luz.
Cromoterapia: É uma cor que atua diretamente sobre o mental. É animador, inspirador e estimula o raciocínio. Ajuda no auto-controle. Fortalece os ouvidos e os olhos.
Feng Shui: É a cor da luz. Estimula a comunicação, atividades mentais e abre o apetite. Deve ser usado no quarto de estudo ou na criança. Na cozinha, em doses equilibradas. Em excesso, provoca muita conversa e pensamentos acelerados e confusos, provocando preocupação.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 22:01 3 comentários

ARNALDO JABOR E A INFIDELIDADE MASCULINA

QUADRINHO
do blog UM SABADO QUALQUER


Uma amiga muito gostosa que tenho muita vontade de pegar me mandou. Pena que ela está namor ando (eu aguardando =F).

Resolvi postar porque esse texto é incrível e fala absolutamente e verdade. :D

Foi lendo um monte de besteiras que as mulheres escrevem em livros sobre o ‘universo masculino’, que resolvi escrever esse e-mail. Não tenho objetivo de ‘revelar’ os segredos dos homens, mas amigos, me desculpem. Não se trata de quebrar nosso código de ética.. Isso vai ajudar as mulheres a entenderem os homens e, enfim,pararem de tentar nos mudar com métodos ineficazes. Vou começar de sola. Se não estiver preparada nem continue a ler. E digo com segurança: o que escrevo aqui se aplica a 99,9% dos homens baianos e brasileiros (sem medo de errar).

1º Não existe homem fiel.

Vc já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas afirmo com propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece muitos homens e que conhecem,por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é fiel, mas pode estar fiel (ou porque está apaixonado, (algo que não dura muito tempo – no máximo alguns meses – nem se iluda) ou porque está cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo. Isso vai se voltar contra você). A única exceção é o crente extremamente convicto. Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles bitolados, mas aguente as outras consequências.

2º Não desanime.

O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento. O homem só precisa de uma bunda. A mulher precisa de um motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.

3º Não fique desencantada com a vida por isso.

A traição tem seu lado positivo. Até digo, é um mal necessário. O cara que fica cercado, sem trair, é infeliz no casamento, seu desempenho sexual diminui (isso mesmo, o desempenho com a esposa diminui), ele fica mal da cabeça. Entenda de uma vez por todas: homens e mulheres são diferentes.Se quiser alguém que pense como você, vire lésbica (várias já fizeram isso e deu certo), ou case com um v#@%& enrustido que precisa de uma mulher para se enquadrar no modelo social. Todo ser humano busca a felicidade, a realização. E a realização nada mais é do que a sensação de prazer (isso é química, tá tudo no cérebro). A mulher se realiza satisfazendo o desejo maternal, com a segurança de ter uma família estruturada e saudável,com um bom homem ao lado que a proteja e lhe dê carinho. O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a realização pessoal dele vêm de diversas formas: pode vir com o sentimento de paternidade, com uma família estruturada,etc., mas nunca vai vir se não puder ter acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso na profissão. Se você cercar seu homem (tipo, mulher que é sócia do marido na empresa. O cara não dá um passo no dia-a-dia sem ela) você vai sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas ou seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça tranqüila para se desenvolver profissionalmente. (Vai ser um cara sem ambição e sem futuro).

4º Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta.

Silicone, curso de dança sensual, se vestir de enfermeira, etc… nada disso vai adiantar. É lógico que quanto mais largada você for, menor a vontade do homem de ficar com você e maior as chances do divórcio. Se ser perfeita adiantasse, Julia Roberts não tinha casado três vezes. Até Gisele Bunchen foi largada por Di Caprio, não é você que vai ser diferente (mas é bom não desanimar e sempre dar aquela malhadinha). O segredo é dar espaço para o homem viajar nos seus desejos (na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela mulher ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares). Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o segredo para um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.

5º Se você busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis.

Eles não existem nesse conceito que você imagina. Os homens perfeitos de hoje são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente (uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a mesma mulher (para não criar vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito discretos: não deixam a esposa (e nem ninguém da sua relação,como amigas,familiares, etc saberem). Só, e somente só, um amigo ou outro DELE deve saber,faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não falar para os amigos é pior do que não pegar. As traições do homem perfeito geralmente são numa escapolida numa boite, ou com uma garota de programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela),ou mesmo com uma mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas. Isso remete ao próximo tópico.

6º ESSE TÓPICO NÃO É PARA AS ESPOSAS

- É PARA AS SOLTEIRAS OU AMANTES:
Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de homem não gosta de mulher fácil. Homem adora mulher fácil. Se ‘der’ de prima então, é o máximo. Todo homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil, ele parte para outra. A demanda é muito maior do que a procura.. O mercado tá cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema). Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de difícil, mas sim por você não representar ameaça para ele. Ele vai ficar com tanta simpatia por você que você pode até conseguir fisgá-lo e roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai começar ELE a te procurar. Se ele não te procurar era porque ele só queria aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar, você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada, você também fêz uso do corpo dele – faz parte do jogo; guarde como um momento bom de sua vida.

7º 90% dos homens não querem nada sério.

Os 10% restantes estão momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento. Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que te fala no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre). Não seja idiota, aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado e dê logo para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele. Fazer doce só agrava a situação, estamos em 2008 e não em 1957. Esqueça os conselhos da sua avó, os tempos são outros.

8º Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da vida faça o seguinte:

Tente achar o homem perfeito do 5º item, dê espaço para ele.
Não o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação.
Seja uma boa esposa, mantenha-se bonita, Magra, sensual, malhe, tenha uma profissão (não seja dona de casa), seja independente e mantenha o clima legal em casa.
Nada de sufocos, de ‘conversar sobre a relação’, de ficar mexendo no celular dele, de ficar apertando o cerco, etc.
Vc pode até criar ‘muros’ para ele, mas crie muros invisíveis e não muito altos.
Se ele perceber ou ficar sem saída, vai se sentir ameaçado e o casamento vai começar a ruir.
A última dica:

9º Se você está revoltada por este e-mail, aqui vai um conselho:

Vá tomar uma água e volte para ler com o espírito desarmado. Se revoltar quanto ao que está escrito não vai resolver nada em sua vida. Acreditar que o que está aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da vida, se você é dessas, boa sorte!). Mas tudo é a pura verdade. Seu marido/noivo/namorado te ama, tenha certeza,senão não estaria com você, mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é científico. O homem que você deve buscar para ser feliz é o homem perfeito do item 5º.. Diferente disso ou é crente, ou v#@%& ou tem algum trauma (e na maioria dos casos vão ser pobres).
O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que você possa achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você nunca vai encontrar.
Espero ter ajudado em alguma coisa.
Agora, depois de tudo isso dito, cadê a coragem de mandar este e-mail para minha mulher?

Esse cara é um gênio…! :D
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 20:07 0 comentários

A TEIA DA VIDa fijiot capra



A Teia da Vida PDF Imprimir E-mail
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PiorMelhor
Livros - Órion Volume 2
Escrito por Cláudio Azevedo
Seg, 24 de Novembro de 2008 06:18

“O vácuo quântico, de fato, é a origem do Universo. Esse vácuo quântico é de âmbito misterioso. Nada há nele; ele nada possui, mas é um âmbito generativo” (SOPHIA 1:20).

Brian Swimme

Matemático e cosmólogo



“Nada é tudo; escuridão é luz; sofrimento é alegria. Como é difícil dizer isto, a menos que se tenha feito sua experiência” 44:66.

Padre William Johnston

Jesuíta



A palavra grega para o grande vazio original, antes da criação, é "Kaos". Esse "Kaos" (grande vazio ou grande plenitude) criou o "Kosmos" (aparência, véu) 62:38. Para os gregos, "Kosmos" tem o mesmo sentido que o termo hindu Maya (ilusão ou Makyo japonês). Ambos os termos demonstram que a Criação é uma grande ilusão oculta sobre o véu da materialidade, que se originou de um Vazio Primordial. A filosofia taoísta chama de Wu-chi (O Sem Cume) a esse Vazio Primordial (Cf. "CAOS").

Outro conceito importante é que ao vazio (Kaos), o “Nada” que originou “Tudo”, retornará novamente toda a Criação: o “Nada” originou “Tudo” que, por sua vez, retornará ao “Nada”. Esse vazio (shunya) é um importante conceito budista, uma meta a ser alcançada. No Volume 1 dissemos que Michio Kaku, Paul Steinhardt e Andrei Linde defendem a tese de que antes do Big-Bang haveria um estado de efervescência, destituído de matéria, espaço ou tempo, onde periodicamente, nascidos desse “Nada”, surgiriam Universos. Mas como o “Nada” pode dar origem a alguma coisa?

Parte desse mistério começou a ser explicado pela ciência, pelo físico Alan Guth do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets). Deve-se aqui esclarecer que para a física o “Nada”, ou o vazio, sempre é alguma coisa, embora destituída de matéria. Segundo ele, naquele “Nada” existente antes do Big-Bang, haveria apenas energia de altíssima freqüência. Sabe-se hoje, a partir da mecânica quântica, que energia pode ser convertida em matéria a partir de súbitas variações do campo elétrico (flutuação de vácuo). Então, provavelmente, a partir dessa flutuação ocorreu um colapso da onda energética e as primeiras subpartículas surgiram. Esse colapso teria gerado uma força gravitacional negativa que obrigaria, pela lei de conservação de energia, à formação de matéria na forma de uma imensa massa de quarks: “a energia positiva da matéria foi equilibrada pela energia negativa do campo gravitacional”.

Mas sobre a origem dessa energia primordial e sobre as causas dessa flutuação de vácuo e do colapso de onda, uma grande interrogação continua. Andrei Linde chega a afirmar que uma teoria nunca será completa se não admitir a existência de uma Consciência Superior como responsável pela construção do Universo. Voltamos novamente à noção filosófica do ESPÍRITO que no início é o NADA, mas ao mesmo tempo é o TODO, pois contém, Nele mesmo, TUDO.

Mas para entrar em contato com esse vazio não é necessário “retornar no tempo”. Para a física ele está em toda a parte. Encontramos o vazio no mundo subatômico quando analisamos a constituição do átomo e vemos que ele é um vazio que contém subpartículas. Podemos sentir isso se nos colocarmos dentro do átomo e imaginarmos que ele é apenas poeira, girando numa órbita do tamanho da nave da catedral de São Pedro, em Roma, e cujo centro é um grão de areia. Assim vemos a dimensão do vazio existente dentro de um só átomo. Se toda as subpartículas, presentes em um corpo físico humano, fossem aglutinadas, eliminando-se todo o espaço vazio entre elas, o corpo físico humano seria do tamanho de um grão de areia.

Assim, o moderno conceito de subpartícula não mais pode ser comparado a um grão de poeira, pois se comporta mais como um campo vibratório que pode assumir tanto a forma de quanta (luz) como a de subpartícula (a “poeira”), o campo “quantizado”. Criou-se a “teoria quântica dos campos”, em que cada partícula é um campo distinto, o qual passa a ser a entidade física fundamental. Esse campo, também chamado de vácuo físico, seria um meio contínuo, presente em todos os pontos do espaço. Nele as partículas não passariam de condensações energéticas locais desse campo (o qual, por si só, já é altamente energizado), que surgem e somem, dando a ilusão de uma existência independente, mas mantém contínua interação com os campos vizinhos. Matéria nada mais é que energia congelada.



“Podemos então considerar a matéria como constituída por regiões do espaço nas quais o campo é extremamente intenso... [Então] o campo é a única realidade” 14:160.

Albert Einstein (1.879-1.955)



Dessa forma o vazio quântico da teoria dos campos não é um simples estado de “nada”, mas contém potencial de surgimento de todas as subpartículas como manifestações transitórias desse vazio subjacente. O vazio dos físicos é um vazio que “pulsa num ritmo sem fim de criação e destruição”, uma entidade altamente dinâmica. Mas será que existe nesse espaço “vazio” algo que ainda não conseguimos medir? Quantas outras manifestações não mensuráveis, pelo menos por enquanto, ocorrem nesse “vazio”, paralelamente ao surgimento e desaparecimento das subpartículas. Pode-se antever, então, a comprovação do que a matemática já viu: a existência de até 11 dimensões em nosso Universo (as p-branas vistas no Volume 1), sustentadas pela teoria das supercordas.

De acordo com essa teoria de campo da matéria, a realidade subjacente à subpartícula está além da forma. À ilusão da forma, a filosofia hindu chama Maya, e à noção do vazio, que ao mesmo tempo é vida e origem do Universo, deram o nome de Brahman. Para o hinduísmo Brahman se tornou o mundo através de sua Maya (mágica ou ilusão). Esse mundo “ilusório” seria como uma grande brincadeira, a lila ou cosmodrama, em que todos agiriam movidos pela Lei de Causa e Efeito (Karma), a qual dá a forma cíclica e fluida da existência.

O Sefer Ha-Zohar (Livro do esplendor) cabalista judeu diz que a Divindade suprema é a base e a origem de todas as coisas, em todos os quatro mundos manifestados (Cf. no Volume 1). Ele é visto como o “Nada”, como Existência Negativa, um “ilimitado abismo de glória”.

A eletrodinâmica quântica já estuda as relações dos campos eletromagnéticos com os campos quânticos. Albert Einstein (1.879-1.955) passou os últimos anos de sua vida à busca da relação entre o campo eletromagnético, o campo gravitacional e o “campo quantizado” na sua teoria de um campo unificado 14:161.

Quando a física chegar à definição do campo unificado, como a explicação e a essência de todos os fenômenos do Universo, com potencial criativo infinito, teremos chegado à noção do Brahman hindu que é o mesmo Tao chinês, o mesmo Dharmakaya budista e o mesmo Fohat tibetano, o Senhor e única fonte do Universo 14:161 (Cf. em DEUS, O TODO; no Volume 1), ou teremos chegado apenas à compreensão de uma das manifestações Dele, no nosso Assiah (Mundo da Matéria dos cabalistas):



“O Tao do Céu é vazio e sem forma” 14:161.

Kuan Tsé (VII a.C.)



Desse modo, é do vazio físico que todas as manifestações surgem e é nele que todas desaparecem. Duas maneiras de existir, uma ativa e uma passiva. Forma é vazio e vazio é forma. Por serem manifestações transitórias do vácuo, nada manifestado pode ser considerado individual. Esse tipo de energia existente no vácuo, que ora se dispersa e ora se condensa, a que os físicos chamam de campo quantizado, os chineses chamam de Ch’i. O significado literal de Ch’i manifesta conceitos de “éter” ou “gás”. Dessa forma podemos correlacioná-lo com o sopro vital bíblico que anima o homem, o fluido universal de Allan Kardec (1.804-1.869), o ki japonês ou o Prana hindu, presente em todo o espaço e “animando” todas as formas visíveis transitórias. Será que o conceito de “ser vivo” e “ser não-vivo” se correlacionaria com a quantidade de Ch’i, ou energia de campo quântica presente na forma manifestada?



“O Grande Vácuo [Wu Chi] não pode consistir senão de Ch’i; este Ch’i não pode condensar-se senão para formar todas as coisas e essas coisas não podem senão dispersar-se de modo a formar o Grande Vácuo”14:163.

Chuang Tsé (IV a.C.)



“Forma é vazio, vazio é na verdade forma. Vazio não difere da forma, a forma não difere do vazio. O que é forma é vazio; o que é vazio é forma” 14:164.

Prajna-paramita-hridaya sutra – escola budista Mahayana



Os budistas entraram de forma profunda no conceito de “vazio” (shunya). Buda, no seu Sutra da Sabedoria e Perfeição, deu seus ensinamentos acerca dele. A interpretação desses ensinamentos tem diferenças, de acordo com a escola de pensamento filosófico. Por exemplo, para a escola Madhyamika, entender o vazio significa entender que nenhum fenômeno observável pode ter uma existência inerente e tudo o que existe não tem existência independente, ou seja, todos os fenômenos e objetos são ilusórios e irreais. Em outras palavras o real (vazio) é tudo aquilo que é independente, que existe por si mesmo, do contrário é irreal, dependente e ilusório.

Entrar no vazio seria vivenciar a natureza real subjacente de todos os fenômenos, experimentar o Silêncio. Então o “vazio” não é um vazio, mas está “cheio” com algo (alguma forma de energia vibratória) que preenche essa realidade. A natureza final das coisas seria, então, esse “nada”. Para essa escola budista, essa é a Verdade final, em contraste com a verdade convencional que afirma que as pessoas e as coisas existem independentemente. O Zen tem como meta a busca desse “vácuo”, dessa paz, desse “abismo de glória”, experimentar mentalmente esse vazio: um estado ampliado de consciência. Se o vazio é a realidade e o presente idem, como visto anteriormente, vivenciar e sentir o presente é penetrar no vazio, ou ao inverso, penetrar o vazio é vivenciar e sentir conscientemente esse eterno presente.

Os místicos católicos, bem como de todas as tradições, falam de vazio, escuridão, vácuo e nada, palavras que sugerem total negatividade, mas os descrevem com um colorido todo especial de alegria, beleza e riqueza. Mestre Eckhard (1.260-1.328), monge dominicano, o chama de Treva Divina superessencial (SOPHIA 1:20). O Vazio é o Silêncio onde a Palavra de Deus vibra e mantém o Universo ilusório.



“Uma palavra disse o Pai, que foi seu Filho [o Verbo] e esta Palavra o Pai a diz no eterno silêncio e em silêncio é preciso que pela alma ela seja ouvida” 87:18.

São João da Cruz (1.540-1.591)



“Se não fosse a Sua presença sustentadora, todas as coisas cessariam de existir e cairiam no Nada” 12:44

Madre Teresa de Calcutá (1.910-1.997)



É possível pensar que o vazio existe, mas, segundo o XIV Dalai Lama, o próprio vazio não tem existência independente. O vazio também depende de alguma coisa, pois é um aspecto de todas as coisas observadas. Dessa forma, se o vazio não tem existência independente, ele não é real e existe um vazio do vazio que teríamos que perceber 28:164. Se continuarmos esse raciocínio indefinidamente, poderemos inferir que a Verdade final é a ausência de uma natureza absoluta independente 28:166.

Podemos usar uma metáfora intelectual para se ter uma idéia dessa outra dimensão da existência, onde todas as coisas estão interligadas, da qual não temos consciência. Pense que você é uma pequena gota, da superfície de um imenso oceano. Enquanto na superfície, você vivencia todas as tormentas a que essa superfície está sujeita: torra de calor quando ao sol, congela de frio com os ventos noturnos, é jogado de um lado para o outro, ao sabor das tormentas que lhe atingem, e a todos os seus amigos da superfície, e se resigna a essa sua sorte como a única realidade existente. Mas um colega seu, por acaso, numa dessas tormentas foi jogado um pouco para o fundo e teve um vislumbre de uma dimensão em que uma profunda paz é a realidade e conclui que a superfície é apenas uma ilusão. Esse seu amigo passa a viver aquela paz, se torna uma “gota estranha” no mundo da superfície, a quem nenhuma atribulação da superfície atinge ou a torna infeliz. Assim, ela conta a uma outra gotinha o que observou no lapso de tempo em que esteve submerso. Essa gotinha, por seu próprio esforço e após anos de tentativas, consegue submergir e comprova, por si mesmo, que aquela realidade existe de fato, e dá o seu testemunho ao reino das gotinhas. Mas você não acredita, simplesmente porque a quase totalidade das gotas da superfície não relata o mesmo e porque você mesmo nunca experimentou essa realidade. Você as chama de malucas ou místicas.

O oceano é o vazio físico e religioso, um “nada” cheio de “tudo”. Aquelas gotas tiveram um vislumbre mental do “vazio”, ou em outras palavras, tiveram uma experiência mística. Na linguagem das religiões: o pangree africano, o Samadhi hindu, o Sanmai (grande fixação) zen-budista, o nirvana ou jhana budista, o Daat judeu hassídico, o êxtase contemplativo cristão (contemplação infusa), o fana muçulmano, a percepção transcendental da meditação transcendental, a turiya da kundalini-yoga, a superconsciência de Sri Aurobindo (1.872-1.950) e de Paramahansa Yogananda (1.893-1.952), a Grande Imobilidade dos taoístas, etc.. Enfim, como gota, a sua individualidade dura o exato lapso de tempo em que você salta da superfície, após o que você novamente é incorporado ao oceano.

A existência é, então, uma grande teia cósmica energética em que tudo o que pode ser chamado de individualidade está, de alguma forma, separado do Real (do Vazio) e que falar de Vida só faz sentido quando se tem em mente a unidade de todas as coisas na Grande Teia Cósmica da Vida Una. Toda individualidade é impermanente e ilusória.
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 13:27 0 comentários

quinta-feira, 27 de maio de 2010



Somos livres para escolher, mas prisioneiros das consequências **
Postado por Liliam Padilha Ferreira às 00:38 0 comentários
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